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A Terceira Via é conseguir te fazer de otário.

Talvez esse artigo se encerrasse já  nesse primeiro parágrafo com a seguinte afirmação: quem discute uma terceira via é à esquerda na tentativa de criar a personificação de uma alternativa de um centro que não existe. Não é a sociedade que busca a terceira via, muito menos a direita. É a esquerda. E se a esquerda precisa de uma alternativa a si mesma, que de todo jeito vai se juntar num segundo turno, ela não tem a menor segurança da própria competitividade, e precisa tentar enganar o eleitor com algum candidato fingindo ser o que não é representando uma proposta que não existe.

Ponha na sua cabeça uma coisa definitiva se você presa seu modo de viver e sua liberdade: nenhum candidato que se apresente como esquerda ou terceira via aliado à esquerda aprofundará a democracia no Brasil. Nenhum deles. Falarão em nome da democracia em uma frase e no mesmo discurso falarão de controle social via liberdade de imprensa, liberdade de expressão, controle de redes sociais, estatização, liberação de drogas, de aborto, ideologia de gênero, igualdade social. E cada uma (deixa) bem claro como pretende fazer e a quem pretende, ou aceita, se aliar para esse objetivo; e outros.

Lula não foi à manifestação organizada pelo PT. E apesar de rir muito com a desculpa infantil de Gleisi Hoffmann de que ele não foi porque arrastaria multidões e a Pandemia ainda não acabou, quem acabou foi Lula. Há quem diga que ele estaria doente de algo, mas isso tem cara mesmo é de não avalizar o fracasso que teria sido exatamente o mesmo caso ele fosse, porque Lula já era. A juventude de esquerda só gosta do Lula na camiseta, a estampa de um Che Guevara vivo que só serve de símbolo, “uma ideia”, como ele próprio se definiu, mas que só serve como ideia, porque na prática essa juventude segue outros líderes.

Ciro Gomes esteve nas manifestações do MBL e do PT. Na primeira falou pra ninguém porque estava vazia. Na segunda, apesar de mais cheia, falou para ninguém porque foi vaiado e retirado sob escolta para não levar paulada, literalmente. Se apropria de parte do eleitorado do PT por aversão a Lula. Desce o c@cet$ em Lula, mas vai morrer abraçado em qualquer circunstância eleitoral, não importa se ele ou Lula cheguem ao segundo turno.  Em uma disputa contra Bolsonaro, Lula e Ciro se aliam até a Sérgio Moro.

Entre os outros nomes possíveis, o PSDB vem com Doria ou Eduardo Leite. Ambas candidaturas natimortas. Provavelmente nenhum dos dois conseguiria se reeleger governador em seus estados.

Sérgio Moro só seria competitivo se tivesse o apoio da esquerda. Ele não consegue nada pensando em eleitorado de centro. Ele é inimigo na direita e na esquerda. E mesmo que se associe a um dos dois, não angaria mais a simpatia, perdeu o carisma. A saída dele do governo foi muito feia, de transformar biografia em prontuário.

Que nomes mais são possíveis? Alessandro Vieira porque vive de cara feia? Cabo Daciolo que sumiu? Marina Silva que surge do abismo da floresta? Simone Tebet, a descontrolada? Flávio Dino, o comunista que foi com Marcelo Freixo fingir ser só socialista light? E tem ainda a Rodrigo Pacheco que, fala sério, não vou gastar tempo falando dele porque ele é um nada e eu ainda não domino a arte de falar sobre o nada.

A esquerda não tem mais domínio das ruas porque não tem mais quem queira ouví-la pelo simples motivo de que ela não tem mais o que dizer. É só comida requentada. Os mesmos apelos que se repetiram pela história em todos os países que foram ameaçados ou dominados pelo comunismo. As mesmas estratégias, as mesmas táticas e um catastrófico dossiê do estado em que ficaram os países que foram dominados pelos comunistas e dos que ainda são. Enche o saco ficar toda hora citando Venezuela como referência, mas é o exemplo mais recente da concretização do domínio comunista, que, como sempre, só se implanta à força, sob total controle social, exercido ditatorialmente.

O que os principais candidatos da esquerda tem oferecido aos eleitores? Regulação dos meios de comunicação, restrições à liberdade de expressão, controle social através da regulação da internet. Algo diferente do que aconteceu na Venezuela e que nesse momento acontece a passos rápidos na Argentina? E digamos que Sérgio Moro, que alguns entendem como de direita, viesse a ganhar a eleição com apoio da esquerda e desse centro, espírita já que não existe. Alguém acha que ele iria resistir à essa agenda da esquerda e se transformar em direita conservador ao colocar a faixa no peito?

A terceira via é um caminho para ser percorrido por otários, não interessa quem venha a representá-la, se vier. É o velho “dividir para conquistar”, oferecendo distrações enquanto leva o eleitor para mesmo destino, não importa o candidato em que ele volte, desde que seja da esquerda. E tá aí a importância dessa discussão de terceira via, levar o eleitor ao “vamos fingir que é para ver como seria se fosse” e quando ele perceber já era.

Enquanto isso, Jair Bolsonaro continua sendo o adversário a ser abatido no segundo turno, e, dado o desespero, fosse eu ele, tomaria muito mais precauções daqui até às eleições. Já tentaram uma vez antes. Tentam via Congresso, judiciário e imprensa há 2 anos e 10 meses. Fizeram até CPI. Colocaram a Europa contra o governo. Deixaram a China interferir na nossa soberania. E ele continua sendo a única opção para impedir que o Brasil se transforme em um país com as características atuais da Venezuela e dominado pela China através de um político brasileiro vendido que termine de entregar o país para os chineses.

Quer uma boa terceira via para se preocupar? Preocupa-se com o candidato ao senado pelo seu estado. O Senado Federal precisa desesperadamente ser reformulado, elegendo senadores com compromissos firmes e sólidos com a direita e o conservadorismo. Serão 27 vagas em disputa, apenas uma por estado e Distrito Federal. Por isso a atenção tenha que ser redobrada, essa disputa tende a ter 2 ou 3 nomes conhecidos, alguns atuais senadores se candidatando a reeleição. É essa quantidade nomes conhecidos que precisam ficar fora, assim como escolher candidatos sem processos na justiça, limpos, e de partidos ou com histórico de apoio ao presidente. Uma mudança radical no Senado Federal propõe um novo equilíbrio de forças entre Senado e STF e também entre Senado e Câmara dos Deputados, onde já é muito mais difícil fazer uma grande mudança, ainda mais agora com essa nova legislação eleitoral que é uma nova fórmula de fazer o eleitor de trouxa de maneira transparente e legal, nem precisa fraudar a eleição. É tudo com aval da justiça eleitoral.

Então, não perca tempo pensando em terceira via para a presidência da república. Pela direita será Bolsonaro. Pela esquerda ainda reservo dúvidas se Lula sai candidato, ou não. As vozes da minha cabeça costumam dizer que não será candidato. Mas será alguém com potencial para ir ao segundo turno. Aí confirmaremos que a terceira via só serviu para distrair nossas atenções, para eu escrever esse artigo e um sem número de posts no Twitter, e para tentar nos fazer de otários mais uma vez, eles inistem em entender que somos. Somos?

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.

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