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Violência no Ceará é o antiBrasil em funcionamento

Violência no Ceará é o antiBrasil em funcionamento

Poucos são os fatores que fazem com que facções se unam para fazer alguma coisa, uma delas é ter um inimigo em comum. No caso da violência desencadeada o inimigo é o estado. Mas não é o estado do Ceará. O alvo é o governo de Jair Bolsonaro, que tem como meta fazer do enfrentamento à criminalidade uma política de estado.

O antiBrasil se divide em dois grupos básicos: o dos bandidos que não querem ser punidos e o dos bandidos que não querem parar de roubar. Mas o que isso tem a ver com a violência no Ceará? Tudo. As facções criminosas só existem porque existe um sistema político-jurídico-policial que permite. E o controle disso tudo está nas cabeças de cada uma dessas categorias.

Era claro que haveria uma reação do sistema contra o que pretendem Bolsonaro e Sérgio Moro no combate à criminalidade em todos os níveis. Mas é mais fácil e incisivo organizar uma reação que produza violência social do que enfrentar o novo governo no congresso nacional através das ideias. A esquerda brasileira não aceita perder, muito menos renovar o modus operandis.

A esquerda brasileira ainda age como se estivesse em 1968. A diferença é que há 50 anos atrás ela era representada por cerca de uma centena de retardados. Hoje, são milhões, são associados ao tráfico de drogas, às facções criminosas, às FARCS, e os fuzis entram no país às centenas e estão nas mãos de milhares de retardados, inclusive nos movimentos sociais.

A situação do Ceará faz parte do rol de ações que visam desestabilizar o governo de Jair Bolsonaro desde o princípio, de preferência produzindo e tentando debitar algumas dezenas de cadáveres na conta do presidente e do ministro Sérgio Moro. E precisam fazer isso com urgência insistência é urgência porque sabem que as mentiras contadas durante todos os anos no poder, e em especial agora na campanha eleitoral, cairão por terra, e será natural que boa parte da militância cobre, do PT e da esquerda, por ter sido enganada tanto tempo.

Hoje já é quarto dia de governo Bolsonaro. Nenhum tanque de guerra ou carro de combate foi para a rua. Nenhuma milícia antigays foi formada ou espancou alguém. Nenhum negro foi mais vítima de racismo do que já tenha sido em outro momento, nenhuma mulher foi espancada em nome da direita, nenhum jornalista ou político foi preso ou torturado em nome de coisa alguma.

Esses são apenas os exemplos práticos usados pela própria esquerda para apresentar aos eleitores o que poderia ser o governo Jair Bolsonaro.

O Bolsa Família não acabou, os programas sociais não foram encerrados ou alterados, os trabalhadores não têm menos direitos do que tinham no último dia de 2018, nenhum estado de exceção foi implantado, os militares continuam fazendo ginástica e jogando vôlei nos quartéis, e a esquerda não sabe como explicar para sua militância o porquê da catástrofe bolsonarista não ter se concretizado como prometido e profetizado.

Lula continua preso e parece cada dia mais propenso a continuar assim. Em fevereiro a juíza Harter deve pronunciar a sentença que envolve o terreno do instituto Lula e a cobertura de São Bernardo do Campo, e certamente, imputará mais uma pena significativa na ficha corrida do ex-presidente que necessitará de mais uma série de mentiras e versões hollywoodianas para tentar continuar convencendo os incautos de que ele é um inocente.

Assim, na falta de argumentos fáticos, na clara deterioração da imagem da esquerda, fortemente associada à corrupção, aos ditos movimentos sociais que invadem propriedades privadas agrícolas e urbanas, é mais fácil e surte mais efeito aterrorizar a população e provocar uma reação do governo que gere um fato novo que possa ser usado como discurso, de preferência baseado em violência Roque produza “óbitos úteis” à causa.

Não imaginemos que esse tipo de ação violenta ficará restrita ao Ceará, e que o tipo de violência praticada ficará restrito a pôr fogo em ônibus. O que estamos presenciando é um ataque direto ao estado democrático de direito, às autoridades constituídas, às instituições, à constituição e ao povo brasileiro.

Ao desafiarem abertamente o governo Jair Bolsonaro essas facções criminosas fazem o que a bandidagem infiltrada na política e na justiça não podem fazer de cara limpa. Através da violência, da qual ele mesmo foi vítima, a ORCRIM, nas suas mais altas instâncias de poder, manda um recado de que vai jogar o mais sujo que puder para que nada mude no Brasil.

Cabe agora ao governo uma resposta incisiva para debelar a violência urbana no Ceará e para isso é preciso que as forças de segurança envolvidas nesse enfrentamento tenham autorização para agir como deve agir a polícia quando enfrenta bandidos.

O Ceará não pode virar exemplo para que essas mesmas facções criminosas se animem a reproduzir a violência urbana nos presídios e em outras cidades do país. Contudo, para que isso não aconteça, exemplar tem que ser a resposta das tropas federais enviadas pelo governo Jair Bolsonaro. É bom que o antiBrasil e a bandidagem associada saibam que no governo Bolsonaro as tropas federais não se deslocam à passeio.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.