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VEM AÍ LULA E RENAN 2018

ISSO NÃO É CAMPANHA. É AMEAÇA MESMO.

Quem, do fundo do coração, nunca sonhou que a solução para todos os males do Brasil seria Lula presidente e Renan como vice? Seja sincero consigo mesmo? Procure, vai! Lá dentro! Bem fundo! No interior do interior do que há de mais puro em você! Não achou?

Ver Lula e Renan circulando pelas Alagoas como se fossem Batman e Robin ressurgindo das cinzas só não é mais cômico pela tragédia moral que isso representa.

Juntando as duas mãos dos dois, mesmo que Lula tivesse o dedinho que lhe falta não daria para contar os inquéritos e processos a que os dois respondem. Na verdade, ficaria faltando uma mão.

Passearam por Maceió e entre um “ladrão” e um “vai tomar no c.” a cada esquina, falaram para uma pequena, reduzida, bem pequena mesmo, multidão a R$50,00 por cabeça, como se aquilo fosse o sermão da montanha. Tudo para tirar fotografia, fazer vídeo.

Renan e Lula tem em comum uma enorme capacidade “de fingir que é para ver como seria se fosse”, uma espécie de balão de ensaio tão bem ensaiado que de uma parte em diante eles mesmos acreditam que a farsa é a verdade. Rasgam seda um para o outro, elogiam José Sarney como se fosse o sábio mais integro do país, e ignoram a inteligência do povo, ao vivo e a cores.

Porém, por trás de todo esse movimento a algo maior do que mero abraço de afogados. Lula e Renan juntos significa uma ameaça explícita ao Palácio do Planalto e aos adversários de um modo geral. As necessárias duas mãos e meia de processos que acumulam juntos implicam na ameaça de que se caírem, cairão todos.

Não existe ponto sem nó nessa história. Lula busca nessa caravana mais um motivo que ajude a transformar sua breve prisão num ato político. Achou que seria recebido por multidões, mas ouviu mais xingamentos do que imaginou que ouviria, passou por constrangimentos que não acreditou que passaria, e viu, ou melhor, não viu a multidão de outrora brigando para vê-lo falar. Tiveram que pagar mesmo.

Renan pega carona na passagem por Maceió apenas para deixar claro que não vai morrer sozinho. Juntos colecionam nomes, datas, fatos e valores capazes de implodir o continente sul americano.

Comecem a entender Gilmar Mendes, revisão da prisão após condenação em segunda instância, Raquel Dodge na PGR, fundo democrático de financiamento eleitoral, distritão…

Vem aí a delação de Lúcio Funaro, o operador de Eduardo Cunha. E a de Palocci. Lula vai precisar correr mais. Renan que o siga, e leve o filho para o buraco junto, o estado de Alagoas há de agradecer.

No Ponto Do Fato