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UNS MINUTOS PARA FALAR DE GLEISI HOFFMANN

 

TODO MUNDO ODEIA NARIZINHO

Eu sempre admirei atrizes e atores que me fazem acreditar por uma hora e meia, ou duas, que realmente amam ou odeiam, sentem dor ou felicidade, choram copiosamente ou tem surtos de gargalhadas. Uma atriz ou ator com essa capacidade tem o dom da versatilidade. Incorporam defeitos físicos, expressões, tons de voz, trejeitos, e constroem um personagem crível.

Gleisi Hoffmann é um personagem que poderia ter sido inventado, como de certa forma até foi. É um análogo da política ao do menino pobre que vira jogador de futebol famoso e acha que isso permite a ele tudo, ninguém tem nada a ver com isso.

Venho dizendo há algum tempo que Gleisi Hoffmann é o personagem político mais baixo que conheci desde que me interesso por política, talvez pudesse até compará-la a Eduardo Cunha no que tem de vil, de repugnante. Mas, enquanto ele é um personagem de filme de mocinho e bandido, ela é protagonista de filmes de suspense, com altas doses de sadismo.

Ele deixaria a plateia feliz se tomasse um tiro do mocinho. Ela precisaria de um fim mais espetaculoso para que o público se sentisse vingado.

Gleisi Hoffmann interpreta um papel digno da sua falta de caráter, por isso o faz tão bem.

Uma carreira política que começou errada e que rapidamente evoluiu porque ela soube se aliar a tudo de errado que facilitasse sua ascensão. Paulo Bernardo foi trampolim, a falta de escrúpulos a catapulta. E chegou onde chegou.

Na página ParaChargeando, do Facebook, onde comecei com minhas charges, ela é o personagem de maior sucesso. As charges de maior audiência são com ela, sendo dela também o recorde de 68 mil em uma única charge em pouco mais 24 horas.

Não é difícil não gostar dela. Ela se esforça bastante para isso. E convence.

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.