0

UM ANO SEM DILMA. MAS COM TEMER.

MESMO COM A RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA, O PAÍS SÓ ANDA PARA TRÁS

O estágio degradante das instituições brasileiras, e também do povo como instrumento de mudança, chegou ao ponto de preferirmos o ladrão à incompetente, pelo simples motivo de que além de incompetente ela também era ladra.

Sua insatisfação pode gerar resultados. Crie um Blog agora mesmo!
Quero mais informações, ou para começar agora, clique aqui.

De fato, comemoramos um ano sem Dilma, mas ainda com Dilma.

Dilma Rousseff teve seus direitos políticos preservados duas vezes. Na primeira, pelas mãos de Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski, a constituição foi rasgada, ao vivo e a cores, via satélite, para quem quisesse assistir. Fatiaram uma lei tratando pão com ovo como se fosse pão ou ovo. Dividiram uma lei indivisível. E ficou por isso mesmo. O STF guardião da constituição fez que não era com ele.

Na segunda ocasião, pelas mãos grandes de Gilmar Mendes no julgamento da cassação da chapa Dilma/Temer. Ali, mais uma vez, ao vivo e a cores, via satélite, para quem quisesse assistir, a constituição não foi rasgada, porque ela sequer foi considerada. Como num bom tribunal bolivariano e autoritário, Gilmar Mendes fez a lei e manteve Temer no governo e Dilma com seus direitos políticos. O STF, nada.

O que mais se pode comemorar sem Dilma, na verdade, nem é por ela, mas pelo fato do PT ter sido tirado do poder. Como resultado disso o governo passou a trabalhar pela economia, enquanto na era petista a economia trabalhava para o partido e seus aliados, políticos e empresários, não para o governo.

Não podemos comemorar ainda uma denúncia da PGR contra Dilma Rousseff. O mais perto que ela chegou da justiça até agora foi como testemunha de companheiros, ocasiões nas quais aproveitou para mentir da mesma maneira descarada que faz para qualquer um que lhe pergunte qualquer coisa, especialidade dela. Até chora quando é preciso.

Também não dá para comemorar que ela tenha sumido da mídia e nos poupado de sua imagem, voz e discursos mentirosos e raciocínios desconexos. A mídia, seja ela qual for, adora Dilma, e dá a ela espaço para expor todas as sóbrias alucinações que nem o melhor dos alucinógenos seria capaz de provocar. Dilma dá audiência.

Nos livramos ainda de ter que sustentar isso tudo. Continuamos pagando todos os confortos e deslocamentos que a transloucada deseja. E quando não somos nós que pagamos, como jatinhos por exemplo, aparece o partido ou algum outro maluco que pague, sabe-se com que dinheiro e com qual interesse.

Dilma Rousseff continua falando o que bem entende, mesmo que a gente nem sempre entenda. Dando palpites na política, na economia, criando desconfortos, estimulando a polarização, tentando criar desestabilização política e econômica, sempre acompanhando e defendendo investigados, réus e condenados, ditaduras e tiranos como Nicolás Maduro. E faz isso ao vivo e a cores, via satélite, para quem quiser ver.

E para finalizar a obra, como comemorar um ano sem Dilma Rousseff com Michel Temer? Como não lembrar que o ladrão que ficou no lugar dela, que foi eleito com ela, pediu votos para ela, pediram votos juntos em vários palanques, apesar de competente na economia é um dos maiores assaltantes do estado brasileiro, do povo brasileiro?

É bom pararmos para pensar antes de soltar foguetes.

Um ano sem Dilma. Um ano com Temer. Será que ele dura o ano e pouco que ainda tem pela frente? Será que o Brasil aguenta?

 

 

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.