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The Economist fala de Bolsonaro o que já falou de Trump e errou feio.

The Economist fala de Bolsonaro o que já falou de Trump e errou feio.A primeira coisa a pensar é: quem lê a The Economist? Não é o povo brasileiro. Eu, pelo menos, não tenho ninguém no meu círculo de amizades que seja leitor dessa revista. Podem até surgir comentários sobre uma matéria em redes sociais, mas efetivamente não somos leitores da revista The Economist.

Por outro lado, quem é leitor assíduo, seja no Brasil ou qualquer país do mundo, não lê apenas ela ou não se deixa levar apenas pelos comentários dela. Portanto, no cenário atual brasileiro, a opinião da The Economist não serve para amedrontar ninguém. Aliás, muito pelo contrário. Ao dedicar capa e a matéria principal a Jair Bolsonaro, reforça apenas a relevância que ele tem.

É muito comum que tentem impressionar o povo brasileiro com matérias de jornais e revistas internacionais, na maioria das vezes expressando opiniões enviesadas das coisas, e na grande maioria das vezes através de matérias assinadas por notórios jornalistas, ou articulistas, ligados à esquerda mundial. Mas, infelizmente, ainda, a revista Veja tem muito mais chance de ser bem-sucedida numa campanha de difamação do que uma publicação internacional que o povo brasileiro não lê.

A opinião da The Economist tem a mesma relevância que o parecer do comitê da ONU que recomendou que Lula deveria participar da eleição. Ou seja, zero vírgula zero zero.

O que é relevante nesse momento, e que a The Economist não tratou com a devida importância, é que Jair Bolsonaro foi vítima de uma tentativa de assassinato, e isso é muitíssimo mais grave do que a opinião que ela possa ter em relação à nossa economia. A tentativa de tirar um competidor do jogo eleitoral através de homicídio demonstra que nossas instituições faliram, nossa democracia faliu, o que torna impossível recuperar plenamente a economia ou se isso resolvesse os outros tantos graves problemas que o país tem.

A The Economist disse que Donald Trump seria uma tragédia para a economia americana. Só no segundo trimestre desse ano a economia americana cresceu 4,1%, a maior taxa para um único trimestre nos últimos 4 anos. Isso é ainda mais significativo se pensarmos que em 2017 a economia americana cresceu 2,9%.

A The Economist também previu que Trump provocaria uma guerra nuclear com a Coréia do Norte ou com o Irã, e o que se viu foi exatamente o oposto. O acordo com a Coréia do Norte foi o evento recente mais importante do mundo, apesar de todos os que se esforçaram para minimizar o fato.

Por que, então, deveríamos, nós, dar crédito ou importância ao que diz a The Economist? Seus editores não pagam impostos aqui, não geram empregos aqui (free lancers, quem sabe), opinam sobre o Brasil e o mundo sentados em seus escritórios em Londres, apoiam corruptos como fizeram com Lula e Dilma até que ficou feio, semeiam desconfianças nas economias dos países, tentam influenciar na agenda política dos outros países.

Precisamos combater essas tentativas de interferência, repelindo, questionando, esclarecendo. Já nos basta uma imprensa totalmente ocupada em dar importância às coisas desimportantes para desviar a atenção da população para os acontecimentos reais. Basta as informações adulteradas que são fornecidas por tantos veículos nacionais e tão difíceis de combater. Basta.

Temos, sim, é que aprender a tirar proveito da maldade alheia, entendendo o que há por trás da atitude. Nesse caso da The Economist, fica fácil entender. É apenas a parte que lhe cabe na agenda mundial que continua insistindo na tese de que somos todos idiotas, colaborando para que o Brasil continue a ser o país subdesenvolvido de sempre, mantendo seu povo ignorante sob o comando e o desmando da corrupção e da impunidade.

A The Economist errou feio com Trump. Vai errar de novo com Bolsonaro.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.