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STF sabe que barrar Bolsonaro exige mais coragem do que soltar Lula

STF precisará de mais coragem para barrar Bolsonaro do que para soltar LulaPor iniciativa de Jair Bolsonaro, que pediu que o ministro Marco Aurélio Mello antecipasse o julgamento da denúncia por racismo, feita pela PGR, a Primeira Turma do STF decidirá se aceita ou não a denúncia do Ministério Público Federal. Caso a denúncia seja aceita, Jair Bolsonaro se tornará réu de uma ação por racismo, o que pode ser usado contra ele em suas pretensões de chegar ao Planalto.

Apenas para recordar, naquela prosopopeia de Renan Calheiros, na qual o mesmo Marco Aurélio Mello queria colocar o coroné de Alagoas no xilindró, o plenário do STF decidiu que réu em ação penal não pode estar na linha sucessório à presidência da república. Mas não disse se um candidato réu pode. E o objetivo disso tudo é dizer que não pode.

Nessa mesma terça-feira, 28 de agosto, também haverá movimentação em outra ação envolvendo Jari Bolsonaro, na qual ele é acusado pela “crível” deputada Maria do Rosário de apologia ao estupro. E o resultado pode levar à mesma situação da ação de racismo.

A hipótese da impugnação da candidatura de Jair Bolsonaro é mais absurda do que a hipótese de Lula ter seu registro negado pelo TSE. Mas os dois casos são tratados abertamente como admissíveis. Um pretenso “candidato” condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro (em apenas um dos, perto de, 10 casos, dos quais é réu em mais 6), que já impetrou mais de 80 recursos inócuos desde que foi preso, gastando tempo e dinheiro da justiça e rindo da nossa cara. Outro, um deputado falastrão, sendo cassado pela justiça pela interpretação que outros deram ao que disse.

A sociedade brasileira tem sido continuamente assustada com decisões do STF, particularmente as que trazem a tinta das canetas de Gilmar Mendes, Dias Tóffoli, Ricardo Lewandowski, e… Marco Aurélio Mello. Com as assinaturas deles muita gente que deveria estar presa está solta, gente contra quem existem fartas provas, documentos, delações, comprovações irrefutáveis. Pelas mãos deles a constituição vendo sendo rasgada, fatiada, reinterpretada. Mais. Através deles o STF vem legislando, passando por cima do Congresso Nacional e do povo brasileiro.

Mas o STF ainda não teve coragem de soltar Lula, e terá que ter muito mais coragem se quiser aplicar um golpe em Jair Bolsonaro.

Desde que a lama da Lava Jato cobriu a figura de Lula dos pés à cabeça a esquerda, o PT e seus movimentos “pseudo-sociais” armados vêm mostram do que são capazes. Quebram, atrapalham o trânsito, pixam, põe fogo e pneus, incendeiam ônibus e propriedades públicas, invadem fazendas e repartições governamentais, fazem até greve de fome. Sabemos como eles são.

Só que ninguém sabe ao certo o tamanho da força de Jair Bolsonaro. Ou melhor, claro, eles sabem. E é isso que lhes tira ainda mais a coragem que lhes falta. A nata dos Três Poderes sabe o tamanho de Jair Bolsonaro e não sabe o que fazer, porque se não for em uma canetada absurda, não há como segurar o que fica cada dia mais claro para todos os brasileiros, gostem dele ou não.

A Primeira Turma do STF, que além de Marco Aurélio Mello é composta por Carmén Lúcia, Rosa Weber, Luis Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, não terá essa coragem, assim como não terá o plenário caso esse assunto chegue até lá.

Se ao STF e ao TSE falta coragem para rasgar a lei da Ficha Limpa, ao vivo e a cores para todo Brasil, e permitir que Lula saia da cadeia e seja candidato à presidência, haverão de ter muito mais coragem para tirar de um cidadão honesto, por mais tosco que seja, o direito de representar a vontade de milhões de brasileiros que enxergam nele o único caminho de mudança nos rumos do nosso país.

Se as instituições não funcionam como deveriam, existe uma sociedade que passou a se organizar, a debater, a enxergar, que aos poucos começa a funcionar e se propõe a participar da construção de um novo futuro. E que não aceitará pacífica e silenciosamente um golpe judiciário que impeça Jair Bolsonaro de ser candidato à presidência da república em 2018.

Será preciso muita, mas muita coragem.

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A disputa não é pela presidência. É sobre virar o jogo ou virar Venezuela.

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.