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A sociedade não está mais dividida como em 2014. Agora está decidida.

As eleições de 2014 vencidas por Dilma Rousseff (um dia saberemos essa história direitinho) dividiram a sociedade brasileira. Dilma recebeu 54.501.118 dos votos válidos, enquanto Aécio Neves saiu derrotado com 51.041.155, uma diferença de 3 milhões e meio de votos.

Apesar de todos os sinais claros do tamanho do escândalo que nos aguardava, a Lava Jato ainda engatinhava naquele momento, e os principais políticos, empreiteiros e operadores que vieram a detalhar a cleptocracia petista, emedebista e peessedebista ainda não tinham sido presos. A ponta do novelo se resumia a Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, que nem a boca tinham aberto ainda.

Passados 4 anos, hoje sabemos a profundidade que a corrupção atingiu a partir da posse de Lula, e o próprio Lula está preso. A sociedade que estava dividida naquele momento deu o seu recado no primeiro turno ao entregar 49 milhões de votos para Jair Bolsonaro, superando inclusive os votos recebidos por Lula e Dilma no primeiro turno de suas eleições e reeleições. E é muito possível que o recorde de Lula na eleição de 2006, quando recebeu 58.295.042 venha a ser quebrado também.

O que podemos tirar disso? Que, definitivamente, o Brasil não quer mais o PT. Não se trata de tirar os méritos de Jair Bolsonaro como candidato, mas de reconhecer, também, que ele acima de tudo representa o antipetismo.

O placar majoritário do primeiro turno e o provável placar com uma diferença ainda mais acentuada no segundo turno encerrarão a tese de uma sociedade dividida entre dois projetos. O que ficará absolutamente cristalino é que a sociedade brasileira não quer mais projetos de poder, pessoas, partidos ou ideologias. O povo brasileiro busca um projeto de Brasil, e enxerga em Jair Bolsonaro, além disso, um candidato que representa também o fim do lulopetismo e, se tudo caminhar bem, a derrocada da esquerda e seus projetos ideológicos.

Pesquisas apontam que 95% dos brasileiros que declararam voto em Jair Bolsonaro fazem disso uma decisão imutável, seja por acreditar nele ou por enxergar que só ele é capaz de pôr fim ao projeto petista de poder. Já a esquerda, somando-se aí os votos recebidos pelo PT e pelas outras legendas, se mostra incapaz de reter seu eleitorado de primeiro turno, o que sustenta o prognóstico de uma provável surra de votos em Fernando Haddad, PT e seus aliados.

Nunca antes na história desse país a vontade majoritária da sociedade brasileira se mostrou tão clara sobre os rumos que quer para o país, talvez nem quando Lula foi eleito pela primeira vez emplacando, também pela primeira, vez seu pacote de mentiras.

Hoje, todos sabemos que os 13 anos e meio de poder do PT resultaram numa escalda de violência urbana, aumento do índice de violência contra mulheres, LGBTs e negros, no saqueamento de empresas estatais para enriquecimento ilícito e financiamento de campanhas eleitorais, no sucateamento da educação, da saúde, da infraestrutura, e especialmente, no aprofundamento drástico do desemprego.

Não dá para afirmar, e, com sinceridade nem esperar, que Jair Bolsonaro vá resolver todos esses problemas, muito menos em 4 anos, porque nenhum presidente teria essa capacidade. Mas, pelo comportamento do mercado financeiro que reage positivamente a cada pesquisa que o coloca na dianteira da corrida presidencial, dá para afirmar que os investidores estão interessadíssimos e colocar seu dinheiro num Brasil sem PT e que travará uma guerra ferrenha contra a corrupção, permitindo e incentivando que a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a justiça de primeiro e segundo grau façam seu trabalho sem interferência.

Em outra frente, podemos esperar também, com certeza, o combate aos desvios ideológicos, ao aparelhamento do estado e a busca incessante pela diminuição da violência urbana que nos últimos 10 anos ceifou dezenas de milhares de vidas sem que o PT ou a esquerda se importasse com isso.

O voto em Jair Bolsonaro é o voto de uma sociedade decidida. Quem sairá dividida dessa eleição é a esquerda, e tão dividida que, felizmente, será difícil juntar os pedaços.

Quem quiser vir junto, a hora essa.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.