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SÓ EXISTE UMA DEMOCRACIA: DO POVO, PELO POVO, PARA O POVO.

NÃO HÁ CLAMOR PELA INTERNET

Existem três os pré-requisitos para que uma intervenção militar aconteça.

Pela solicitação de um dos poderes, a ordem, pela iniciativa dos comandos militares, insurgência, ou pelo povo permanentemente nas ruas se rebelando contra tudo que está aí, o clamor.

As redes sociais não geram mais clamor. E os movimentos de rua se transformaram em movimentos eleitorais de si próprios, fazendo com que rua não passe de uma palavra com apelo democrático.

Não há clamor pela internet. Ela não é representativa. As pessoas se esquecem que pelas opções e métricas das redes sociais, os assuntos acabam circulando entres as mesmas pessoas.

Apesar das enquetes revelarem resultados completamente diferente das pesquisas de institutos contratados, nas enquetes os votantes estão geralmente dentro do mesmo grupo, apenas reforçando uma mesma ideia ou tendência.

Ainda não sabemos como falar com as pessoas que não usam Twitter, que usam mal o Facebook, que usam o Instagram porque não querem nada mais que ver fotos ou usam o Snapchat para ver a vida de celebridades e pseudo-celebridades gastando dinheiro mundo à fora.

Nosso povo, povão, não gosta de ler, mas sabe ler, e muito do que lê não entende.

Os formadores de opinião desses grupos estão nas escolas, igrejas e tvs abertas. E as redes sociais pouco podem fazer para participar desse contexto, porque são as pessoas que escolhem os lugares aos quais querem pertencer.

As Forças Armadas, tão amadas atualmente, são instituições de auxílio e não de iniciativa. São reativos, e reagirão à altura dos acontecimentos, mas sem impulsioná-los, exceto em caso de insurgência, o que parece um cenário descartável.

Certamente estão atentos, cheios de planos de contingência feitos e refeitos dia a dia, mas não tem ninguém limpando o fuzil ou separando munição.

E não estão ainda, porque os três poderes não têm coragem de ordenar, porque nenhum comandante deu a menor pista de que poderia se insurgir, mas principalmente, porque as ruas ainda não produziram o clamor que faça os quartéis entrarem pelo menos para um alerta amarelo.

A verdadeira, possível e mais legítima intervenção é a intervenção popular. A única que é do povo, pelo povo e para povo. E quando isso acontecer, as forças que constitucionalmente são encarregadas de proteger o país o farão.

Mas isso não acontecerá via internet, tenham certeza.

 

No Ponto Do Fato