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O Senado Federal não pode mais ser escritório da ORCRIN. #RenanNao.

Sexta-feira, 1 de fevereiro, a Câmara dos Deputados e o Senado escolherão seus presidentes para o próximo biênio. O presidente do Senado será, também, automaticamente, presidente do Congresso Nacional, responsável por dar andamento às Propostas de Emendas à Constituição, as famosas PECs, essenciais para a implementação das políticas econômicas e de segurança propostas pelo governo Bolsonaro.

O Senado Federal não pode mais ser escritório da ORCRIN. #RenanNão.

Dos candidatos postos até agora, Rodrigo Maia na Câmara e Renan Calheiros no Senado despontam como favoritos para vencer os respectivos pleitos, favorecidos, acima de tudo, pela urgência de dezenas de parlamentares enrolados na justiça até o pescoço e que, obviamente, não se interessam pelos avanços no pacote de segurança apresentado por Sérgio Moro – lembrando que entre os muito encrencados estão, exatamente, Rodrigo Maia e Renan Calheiros. Mais do que isso, precisam que a Câmara e o Senado tenham presidentes que façam tudo para que essas propostas não andem.

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Apesar da renovação promovida pelas urnas em 2018, muitos deputados federais e senadores se reelegeram para os cargos que ocupavam ou mudaram de casa. Deputados federais foram eleitos para o senado, assim como senadores que não conseguiriam se reeleger optaram por uma vaga na Câmara dos Deputados, que exigia muito menos votos para garantir a vaga. Exemplos conhecidos de todos são Aécio Neves e Gleisi Hoffmann, que se tivessem tentado o senado novamente teriam tido o mesmo destino de Romero Jucá, Eunício Oliveira, Lindbergh Farias et caterva.

Mas, mesmo no que podemos entender como renovação as coisas não são bem assim. Deputados estaduais viraram federais, gente que tinha ficado fora em 2014 conseguiu uma vaga agora em 2018, e uma corriola de esposas, filhos, sobrinhos, cunhados, papagaios e periquitos também conseguiram vagas no Senado e na Câmara, deixando claro que vai ter muito parlamentar agindo de acordo com o controle remoto do chefe do clã familiar.

O grande perigo, contudo, responde pelo nome de Renan Calheiros. Ele quer ser presidente do Senado e do Congresso Nacional pela 5ª vez. E para isso vale tudo, desde a distribuição de um livro com seus discursos (impresso na gráfica do Senado e pago por nós, contribuintes), ataques aos adversários e chantagens a Jair Bolsonaro na forma de acenos amistosos que prometem proteger Flávio Bolsonaro da justiça, coisa que Renan sabe muito bem como fazer. E o pior de tudo isso é que novatos na política como o vice-presidente da república Hamilton Mourão fazem pronunciamentos sem pensar e sem conexão com a realidade, dando margem para entendermos que aceitaria um acordo com o “coroné” Renan.

O fato é que estamos a 4 dias da eleição para o Senado e o que se vê é uma movimentação de bastidores que pode levar Renan Calheiros de volta ao comando do Senado Federal. E se isso acontecer, o governo Jair Bolsonaro, inevitavelmente, será refém do Congresso Nacional. Como citei mais acima, o fisiologismo e o instinto de sobrevivência de Rodrigo Maia, uma personalidade política fraca, encontrará acolhimento nos tentáculos de Renan.

A população não pode admitir calada essa movimentação de Renan Calheiros. É preciso que nos próximos 4 dias a pressão seja massiva, total, e que a rejeição a esse ser abjeto, detentor de 14 inquéritos no Supremo Tribunal Federal, um dos maiores ladrões que já passaram pela política brasileira, seja total, de manhã, de tarde e de noite. As redes sociais precisam exercer seu papel e demonstrar com veemência que o povo brasileiro não aceita mais esse cidadão no comando do Senado e do Congresso Nacional.

É bom que fique claro, também, que dentre os tantos motivos que Renan Calheiros tem para querer tanto o comando do Congresso Nacional é que com o novo entendimento do Supremo Tribunal Federal, apenas o presidente da república, o presidente do próprio Supremo e o presidente do Congresso continuarão a usufruir do foro privilegiado, o que me parece bastante conveniente para quem responde a 14 inquéritos, além de já ser réu em uma ação penal.

Renan Calheiros é aliado de Lula, parceiro do PT e amigo de todo e qualquer criminoso pertencente às facções políticas que vêm roubando o Brasil há 34 anos.

Foi o autor do fatiamento da Constituição Federal que manteve os direitos políticos de Dilma Rousseff e autor das mais escabrosas manobras para livrar corruptos das mãos da Polícia Federal e da Justiça. Prova disso são as maletas de contraespionagem (e espionagem) que os contribuintes pagaram sem saber e que eram usadas para… sabe-se lá para que, mas certamente não eram para a proteção da instituição. E como prova da capacidade de manobra desse meliante, até hoje o Supremo não deu seguimento às investigações sobre as tais maletas.

Mas, se você, caro leitor ou leitora, achou que se conseguirmos que Renan não seja presidente do Senado estaremos livres dele, longe disso. Uma de suas articulações em troca da presidência da casa é o comando da CCJ – Comissão de Constituição e Justiça (clique no link para saber a importância dessa comissão), que será diretamente responsável pelo pacote de medidas contra a corrupção que o governo enviará ao Congresso, e isso também será definido na próxima sexta-feira. Porém, ainda é menos pior do que tê-lo presidindo a mais importante instância do legislativo nacional.

Eu poderia escrever dezenas de laudas sobre Renan Calheiros, mas apenas encheria o saco dos leitores repetindo assuntos que são do conhecimento de todos. Posso até ter esquecido de outros casos de grande relevo, mas penso que o já dito é suficiente para reforçar que o Brasil que o povo brasileiro escolheu ao eleger Jair Bolsonaro é incompatível com Renan Calheiros.

Então, não custa reforçar mais uma vez: #RenanNao, #RenanNão, ou ao gosto do freguês, desde que Renan Calheiros não sente mais a bunda na cadeira da presidência do Senado Federal e do Congresso Nacional.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.