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STF julga Eduardo Cunha. Mas quem está de olho no resultado é Lula.

O STF tem tarde de bandidos na pauta. Uns querendo sair, outros querendo não entrar. O mais ferrado deles, Eduardo Cunha, continua gastando os tubos para se defender do indefensável.

STF julga Eduardo Cunha. Mas quem está de olho no resultado é Lula.

O ex-deputado pede que o STF reconheça – acredite no que vai ler – que a propina recebida no exterior tem que ser entendida como a concretização do crime de corrupção e não lavagem de dinheiro. Mas em outros processos ele se defende dizendo não ser corrupto. Consegue entender isso?

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Porém, o que acontece com os entendimentos do STF, seja no pleno, na Primeira Turma ou na Segunda Turma gera reflexo nos processos de outras pessoas. E aí vem a parte mais engraçada. Lula, o ilibado santo da esquerda, usa a mesma argumentação no STJ, dizendo que a propina aplicada no tríplex é apenas a concretização do crime de corrupção e não lavagem de dinheiro.

Bem, se você conseguiu entender que Eduardo Cunha admite ser corrupto para se livrar do crime de lavagem de dinheiro e ter sua pena reduzida, entendeu também que Lula admite ser corrupto para ter o mesmo benefício. E no caso de Lula esse benefício o leva para prisão domiciliar, ou seja, ele sai da cadeia.

Em janeiro de 2018 publiquei um artigo falando da relação direta entre Eduardo Cunha e Lula, que você pode ler clicando aqui, se quiser..

O tal sítio Fubangos, na margem da represa Billings, de propriedade da família Lula da Silva, foi recentemente desembargado e a obra está acelerada para se transformar em presídio particular de Lula, com direito a receber amigos, fazer reuniões e… convenhamos, e o que ele quiser.

Em torno disso tudo, existe uma condicionante que facilita a vida da Segunda Turma do STF para facilitar a vida de Lula. Mesmo que Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Cármen Lúcia e Edson Fachin concedam, por qualquer placar, atendam o pedido de Eduardo Cunha, a redução da pena não é suficiente para mandá-lo para casa. No caso de Lula é.

Quem também está na pauta é Renan Calheiros. Pode virar réu novamente, dessa vez por corrupção na Transpetro, aquele caso do Sérgio Machado que gravou Renan, Sarney e Jucá e já fez acordo de delação com o MPF. Até agora o STF só não livrou a cara de Sérgio Machado, que só não está preso pelo acordo. Mas tem livrado do resto. Já para Renan, ser réu ou não ser não faz a menor diferença. Se for será o 16°? 17°? 18°? Ele continua solto.

Outros quadrilheiros, que passam mais amiúde pela imprensa, mas que fazem parte do partido que mais envolvimento teve na Lava Jato, também vão enfrentar a Segunda Turma do STF. Trata-se do quadrilhão do PP, e os implicados são os de sempre: senador Ciro Nogueira (cheio de inquéritos) e os deputados Eduardo da Fonte (conhecido), Aguinaldo Ribeiro e Arthur Lira. A acusação é nada menos que formação de organização criminosa.

Como se vê, tudo passa pelo STF. E o STF não corresponde ao papel que lhe cabe na Constituição Federal. Ao invés de se firmar como defensor das leis, transformou-se num adulterador das leis, arrumando sempre uma interpretação cabível ao tipo de réu que está sendo julgado.

Processos e habeas corpus de corruptos continuam tendo prioridade para os ministros. Estes mesmos ministros continuam a fazer política, a defender políticos, a acobertar e atenuar crimes (chapa Dilma/Temer no TSE, por exemplo), a confraternizar com advogados, réus e investigados, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo.

Não se trata aqui de acusar ou não acusar o STF, mas do reflexo causado pelo STF na sociedade quando se torna evidente que a mais alta corte do país é a maior contribuinte da impunidade e a maior opositora da maior cruzada contra a corrupção que já foi feita nesse país.

Está nas mãos da Segunda Turma do STF dar mais uma demonstração da força das leis ou da fraqueza do judiciário. Eduardo Cunha espera. Lula espera agradecer.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.