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RIO DE JANEIRO: ESTÁ NA HORA DE CHUTAR O PAU DA BARRACA!

PORQUE O RIO DE JANEIRO CONTINUA LINDO

Deixem a Benedita da Silva fazer coletiva abraçada com Jean Wyllys e com Jandira Feghali. Deixem Maria do Rosário e os direitos humanos falando para as câmeras e microfones da mídia nacional. Deixem também que os artistas façam shows, vídeos, comícios, e que inundem as redes sociais com seus materiais fazendo apologia à paz e a não violência. Não importa mais.

Benedita, Wyllys, Jandira e Maria do Rosário não moram em favela, não andam sem escolta e basicamente não correm o risco de tomar uma bala na cabeça enquanto dormem sossegados em suas camas.

Deputados, senadores e vereadores não correm o risco de serem assaltados ou terem suas casas invadidas por traficantes armados até os dentes. Na verdade, infelizmente, até a polícia tem dificuldades para entrar na casa de um parlamentar, mesmo tendo mandato.

O Ministro da Defesa declara que o problema do Rio de Janeiro é de Segurança e não é da Defesa. Bem, o Rio de Janeiro não tem segurança, e se também não tiver defesa é melhor entregar a chave da cidade para o maior dos traficantes conhecidos e deixar que ele estabeleça a paz dentro de suas próprias regras, pois já é quase assim.

Certos pensamentos e declarações de políticos insistem em não levar em conta que o povo já não é mais uma plateia de retardados. E mesmo os que resistem em ideias retardadas são vítimas da violência, e nessa hora ninguém quer abraçar bandido, soltar pombinha ou dar flores e coraçõezinhos para homens armados até os dentes e dispostos a qualquer coisa.

O ditado é velho, batido, todo mundo já ouviu, mas não há outro que defina tão bem a situação: não há como fazer omelete sem quebrar os ovos. Dialogar com traficantes é antes de tudo um absurdo, mas, se considerássemos a hipótese, seria o mesmo que tentar estabelecer diálogo com o líder do Estado Islâmico, mera perda de tempo.

Esqueçam hipóteses diplomáticas. A questão com o tráfico de drogas precisa ser assumida como ela é, uma guerra urbana, uma guerra civil na qual inocentes morrem todos os dias vítimas do dilema “ser a pessoa errada, na hora errada, no lugar errado”, sendo que atualmente qualquer lugar ou hora parecem errados, as pessoas só torcem para não serem a pessoa errada da equação.

O Rio de Janeiro precisa de uma intervenção, um estado de exceção que permita que as forças de segurança possam agir com o rigor que a causa precisa, e isso significa estabelecer uma guerra de verdade contra o tráfico de drogas. Antes, porém, é preciso alertar e colaborar para que os inocentes moradores das favelas saibam exatamente o que vai acontecer, e que se mudem e se protejam. E não apenas eles, mas todos os cidadãos que moram na cidade e no estado do Rio de Janeiro.

A força composta por aeronáutica, marinha e exército no Rio de Janeiro conta com 950 homens. O ministro da defesa informa que mais 3 mil estão de prontidão. Não tenho nenhum conhecimento profundo sobre estratégias de guerra, mas 4 mil homens me parece pouco para lidar com os exércitos de traficantes fortemente armados. Penso que uma ação categórica precisaria de pelo menos 25 mil.

Que o povo carioca saiba escolher e exigir o que considera a melhor opção para que a cidade do Rio de Janeiro possa voltar a gozar do prestígio de cidade maravilhosa além dos cartões postais. Mas para isso alguém vai ter que chutar o pau da barraca, caso contrário daqui a pouco já terão levado até a barraca.

E quanto a Benedita, Wyllys, Maria do Rosário, Jandira, Freixo… Ah! Eles só têm a importância que você der.

No Ponto Do Fato