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Precisamos de uma revolução “à francesa”. A Queda de Brasília.

Precisamos de uma revolução "à francesa". A Queda de Brasília.

A Bastilha francesa era um deposito de pólvora e uma cadeia de presos políticos. Brasília, um barril de pólvora que mantém políticos soltos.

As semelhanças do Brasil de 2017 com a França de 1789 são inegáveis. Reproduzo abaixo um trecho do site infoescola.com, que demonstra um paralelo bastante interessante:

“A situação de França, no entanto, era agora crítica no plano político-econômico. Contando com cerca de 25 milhões de habitantes, a sociedade era altamente estratificada. O topo da pirâmide era ocupado por cerca de 120 mil pessoas que detinham cargos na Igreja, possuidoras de 10% das terras do reino. O chamado primeiro estado era isento de impostos, serviço militar e até mesmo julgamento em tribunais comuns. Já o segundo estado era composto por cerca de 400 mil nobres, a maioria dos quais vivia em seus próprios castelos ou na corte real em Versalhes. Eles também não pagavam impostos, sendo sustentados pelo trabalho de 98% da população – que consistia, portanto, no terceiro estado, formado por mais de 24 milhões de pessoas de diversos setores sociais, incluindo a mais miserável parcela da população: os camponeses. Na época de Luís XVI, cerca de 80% da renda destes era destinada ao pagamento de impostos.”

Michel Temer não é Luís XVI. Brasília não abriga monarcas, poderosos do clero ou aristocratas. Mas há uma insistência em praticar a política como se fossemos um estado absolutista, o que faz de Brasília uma Bastilha a ser tomada pelo povo. Então que se cortem as cabeças, não literalmente, claro, pois somos nós os 98% da população que paga impostos, e estamos entregando quase 50% da nossa renda para o pagamento de impostos.

Na França de 1789 a população foi para as ruas munida de mosquetes, facões, foices, e foi a partir desse movimento – da população – que a monarquia absolutista foi derrotada, mudando para sempre a história das monarquias em toda a Europa.

No Brasil de 2017, a população tem diversos instrumentos para acabar com os pretensos nobres e monarcas de Brasília. Só não entendeu isso ainda.

Assim como FHC, Lula e Dilma, Michel Temer trai o povo. O alto clero de hoje é formado por juízes e não por sacerdotes, e todos agem para que a casta privilegiada de 2% continue sendo “patrocinada” através da extorsão, mais conhecida entre nós pelo nome de impostos.

Este outro trecho, também do site infoescola.com, mostra outra semelhança:

“Em 1789, para solucionar o grave déficit das contas públicas, o ministro de Finanças, Jacques Necker, propôs que o clero e a nobreza passassem a pagar impostos. A ideia foi rejeitada. Pouco depois, contudo, com o agravamento da crise, Luís XVI convocaria os chamados Estados Gerais pela primeira vez em quase 200 anos para discutir soluções. Nesta série de reuniões, cada estado tinha um voto em cada matéria discutida.”

“Como seus interesses eram bastante similares, clero e nobreza tendiam a votar juntos, invariavelmente ganhando todas as votações. No dia da abertura dos Estados Gerais de 1789, porém, o terceiro estado pediu que a contagem de votos passasse a ser feita por cada deputado individual.” 

“Após um mês de impasse sobre a questão, ele se retiraria para uma sala separada, se autoproclamando em 9 de julho como a Assembleia Nacional Constituinte. Incapaz de dissolver a reunião independente do terceiro estado, o rei ordenou que os outros dois estados se unissem a ele. Enquanto isso, contudo, ele convocou o Exército para sufocar o que via como uma sedição.”

É importante perceber que, dentro de seus contextos, a história se repete, e o que vivemos no Brasil é fundamentalmente igual ao que aconteceu na França de 1798, o que faz de Brasília a nossa Bastilha.

O resultado da revolução francesa foi o fim do absolutismo e a definição do ideário de Liberdade, Igualdade, Fraternidade, até hoje o lema da França. Fica de alerta, no entanto, que mesmo depois disso a França não ficou livre de tiranos com ideais e ideias absolutistas, e ninguém melhor que a figura de Napoleão para exemplificar isso. Nunca estaremos 100% livre deles.

Mas o que essa história nos ensina é que a poder está nas mãos do povo, independente do regime de governo. Somos nós os 98% da população de quem já se exige bem perto 50% da renda para financiar a vida boa dos “pseudo-monarcas, falsos membros do clero e políticos que se consideram nobres.

Não bastarão a prisão de Lula ou de Aécio Neves. O Brasil só terá futuro com a queda de Brasília. E isso está nas nossas mãos.

Bom sábado a todos!

Leia também:

Do direito de acessos de todos os cidadãos ao judiciário – Da gratuidade de justiça.

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Links para entender a revolução francesa

infoescola.com

tomada da fortaleza da Bastilha

Revolução Francesa

Primeiro, Segundo e Terceiro Estados

 

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.