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Quem tem medo de Jair Bolsonaro? E por que tem?

Quem tem medo de Jair Bolsonaro? E por que tem?Já começo esclarecendo que não sou eleitor de Jair Bolsonaro e de nenhum outro candidato. Obviamente, escolherei um candidato no momento certo de fazer essa escolha. Mas tem muita coisa ainda para acontecer antes que se chegue a ela. E, pessoalmente, nem acho bom quando vejo a maneira como isso acontece.

Eleição não é campeonato e candidato não é clube de futebol. Não se torce por um candidato como se torce para um time, e quem faz isso, seja para quem for a torcida, não se dá conta de como as coisas são diferentes.

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Por motivos diversos, a corrida presidencial de 2018 começou em 2014. Sem sombra de dúvida a pior eleição que tivemos para todos os cargos. Se colocar todos os envolvidos com alguma espécie de crime a Praça dos Três Poderes poderá ser entregue aos zumbis. Poucos e raros tem ficha limpa e moral limpa. E Jair Bolsonaro é um deles.

Pessoalmente não gosto da forma rude como ele fala, não pelo fato de ser rude, mas pela forma desdenhada com que ele o faz. Na minha opinião falta polidez no excesso de espontaneidade. O sujeito pode ser espontâneo, tentar ser espirituoso em suas tiradas, mas não pode deixar de ser polido. Ele pretende alcançar o cargo mais alto da representatividade de uma nação, e não ser carcereiro de uma galeria de presídio de condenados por crimes hediondos. Jair Bolsonaro tem que entender que ele fala para um país e não para uma plateia. Quem fala para a plateia é Lula.

Não me assusto com as ideias que ele expõe porque elas vão de encontro ao sentimento dos brasileiros. A esquerda só se dá conta do que o povo brasileiro passa diariamente quando roubam o carro da Maria do Rosário ou o carro com os instrumentos do Caetano Veloso. O povo vive o dia a dia dessa insegurança, e isso acontece em qualquer cidade do país.

Não levo a ferro e fogo tudo o que Jair Bolsonaro fala porque certos exageros fazem parte do jogo de cena. Ele pode ser muita coisa, mas não é bobo, e sabe que se chegar lá não vai fazer o que bem entender porque as coisas realmente não funcionam assim. Mesmo o presidente da república não pode tudo. E se quiser poder tudo vai ter que virar um Lula, que se corrompeu e corrompeu centenas para fazer a base da desgraça que Dilma terminou de concluir.

Leio e assisto todas as entrevistas, citações e aparições dos principais candidatos à presidência, e com honestidade, não consegui encontrar fundamento nas acusações de homofobia, racismo ou machismo. Mais uma vez ele é extremamente grosseiro no modo de falar, e duro em certos pensamentos, muitos dos quais eu penso que deveriam ser plataforma de governo de qualquer candidato, e não apenas dele.

Sou absolutamente contra uma sociedade que vai se subdividindo em extratos cada vez mais finos e minoritários e que tenta inverter o princípio democrático da maioria para ser atendida. Por exemplo, sou contra tipificar homicídio como feminicídio e outras variantes porque, para mim, isso subverte a ordem das coisas e torna o ser humano menos importante do que o grupo ao qual ele pertence. A morte de uma mulher vale mais que a de um homem? Ou teremos que inventar negricídio, japonícídio, catolicídio, evangelhicídio, motoristicídio, pipoqueirocídio…

O que Jair Bolsonaro fala é exatamente isso. Somos uma sociedade de seres humanos, cujas desigualdades se dão principalmente pelo processo cultural/educacional.

Mas, se por um lado Jair Bolsonaro é quem muitas vezes joga contra si mesmo através do palavrório, a campanha desencadeada por todos os partidos e pela mídia não apenas são injustas como desonestas. E são falácias tão evidentes e comprovadas que têm como resultado o fortalecimento da imagem dele diante do público. Cada denúncia publicada e rebatida é um ponto a mais para ele.

A desonesta pesquisa do Datafolha que pergunta sobre a evolução patrimonial de Jair Bolsonaro, e que está sendo contestada por ele na justiça, e o exemplo mais acabado da má fé e da imprensa no trato da candidatura dele à presidência. E tal grau de desonestidade de propósito só pode indicar que as informações dos partidos, da imprensa e dos institutos de pesquisa indicam que o poder eleitoral de Jair Bolsonaro é maior do que se divulga.

A esquerda está pulverizando candidaturas a fim de tentar roubar votos de Bolsonaro. Fernando Collor de Mello se declarou candidato para tentar antagonizar Bolsonaro em debates e através da imprensa (e para aproveitar a chance de pôr a mão no dinheiro do fundo eleitoral, claro). PSDB, PT e MDB não reúnem quadros nem forças capazes de apresentar um candidato palatável ao eleitorado.

Todos os candidatos se preocupam primeiro com Jair Bolsonaro. E sabem que Lula já é carta fora do baralho jogada no lixo dos fundos de um cassino clandestino.

Isso tudo não é à toa. E aí eu pergunto de novo. Quem tem medo de Jair Bolsonaro? E por que tem?

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2017, o ano que só vai acabar em 30 de outubro de 2018.

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.