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A disputa não é pela presidência. É sobre virar o jogo ou virar Venezuela.

A disputa não é pela presidência. É sobre virar o jogo ou virar Venezuela.Sem desconsiderar a importância de ocupar a presidência em uma democracia republicana, o que está em jogo nessas eleições passa longe do cargo. Ao registrar o voto na urna eletrônica (fraudada? fraudável?) o eleitor estará decidindo se quer enfrentar o corrupcionismo, como disse @zangaoblues  (no vídeo que você pode ver aqui), ou deixar que o Foro de São Paulo complete seu trabalho e nos “venezuelize” sem que possamos fazer mais nada.

O sistema “corrupcionista” está implantado nos três poderes e em toda a administração pública. No judiciário, para cada Sérgio Moro existem muitos juízes que conspiram a favor da corrupção e da impunidade. No legislativo, um bom vereador, deputado estadual, deputado federal ou senador, por mais bem intencionado que seja, não é capaz de fazer frente ao sistema.

No executivo, não faltam maus exemplos. Todos que ocuparam a presidência após o regime militar tem envolvimento com corrupção. E não é assim tão diferente com a safra de governadores e prefeitos que há anos se revezam na má administração e desvios do dinheiro do contribuinte.

Nessa eleição, não se trata de gostar ou não do candidato. Trata-se de gostar ou não de viver no país como ele é hoje.

É importante ter em mente que o candidato que venha a ser eleito, qualquer um deles, não será capaz de resolver todos os problemas do país nem em dois mandatos consecutivos. E desconfie de qualquer candidato que ofereça soluções para tudo, ou elas não existem ou não existe dinheiro capaz de colocá-las em prática na forma e no tempo que eles afirmam.

Dentre as poucas frentes que a presidência da república pode atuar diretamente e que podem oferecer resultado num prazo menor estão a economia, agricultura, segurança pública e saúde, e mesmo assim leva tempo para sentir os efeitos.

Não se constrói 25% da infraestrutura rodoviária ou ferroviária que o Brasil precisa em menos de 10 anos, e nem há dinheiro para isso. Na educação não é possível sentir os efeitos de uma mudança em menos de 15 ou 20 anos, além de precisar de pelo menos 30 para se consolidar um resultado desse trabalho. Não se gera 13 milhões de empregos em menos de 3 anos. E esqueça cultura, ciência e tecnologia e outros ministérios que só existem para dar emprego para correligionários e militantes partidários.

Há candidatos à presidência com boas propostas, boa visão de país, mas que não demonstram a menor disposição para se comprometer imediatamente com o corrupcionismo instalado em toda a administração pública. E sem atacar e extirpar esse câncer corruptocrático o Brasil não vai sair do lugar.

Por isso entendo que votar em Jair Bolsonaro não é uma questão de gosto ou prazer, mas de necessidade. Se houvesse outro candidato que agregasse simpatia com capacidade de fazer o enfrentamento que julgo necessário, eu votaria nele. Mas não tem. E não se resolverá o problema do país com simpatia e boa vontade, muito pelo contrário. Precisamos de alguém que não se importe em ser antipático o suficiente para ter má vontade com aquilo que não é bom para o povo brasileiro.

Cada um tem sua preferência para candidato à presidência, mas isso só vai valer no primeiro turno. No segundo turno, na hora da verdade, a escolha será entre a manutenção do Brasil de hoje, da corrupção generalizada da presidência à vereança, representada por todos os que aparecem nas pesquisas disputando a liderança com Jair Bolsonaro, ou pela quebra do sistema que rouba o país há 33 anos, coisa a que, na minha opinião, só Jair Bolsonaro se propõe e poderia fazer.

Os venezuelanos estão correndo para cá. Nós vamos correr para onde?

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.