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POR QUE SÓ A ELETROBRÁS?

PRIVATIZEM O GOVERNO BRASILEIRO!

Nem presidencialismo, nem parlamentarismo, nem monarquia. Inventaremos o privaticionismo. Mais do que um sistema de governo, um sistema de gestão.

Político faz política. Gestor toma decisão. E dá para ver que desde 1500 não tivemos um verdadeiro gestor por essas bandas, aqueles que a gente chama de CEO, que lança livro autobiográfico aos 45 anos e ganha muito dinheiro enchendo de dinheiro os cofres da empresa que trabalha.

CEO olha para a coisa pensando em como fazer dinheiro. Político olha pensando em como ganhar dinheiro.

O Brasil precisa abandonar de vez essa mania de celebrizar políticos. Político não é artista de televisão e se for não é bom político. Basta a gente se lembrar da quantidade de mentiras e histórias interpretadas por esses bandidos diante das câmeras, todos com cara de santo, com caras de bons moços e moças que não são.

Um gestor tem que ter medo de perder o emprego. Político não tem esse medo. E nós nem colocamos esse medo neles.

Manda embora um gestor não vai precisar de congresso, de câmara ou de senado, nem de autorização ou rito por parte de ninguém, nem do STF. O que vai decidir isso é o conjunto de índices prometidos e alcançados, com avaliação semestral. Não atingiu, rua. E se quiser procurar justiça será a trabalhista.

O Brasil precisa urgentemente de alguém que entenda segurança pública com a mesma importância que um CEO entende o investimento em sistemas de segurança para uma empresa. Precisa pensar na saúde como pensa quem tem o poder de decisão para contratar um plano de saúde para os funcionários. Tem que enxergar a educação com a mesma relevância que um líder empresaria dá à formação de seus funcionários.

Precisamos de alguém que fale em planejamento estratégico e não apenas pontes para o futuro. O político ainda pensa em pontes, o gestor pensa em como chegar no futuro.

Não podemos mais conviver com a ideia nacionalista de ser donos disso ou daquilo. Nós somos donos seja lá quem for que esteja comandando empresas e tomando decisões.

O Petróleo continuará sendo brasileiro e o país provavelmente terá mais lucros com alguém bancando os riscos sem ser com o dinheiro do contribuinte.

A energia elétrica continuará chegando nas casas das pessoas independente de quem pendurou os fios na rede elétrica. A água chegará independente de quem fez a rede.

A prova da capacidade de que o Brasil e os brasileiros são capazes de produzir riqueza é o fato de mesmo com mais de 1 Trilhão de reais roubados e desviados dos cofres público nos últimos 15 anos nós não quebramos. Driblamos a violência, a deficiência da saúde, da educação, da infraestrutura, mas seguimos adiante. A sexta ou sétima economia mundial, o quinto maior em área territorial privilegiadíssima, onde, adubando, tudo dá.

Enquanto no Brasil nos entendermos apenas como povo, população ou nação, vamos ficar nessa situação. Isso só vai mudar quando começarmos a nos entender como contribuintes antes de tudo. A relação com o governo não é consanguínea, não é fraterna, é de negócios. Nós pagamos para receber serviços. E quando em qualquer lugar alguém não recebe pelo que paga, deve ter o direito de não querer mais aquele fornecedor.

Meu amigo, minha amiga, entenda que contribuinte é a mesma coisa que cliente. E se você é cliente tem que exigir o melhor dos mundos.

O Brasil tem que privatizar tudo aquilo que não é função primária do estado. Chega de sustentar vagabundo.

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.