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Polícia Federal 180°. Muda a direção. E a direção. Chamem a polícia!

Polícia Federal 180°. Muda a direção. E a direção. Chamem a polícia!

Polícia Federal nas ruas!

É muito provável que essa manchete venha a aparecer com muito menos frequência do que já vem aparecendo. Desde o início do ano a Polícia Federal já vem enfrentando uma redução de verbas na casa dos 40%, o que não apenas enfraqueceu a corporação como um tudo como, mas especialmente, as forças tarefas, com ênfase na Operação Lava Jato.

Sai Leandro Daiello, entra Fernando Segóvia. Não vou entrar no mérito dos nomes dos delegados. Meu olhar é sobre o que esse processo significa.

Houve redução de pessoal na equipe da Lava Jato, porém o impacto mais significativo foi a redução na velocidade das investigações, apurações e consequentemente de resultados. Michel Temer fez igual juiz de futebol quando quer ajudar um time que ganha o título com um zero a zero. Em vez de marcar pênalti ou dar gol de mão, ele marca qualquer falta contra o “adversário” e não deixa a bola passar do meio de campo. A Polícia Federal só está levando falta, enquanto o relógio da prescrição vai correndo.

E nós, povo brasileiro, vamos fazer o que?

O presidente corrupto bi denunciado Michel Temer está acabando com a Lava Jato, com a ajuda explícita do Supremo Tribunal Federal sob o comando do primeiro-ministro judiciário Gilmar Mendes, que faz da presidente Carmem Lúcia uma rainha da Inglaterra tão decorativa e protocolar como a original.

Renan Calheiros é o capitão do mato do decrépito capitão hereditário José Sarney, dono senado e chefe mor da quadrilha que há décadas comanda e rouba o sistema elétrico brasileiro, sendo ele e outros senadores acionistas ocultos de usinas hidrelétricas.

A Câmara dos Deputados é liderada por Rodrigo Maia, um político em conflito que não sabe se segue o tipo de bandidagem do pai fora do poder ou do sogro, que habita o núcleo duro do governo, ou seja, tem poder. Maia é um deputado titubeante, inseguro, sempre disposto a comer na mão de quem lhe dê segurança. Não deu um tombo em Temer por medo e não por respeito ao presidente e ao cargo.

A PGR já está em boas mãos. Temer estacionou por lá sua Raquel Dodge, com as bênçãos de Gilmar Mendes e, vejam, Renan Calheiros. A sabatina da moça na comissão do senado foi cercada de tanta gentileza que um desavisado poderia pensar que era um quadro do programa de Luciana Gimenez. Até o momento não se mostrou com a autoridade de PGR que o finado e falado Janot demonstrava.

E se você ainda não descobriu palavras melhores que escandaloso e indignação para expressar seu sentimento sobre tudo o que acontece debaixo de nossos narizes diariamente, sugiro não pensar em chamar a polícia, muito menos a Polícia Federal.

Talvez o melhor pensamento para definir o momento que vivemos foi um dito por Tim Maia, “tudo é tudo, nada é nada”. Tudo é mentiroso, tudo é inconfiável, nada é crível e nada acontece a nosso favor. Somos nós o tudo da nação, capazes de mudar essa história, escolhendo rumos ao invés de lados. E ao mesmo tempo somos nós o nada, porque não nos mostramos capazes de agir como nação.

Não dá mais para chamar a polícia. Está mais provável dizermos “corram que a polícia vem aí”!

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