0

New York Times e nada é a mesma coisa. O mundo está se lixando para o Brasil.

New York Times e nada é a mesma coisa. O mundo está se lixando para o Brasil.Saia pelas ruas de Nova York e pergunte a um transeunte qualquer, que não seja brasileiro, tem muitos, o que ele achou do artigo de Lula no New York Times. Pergunte a ele o que pensa sobre o “andamento do golpe de direita” no Brasil, ou sobre o “golpe” que apeou Dilma da presidência, ou o que ele acha sobre Michel Temer como presidente.

Não se restrinja a Nova York. Vá a Estocolmo, Istambul, Moscou, Londres ou Bangladesh e faça as mesmas perguntas. Ninguém sabe ou está preocupado com Lula, Dilma, Temer ou Brasil. Tal qual o PT, o New York Times está apenas jogando para a torcida. Incapaz de produzir efeitos sociais perenes em todo canto onde se instala, a esquerda mundial hoje só consegue jogar para sua própria torcida.

O artigo de Lula no New York Times nem precisaria ter sido publicado em inglês porque o conteúdo só serve para ser repercutido dentro do próprio Brasil, graças, entre outras coisas, a falta de um veículo de comunicação brasileiro que seja capaz de dar alguma credibilidade ao que Lula fala. Lula é um morto político, e qualquer veículo que o sustente estará fazendo o mesmo que fazem os seguradores de alça de caixão nos enterros.

Tal qual fazem tantos órgãos de imprensa mundo afora, o New York Times também tem “sua horta”, e adubando, tudo dá, especialmente se o adubo vier na forma de muitos dólares. O artigo de Lula foi plantado e regado com muitos dólares, o que torna mais interessante perguntar “quem pagou e quanto pagou”, o porque todo mundo está cansado de saber.

As mentiras de Lula no artigo do jornal americano, em inglês impecável e sem atribuir a ninguém a tradução para a língua inglesa, são o último ato possível de quem percebe que está na “tábua da beirada”. Lula sabe que a recusa do registro de sua candidatura é o começo do fim de sua influência na política brasileira, não importa o que diga o New York Times, o Le Monde, o The Sun.

A justiça brasileira deve, sim, exigir que o New York Times publique um direito de resposta. Não é possível que nossas instituições, que, realmente, já não são grande coisa, sejam, mesmo que sem efeito, ridicularizadas em mídia internacional por um presidiário condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro, que deverá receber nova condenação no mesmo sentido em dois meses, e que ainda é réu em mais seis inquéritos pelos mesmos motivos.

Lula pode ter os meios, o acesso, o dinheiro para pagar (sempre tem um amigo que pague por ele) mas não tem moral para tentar difamar o país que ele mesmo governou. Ao incitar o povo contra a justiça, contra o judiciário, contra as instituições que – não graças a ele – continuam democráticas, Lula difama o Brasil, difama a todos nós brasileiros, nos reduz, a todos, a gado de manobra.

Considero muito preocupante artigo de João Pedro Stédile publicado na “Bolha de São Baulo” de ontem, 13 de agosto, logo depois referendado em entrevista por Gleisi Hoffmann, sugerindo que as autoridades tomem cuidado com os edifícios públicos amanhã, 15 de agosto, quando o PT for fazer o registro de Lula no TSE acompanhado de manifestantes do MST. Só na manhã de hoje já haviam mais de 5 mil militantes do MST e já causando tumulto em Brasília, provocando a interrupção do trânsito em vários pontos da cidade.

O PT, o MST e seus tentáculos amestrados convocaram falaram em reunir entre 30 e 40 mil manifestantes para pressionar o TSE a aceitar o registro da candidatura de Lula e para protestar contra o STF pela liberdade do meliante. Então, de repente, Lula aparece num artigo no New York Times dizendo “…o tempo está correndo contra a democracia“.

José Dirceu tem viajado pelo Brasil. Foi ele quem articulou toda essa estratégia de enfrentamento que veremos em prática amanhã. Pode-se pode esperar tudo de ruim vindo de José Dirceu. Até artigos no New York Times.

Você pode gostar de ler também

Geraldo Alckmin é o candidato de Lula à presidência da ORCRIM

 

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.