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Você pode não gostar da Globo. Mas cuidado com o lado para o qual você torce.

Você pode não gostar da Globo. Mas cuidado com o lado que você torce.As reações de muitos brasileiros à invasão do MST no parque gráfico de O Globo, desconsidera um princípio básico do que é certo ou errado, pois percebem as organizações Globo como um lugar que mereça ser invadido, deixando de observar que a invasão à uma propriedade privada, pertença ela a quem pertencer, é um ato ilegal, e que pode ser enquadrado como um ato de terrorismo.

Esse tipo de posicionamento desconsidera também uma questão básica que é o fato das organizações Globo serem o que são exatamente por causa do público que a assiste seus canais, lê seus impressos e ouve suas notícias no rádio. Ninguém obriga ninguém a assistir, ler ou ouvir as notícias e opiniões emitidas pelas empresas da família dos Marinho.

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Se num dado momento da história brasileira a predominância das organizações Globo se deu pela falta de alternativas ou concorrência à altura, há pelo menos duas décadas essas opções existem, e só assiste, lê ou ouve a programação desse grupo empresarial quem quer.

Ninguém é obrigado a assistir BBB, Ana Maria Braga, Luciano Huck, Faustão, Jornal Nacional. Ninguém é obrigado a ouvir a CBN eu seu rádio. Ninguém é obrigado sequer a ler as manchetes estampadas na capa do O Globo. E nem Globonews, GNT, Multishow. Nada. Só assiste quem quer. Desde o controle remoto todos nós estamos no controle.

Encampar a ideia de que as organizações Globo merecem ser invadidas pelo MST só valida a ação desses terroristas disfarçados de trabalhadores sem-terra, como se eles fossem vingadores e um grupo que vem se paramilitarizando e afrontado a lei. Destroem fazendas produtivas, empresas de pesquisa agropecuária, bloqueiam estradas, invadem edifícios públicos, vendem terrenos em assentamentos, enriquecem seus líderes com dinheiro público e se utilizam da boa e da má fé de pessoas sem escolaridade, sem recursos intelectuais mínimos, e sem vontade de trabalhar.

O MST não é um movimento de trabalhadores sem-terra como sugere a sigla. É um exército de pessoas sem a menor noção do que é a cidadania real, por culpa do estado que não os assiste devidamente, e dos espertalhões que andam de jatinho para cima e para baixo, que moram em casas de luxo e andam de pick-ups importadas, e dos partidos de esquerda, que os alicia oferecendo um futuro que só existe nos livros e teorias de Karl Marx, que, diga-se de passagem, nunca trabalhou na vida.

Um dia desses, em conversa com um jornalista amigo, ele me perguntou quais eram os países comunistas que eu me lembrava. Rapidamente eu disse: Cuba, Venezuela e Coréia do Norte. E na mesma velocidade com que eu respondi ele me deu o troco: ”esses países não são comunistas, são ditaduras”.

É bom que todos pensemos como se deu a revolução cubana, e como se dá o bolivarianismo venezuelano.

Não é tão errado se compararmos o MST às FARC colombianas, o recém extinto grupo paramilitar que durante décadas levou o terror ao povo e ao governo colombiano, promovendo atentados e sequestrando pessoas.

Quem invade parques gráficos de jornais, fazendas, prédios de órgãos públicos, universidades, propriedades privadas de empresas, também poderá invadir casas, promover atentados e até sequestrar pessoas em nome de sua causa. E para isso basta que as pessoas, em algum momento, comecem a torcer por eles.

O errado é errado mesmo que todos estejam fazendo. O certo é certo mesmo que ninguém esteja fazendo.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.