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Lula ainda não sabe o que é estar numa cadeia. Até agora, só cena.

Lula ainda não sabe o que é estar numa cadeia. Até agora, só cena.Tudo o que todo presidiário brasileiro queria, nesse momento, era ser Lula. Os 15 metros ocupados pelo ex-palanque ambulante (crédito do apelido para Augusto Nunes) seriam considerados uma mansão para qualquer preso que dívida uma cela do mesmo tamanho com outros 10 a 15 marmanjos também ali presos pelos mais diversos tipos de crimes.

Um preso comum, sem direito a cela especial, além da pena de reclusão é também condenado ao estupro, ao bullyng, a doenças, ao sedentarismo, ao convívio com drogas, a má alimentação e total falta de higiene. Lula não sabe o que é nada disso, e talvez esses sejam seus maiores pesadelos.

Presidiário não acorda com uma multidão gritando bom dia, nem com a mesma multidão gritado boa noite. As únicas aglomerações que acontecem nas frentes dos presídios se dão nos dias de visitas, quando pais, mães, esposas, maridos, filhos e filhas lá comparecem por amor e compaixão, ou quando há alguma rebelião e aos mesmos pais, mães, esposas, maridos, filhos e filhas que lá comparecem se juntam às dezenas de policiais que estão ali por dever sem compaixão nenhuma.

Todo esse jogo de cena tenta livrar Lula dessa realidade, que ele ignorou por 8 anos e que Dilma ignorou por mais 5, porque nunca imaginaram que a casa cairia da maneira que caiu. O PT não fez nada pelo sistema prisional brasileiro, só se preocupou em manter bandidos fora da cadeia, fazendo a mesma vista grossa para a corrupção e para o tráfico de drogas e armas, grandes responsáveis pela escalada da violência que gera 61 mil homicídios por ano.

Depois que Lula virou alvo da cadeia, e mais ainda depois de preso, vemos ministros do STF se gabando de terem feito mutirões e promovido melhorias nos presídios, sem explicar, no entanto, como temos mais de 700 mil presos no Brasil, sendo mais de 200 mil presos sem sequer uma sentença de primeira instância. E são tão fictícias essas melhorias que eles só resolveram realmente usar esses dados para tentar justificar a não prisão de corruptos, tentando dourar a pílula engrandecendo suas biografias como se fossem algum sistema de meritocracia que diz quem deve ou não deve ir para a cadeia.

As cadeias do Brasil são lotadas de doenças como AIDS, hepatite e doenças venéreas, além de ser comum casos graves de pneumonia, tuberculose e câncer, e a maioria morre na cadeia, pois preso comum, pobre, sem Zanins para postergar suas penas, não usufrui do direito à prisão domiciliar quando estão em estado grave, o que previsto no artigo 117, inciso II. Muitos não têm sequer uma família que os acolha. Para essa gente, os 32 incisos do artigo 5° da Constituição Federal que tratam das garantias fundamentais de todo cidadão são apenas letrinhas impressas em um livro.

Cerca de 20% dos presos brasileiros tem o vírus HIV, contraído através do homossexualismo, do uso de drogas e da violência sexual praticada por outros presos. Além deles, presos que sofrem de doenças mentais. Não há tratamento médico-hospitalar dentro dos presídios, e os dentistas são apenas arrancadores de dentes.

Lula pode estar sabendo o que é privação de liberdade, mas cadeia mesmo ele ainda não sabe o que é.

Nunca um grupelho sequer de deputados e senadores de esquerda, esses que estão na porta da carceragem da Polícia Federal em Curitiba nunca fizeram, uma manifestação na porta de nenhuma cadeia pública protestando contra as celas superlotadas. Eles também não sabem o que é uma cadeia.

Este texto, no entanto, não é para falar das condições do sistema prisional brasileiro, mas sim de um brasileiro, ex-presidente da república por 8 anos, que só investiu na expansão da criminalidade, mas nunca na maneira como os criminosos são tratados quando são condenados e cumprem suas penas. E isso mostra claramente como esses bandidos corruptos imaginam que cadeia é só para pobre, jamais para eles.

Mas todas essas mordomias de Lula, se tudo se mantiver dentro da lei, acabarão daqui mais uma ou duas semanas. Porém, por melhor que seja o presídio, por melhor que possa ser o Complexo Médico Penal de Curitiba, e por maior que venha a ser a deferência, lá o ex-presidente Lula será mais um presidiário comum, que dividira cela com mais dois ou três presos que podem até chamá-lo de presidente.

Mas como em qualquer presídio que terá que se acostumar com o banho coletivo, com o café da manhã, almoço e janta numa bandejão ou numa quentinha e que terá que aprender a se proteger de todas as doenças e da convivência com todo tipo de gente.

Toda encenação tem um começo, um clímax e um fim. E depois do show, todos são iguais, inclusive perante as leis.

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