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Janaina Paschoal. A falta de opção melhor que qualquer opção provável.

Janaina Paschoal. A falta de opção melhor que qualquer opção provável.Quem diria que Janaina Paschoal iria de musa do impeachment de Dilma Rousseff a provável candidata a vice-presidente da república?
Obviamente isso será um prato cheio para o PT e para a esquerda de modo geral. A narrativa de que “estava tudo combinado”, que “isso faz parte do golpe” vai ser feita à exaustão. Irão culpá-la da prisão de Lula, da quebradeira do país. Dirão que é agente da Cia e trabalha em conjunto com Sérgio Moro para dar o pré-sal para os americanos.

Eu não conhecia Janaina Paschoal até o dia que a vi no Roda Viva ao lado de Hélio Bicudo. E confesso que nunca simpatizei com a pessoa dela. Muito fazedora de caretas, uns sorrisos meio sarcásticos de quem tem a razão, mas não sabe muito bem o que fazer com ela, cheia de gestuais. Mas não tenho nada que seja contrário a ela em termos de ética, moral ou profissionalmente. Uma carreira bem-sucedida.

Desde que vazou mais seriamente que Jair Bolsonaro iria convidá-la para compor a chapa, versões de que ela é a falta de opção pelas negativas de Magno Malta e do General Heleno não deixa de ser uma verdade. Mas, como disse o próprio Magno Malta em aparte ao discurso de retorno de Aécio Neves após as eleições de 2014, “isso não é uma derrota, mas um livramento”.

Magno Malta e General Heleno à parte, o compromisso com os partidos aos quais eles pertencem não valeria a pena para o Brasil. Os preciosos segundos de TV que eles detêm seriam pagos com a perpetuação de gente que tem que ir para a cadeia e não para o governo.

Um presidente da república não pode tudo, e uma das coisas que ele menos pode fazer é errar.

Se eleito, Jair Bolsonaro dificilmente terá boa interlocução com o Congresso Nacional, a menos que um milagre aconteça e haja uma renovação inédita nas duas casas do parlamento. E se um presidente não pode errar, Jair Bolsonaro poderá errar muito menos do que qualquer outro que já tenha tomado assento no Palácio do Planalto, o que torna Janaína Paschoal uma excelente escolha se compararmos com qualquer indicação que viesse dos partidos de Magno Malta e do General Heleno.

Janaina Paschoal não é política e isso afasta a necessidade de determinados acertos que, por causa de alguns segundos, custariam anos à limpeza que precisa ser feita na administração pública. Além disso, quando viu que políticos e partidos usaram o impeachment de Dilma – legítimo – para continuar produzindo o mesmo tipo de sujeira, afastou-se de todos eles, cujas relações também não extrapolavam o episódio.

A política brasileira precisa voltar a ser ocupada por gente de bem, que tem integridade, que tem alguma biografia a honrar. Precisamos de pessoas que tenham atitudes a favor do Brasil, e não dos partidos e políticos. O país carece de pessoas que tenham como premissa básica de cidadania o respeito às leis, seja cumprindo ou fazendo com que sejam cumpridas.

Talvez um dos melhores indicativos de que Janaína Paschoal é uma boa opção é o fato de que ela não aceitou ainda o convite, apesar de aclamada como vice por mais de 2000 pessoas na convenção do PSL. E isso mostra também que se, como a mídia está tentando vender, ela é uma falta de opção para Jair Bolsonaro, aceitar o convite ou não é uma opção para ela, e não um objetivo, mesmo que venha a aceitá-lo.

Considero Jair Bolsonaro a minha melhor opção porque não há outra opção que represente nem de perto o que penso que o Brasil precisa nesse momento de sua história. Uma de minhas preocupações em torno disso eram as possíveis alianças que ele faria para tentar chegar à presidência, mas que acabaram não acontecendo, pelo menos agora no primeiro turno, e espero que não aconteçam se chegar ao segundo.

Ver Janaína Paschoal como provável candidata a vice ajuda a consolidar a opção por um caminho que, mesmo por exclusão, se apresenta como o único capaz de dar continuidade ao combate à corrupção e à impunidade e a começar a recuperar a destruição causada na sociedade brasileira pelos mais de 30 anos de implantação de uma agenda que destruiu a segurança pública, a educação, a saúde e as mentes das quase 3 gerações.

E se ainda assim você não conseguir enxergar nenhum mérito em Janaina Paschoal para ser vice-presidente da república, lembre: ela nos livrou de Dilma Rousseff.

Fico com a falta de opção.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.