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Jair Bolsonaro é o alvo. Tudo e todos contra ele já no primeiro turno.

Jair Bolsonaro é o alvo. Tudo e todos contra ele já no primeiro turno.A esquerda se movimenta com um precoce movimento de união ainda no primeiro turno em torno de Ciro Gomes. O centro começa a se aglutinar com o mesmo tipo de movimento para se chegar a um nome de consenso. O motivo disso é simples e tem nome, chama-se Jair Bolsonaro.

Por que tanto medo dele? Não é possível que a plataforma de governo de Bolsonaro, caso eleito, assuste tanto assim. O que parece óbvio é que políticos e partidos têm em mãos informações precisas sobre a corrida eleitoral, e que Jair Bolsonaro é um nome a ser batido já, pois, pelo desespero, pode ser que nem haja segundo turno.

Manuela D’Ávila aceita abrir mão de sua candidatura para apoiar Ciro Gomes. Rodrigo Maia aceita abrir mão da sua para apoiar um nome de centro. Geraldo Alckmin elogia Marina Silva. Lula, definitivamente, não será candidato. Flávio Rocha, Henrique Meirelles, Guilherme Boulos, Paulo Rabello de Castro, Aldo Rebelo, Álvaro Dias, João Amoêdo, Fernando Collor, Modesto Carvalhosa, José Maira Eymael, Levi Fidelix, Vera Lúcia… qual deles tem chance de verdade? Nenhum.

O que se avizinha é um movimento de abafa para cima de Jair Bolsonaro, e no meu humilde entendimento, todo esse esforço serve para dividir o eleitorado e evitar uma vitória do capitão já no primeiro turno. A briga, a meu ver, é tão somente para que as eleições presidenciais tenham segundo turno.

Quase todo mundo conhece a célebre frase do genial Nelson Rodrigue (aos mais jovens que talvez não saibam quem foi Nelson Rodrigues é só clicar aqui), quando ele disse que “toda unanimidade é burra”. Mas a frase dele não termina aí, tem um complemento pouco citado. A frase completa diz “Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar.”

Jair Bolsonaro não é unanimidade, assim como a aversão a ele também não é. Muitos dos seus simpatizantes criaram na imagem dele um mito do qual ele está longe de ser. Bolsonaro é grosseiro, raso em muitas coisas, mas tem dois trunfos que os principais nomes citados acima não têm, especialmente os muitos que foram e são ligados aos 4 partidos que governaram o Brasil nos últimos 33 anos: é honesto e patriota.

Ciro Gomes foi aliado de Sarney, Collor, FHC e Lula. Rodrigo Maia foi aliado do PSDB e de Eduardo Cunha, a quem não se fez de rogado ao apunhalar quando esse já caminhava para o cadafalso. Geraldo Alckmin nem precisa dizer, a Lava Jato diz por ele. Flávio Rocha era aliado de Lula e Dilma, Henrique Meirelles foi aliado de FHC, Lula e é de Temer. Marina Silva foi ministra de Lula, e até hoje não deu mostras de ser muito diferente do que era. Collor passou de antítese de Lula a um de seus maiores defensores. Aldo Rebelo e Vera Lúcia ligadíssimos ao PT e a esquerda. Boulos é um novo Lula exato, inclusive na desonestidade de propósito.

Sobram então João Amoêdo, que tem bons pensamentos, porém utópicos, não consegue agregar em torno de si nada além da ideia da novidade do Novo. José Maria Eymael e Levi Fidelix vivem do fundo partidário, sem terem contribuído em nada para o país, nada. Paulo Rabello de Castro é Temer e não conseguirá oferecer ao país nada além disso, assumiu o BNDES no lugar de Maria Silvia para fazer o que ela se recusou a fazer.

Voltamos então a Jair Bolsonaro, o deputado ex-militar a quem acusam de nunca ter feito nada pelo país. E o que fizeram os anteriores? Acusam o candidato de não saber nada de economia. O que sabiam Lula e Dilma? O que fez Collor com o povo brasileiro? O que fez Ciro Gomes (e também seu irmão Cid Gomes) pelo Brasil e pelo próprio Ceará, que continua tendo a maioria da população na miséria e dependente do assistencialismo do governo? O que fez Marina Silva pelo Brasil além de atrasar o desenvolvimento em nome da ecologia enquanto seu marido extraía e vendia madeira ilegal?

Jair Bolsonaro é tão somente o nome a ser batido, e todos esses nomes, juntos ou separados, estão morrendo de medo de que ele seja eleito em primeiro turno, não importa o que digam as pesquisas encomendadas e divulgadas pela mídia e pelas entidades que não desejam sua eleição. E o medo aumenta ainda mais quando até as pesquisas encomendadas mostram que no segundo turno ele ganharia de qualquer um dos candidatos, inclusive do condenado Luis Inácio Lula da Silva.

O que veremos daqui para frente será uma artilharia pesada e concentrada em cima de Jair Bolsonaro, um esforço suprapartidário que não apenas visa a não eleição dele, mas a sobrevivência do clientelismo que encheu os bolsos da maioria desses que querem o poder a qualquer preço.

É bom que não haja unanimidade em torno de Jair Bolsonaro. O povo brasileiro precisa saber quem é quem nesse jogo que ficará cada dia mais nojento daqui até a eleição. É bom que o povo tenha consciência das armas e artimanhas que ficarão evidentes nos dizeres de todos os candidatos que defendem a continuidade desse modelo de governança que faz do Brasil um país cada dia mais pobre, mesmo proprietário de riquezas que causam inveja às maiores economias do mundo.

O que aparentemente ninguém entendeu até o momento é que quanto mais se bate em Jair Bolsonaro, mais forte ele fica. Não adianta escalar Ciro Gomes e Collor com seus estilos de “coroné”, não adiantam discursos utópicos como os de Marina Silva e João Amoêdo, não adiantam frases pragmáticas como as de Geraldo Alckmin e Henrique Meirelles, não adiantam ataques guerrilheiros como os de Manuela D’Ávila e Guilherme Boulos. Não adianta a honestidade e senso de justiça de Modesto Carvalhosa.

Pessoalmente, e sinceramente, ainda não me decidi sobre em quem votar porque as alianças e acordos são tão ou mais fundamentais do que os próprios candidatos em si. Mas se a eleição fosse amanhã e eu tivesse que forçosamente escolher um candidato, seria Jair Bolsonaro apenas pelos seguintes motivos:

Manuela D’Ávila, Ciro Gomes, Rodrigo Maia, Geraldo Alckmin, Marina Silva, Flávio Rocha, Henrique Meirelles, Guilherme Boulos, Paulo Rabello de Castro, Aldo Rebelo, Fernando Collor, José Maira Eymael, Levi Fidelix, Vera Lúcia… o Brasil merece alguém que seja pelo menos melhor do que isso, ou que ao menos não seja pior.

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Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.