0

Jair Bolsonaro não é o mito que pensam. É o remédio que precisamos.

Jair Bolsonaro não é o mito que pensam. É o remédio que precisamos.Sempre que leio ou escuto alguma coisa sobre Jair Bolsonaro, junto falam em retrocesso, associam-no direto com o regime militar resgatam os torturados nas masmorras do regime, falam em homofobia, racismo, incitação ao estupro.

A acusação mais interessante que fazem a Jair Bolsonaro é a de que ele fala o que o povo quer ouvir. Opa! Isso é importante! Se ele é acusado de falar o que o povo quer ouvir a mim me parece que ele fala a linguagem do povo. Inclusive uma das definições básicas do processo de comunicação diz que ele se conclui “eu falo e o outro entende”.

Uma outra expressão que também retrata o processo de comunicação diz que “eu sou responsável pelo que eu falo, e não pelo que você entende.” E é valendo-se dessa visão dos fatos que a mídia anti-Bolsonaro faz das palavras dele o que quer.

Ele, por outro lado, não se emenda, e continua disparando seus “sincericídios” aonde quer que vá, mas, falando o que o povo parece querer ouvir, sinal de que ele fala e as pessoas entendem. E se o apoiam em massa como vem acontecendo, a responsabilidade que Jair Bolsonaro assume quando fala não é uma mera falha de comunicação. E o que querem que enxerguemos é exatamente isso.

Existem três aflições básicas na vida do brasileiro: segurança, saúde e emprego. Alguém poderá dizer que falta ali a educação. Sim, falta como prioridade de estado, de nação, mas não como aflição. As pessoas precisam de saúde para viver, precisam de trabalho para viver com o mínimo de dignidade. Mas precisam, querem e expressam sua verdadeira aflição com a segurança, quando o que querem mesmo é um país onde exista justiça. Sabem que se houver justiça nesse país a diminuição da violência será uma consequência.

O Ministério da Saúde acaba de alertar que Bahia e Maranhão tem risco de casos de poliomielite, a chamada paralisia infantil, doença considerada erradicada nas américas desde 1990. Por que, necessariamente, Jair Bolsonaro pioraria isso? Os governos petistas resgataram a Zica, a chikungunya, o sarampo. E ninguém fez nada.

Mais de 2 milhões de crianças estão fora da escola no Brasil. Com que certeza alguém pode dizer que Jair Bolsonaro tornaria isso pior? O PT teve 15 anos e meio à frente do país e no que ele melhorou esse quadro? Aproveito e indico esse excelente site que mostra o mapa da exclusão escolar bastando clicar no estado para saber, cidade por cidade, o índice local.

O Brasil tem 13,2 milhões de desempregados. Com base nos programas apresentados por candidatos de esquerda, que defendem com unhas e dentes a estatização, e até ameaçam reestatizar empresas, ainda que possam dizer que tem um programa ruim, o Jair Bolsonaro estaria propondo que possa ser mais ruim do que propõem seus concorrentes?

E esperança do povo na eleição de 2018, ganhe quem ganhar, é alguém que nos aponte um rumo para sair do fundo do poço. E o único candidato que apresenta uma proposta diferente de tudo que vem sendo feito até hoje é Jair Bolsonaro.

Ainda que eleger Jair Bolsonaro possa se mostrar um erro no futuro, já erramos com Collor, com Fernando Henrique Cardoso duas vezes, com Lula duas vezes, e ainda insistimos na perpetuação do erro com Dilma duas vezes e disso herdamos um erro chamado Michel Temer.

A mídia não se cansa de relacionar as opiniões de Bolsonaro com Donald Trump, ou com os presidentes da Indonésia Joko Widodo, e das Filipinas, Rodrigo Duterte. Mas esqueceram-se eles que durante 15 anos e meio as opiniões de nossos presidentes se relacionavam com Fidel Castro, Hugo Chaves, Evo Morales, Nícolas Maduro, Cristina Kirschner, José Mujica, Mahmoud Ahmadinejad?

Todos eles têm problemas, mas os que vivem em piores condições no que diz respeito às liberdades individuais são os amigos dos petistas. No país de Trump, líder mundial até quebrado, e nas Filipinas e na Indonésia, dentro de suas respectivas culturas, as pessoas vivem em plena liberdade e as condições de vida são melhores do que nos países amigos de Dilma e Lula.

Talvez Jair Bolsonaro não seja a solução para o Brasil, mas não creio que nenhum presidenciável possa se apresentar como solução nesse momento do país. Oferecer ao povo brasileiro uma saída baseada em economia é estelionato eleitoral. A economia da qual eles falam é a economia dos banqueiros e não a economia do povo. Uma fonte me comentou ter participado de um jantar no qual ouviu de um banqueiro que “Jair Bolsonaro é o melhor para o Brasil, mas não é o melhor para os banqueiros, por isso não vamos apoiá-lo!

Cada qual terá seus próprios argumentos para definir se é justo modificar uma lei que define o cidadão como igual para atender às especificidades de uma minoria. É esse o embate de Jair Bolsonaro com o movimento LGBT, que agora virou LGBTI, e sabe-se lá mais quantas letras ainda vão tentar colocar nessa sigla. E mesmo assim ele tem apoio vindo dessa comunidade.

É individual o entendimento da dura crítica que Jair Bolsonaro fez aos índios e quilombolas, mas ele tratou exatamente daqueles que se encostam no assistencialismo do estado e desistem de produzir em função disso, pois acham que o estado tem obrigação de mantê-los.

É falacioso todo o processo de acusação de incitação ao estupro contra Jair Bolsonaro. O vídeo do episódio envolvendo a deputada petista (não dou palanque dizendo o nome) está disponível no Youtube para quem quiser fazer sua própria leitura do acontecido. Ridículo.

É burro entender que a proposta de Jair Bolsonaro é encher a sociedade de armas, como dizem os candidatos de esquerda, quando o que ele realmente defende, e tem o meu apoio, é que o cidadão tenha direito de ter uma arma, para o que ele terá que passar por todo um procedimento de autorização e preparo antes de ter uma. Enquanto isso, o Estado nada faz para impedir que jovens de 10 anos portem um AR15 sem ter idade, autorização e preparo, muito menos noção do valor da vida humana.

Jair Bolsonaro está longe de ser o mito que as pessoas enxergam, mas está ainda mais longe de ser pior do que qualquer um está com ele nessa corrida eleitoral. Por mais qualificações profissionais e políticas que possam ter os concorrentes de Bolsonaro, nada os credencia como melhores do que ele. Que credenciais tinha Dilma Rousseff para ser presidente do Brasil? Foi eleita duas vezes, e nos vemos no fundo do buraco que Lula começou a cavar e ela aprofundou com muita competência.

Quando essa semana Bolsonaro disse para uma plateia que colocaria mais 10 ministros no Supremo Tribunal Federal, 10 “Sérgios Moros”, ampliando para 21 o número de ministros na casa, ele fez uma ironia, uma piada tosca dizendo que isso serviria para ter maioria na casa e assim a justiça prevalecer. Essa piada tosca se transformou em alimento para a mídia, que entendeu como foi mais conveniente o que ele disse e é repetida como verdade absoluta, colunista por colunista.

O que querem que acreditemos que seja retrocesso com Jair Bolsonaro é, na verdade, a impossibilidade do progresso da agenda de esquerda que quebrou o Brasil, subdividiu a sociedade e nos trouxe a esse gigantesco impasse. E a hora de escolher um lado está chegando.

Portanto, baseado em muitos motivos, tomei minha decisão de votar em Jair Bolsonaro. Mas se eu tivesse que fazer essa escolha por um único motivo, bastaria o fato de que estão todos contra ele, todos os candidatos, a justiça e a mídia. Penso que isso já seria suficiente para entender de qual lado cada um está.

Você pode gostar de ler também

O Brasil virou algo pior que uma republiqueta. Será que tem?

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.