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Gilmar Mendes é a cara do Brasil que não queremos mais

Gilmar Mendes já foi presidente do STF, presidente do TSE, mas parece desconhecer um artigo básico do Código Eleitoral:

Art. 236. Nenhuma autoridade poderá, desde 5 (cinco) dias antes e até 48 (quarenta e oito) horas depois do encerramento da eleição, prender ou deter qualquer eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto.

§ 1º Os membros das mesas receptoras e os fiscais de partido, durante o exercício de suas funções, não poderão ser detidos ou presos, salvo o caso de flagrante delito; da mesma garantia gozarão os candidatos desde 15 (quinze) dias antes da eleição.

§ 2º Ocorrendo qualquer prisão o preso será imediatamente conduzido à presença do juiz competente que, se verificar a ilegalidade da detenção, a relaxará e promoverá a responsabilidade do coator.

Tirando esse artigo 236 do Código Eleitoral, não há nenhuma lei que proíba a prisão de candidatos, independentemente do fato de interferir ou não na eleição. Aliás, quando se trata de tirar do pleito um candidato notoriamente corrupto, a interferência é muito bem-vinda.

No despacho que, em menos de 24 horas, tirou da cadeia o tucano Beto Richa, Gilmar Mendes diz:

“Destaco ainda que, no caso em análise, houve a violação não apenas da liberdade de locomoção, mas também há indicativos de que tal prisão tem fundo político, com reflexos sobre o próprio sistema democrático e a regularidade das eleições que se avizinham, na medida em que o postulante é candidato ao Senado Federal pelo estado do Paraná”.

E daí, Gilmar Mendes? E daí que ele é candidato a senador? O que o Brasil tem a ver com isso? O povo não pode responder pela decisão de um bandido de se candidatar. E não estamos a 15 dias das eleições para que a prisão dele possa ser considerada ilegal.

O ministro Gilmar Mendes representa exatamente tudo o que o povo brasileiro não quer mais, inclusive e decisivamente ele próprio.

A PGR Raquel Dodge não teve coragem de pedir o impedimento de Gilmar Mendes em suas ações envolvendo a soltura de presos com os quais ele e sua mulher, Guiomar Mendes, tem estreitos relacionamentos. Cármen Lúcia também não teve. O senado, onde acumulam-se pedidos de impeachment do ministro, faz parte do mesmo esquema e não fará absolutamente nada.

O que continua faltando no Brasil é uma reação expressiva do povo. Enquanto o povo não demonstrar veementemente seu repúdio, o trabalho da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Justiça Federal de Primeira Instância continuará sendo jogado no lixo, e essas instituições humilhadas publicamente pela canetada de um homem declaradamente contra a Lava Jato, defensor de corruptos e garantidor da impunidade.

É bom que todos saibam quem são as pessoas com as quais Gilmar Mendes se relaciona permanente e intimamente, e perceba que ao votar nessas pessoas estará alimentando esse sistema de impunidade que transformou política e justiça num balaio de gato.

Só existe um candidato à presidência da república capaz de encarar Gilmar Mendes. Se o Brasil não eleger Jair Bolsonaro, toda a Operação Lava Jato será jogada no lixo, todos os condenados serão libertados, acordos de delação premiada serão cancelados. Estaremos entrando definitivamente numa ditadura bolivariana. Não podemos esquecer que desde ontem o presidente do STF é o bacharel Dias Tóffoli, pupilo de Gilmar Mendes.

Realmente o Brasil se transformou mesmo numa organização Tabajara, da qual Gilmar Mendes é um dos principais acionistas.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.