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Geraldo Alckmin pede ajuda a Bolsonaro para subir nas pesquisas

Preterido pelo PSDB nas últimas eleições presidenciais, Geraldo Alckmin achava que dessa vez disputaria a maratona presidencial largando naquele seleto grupo de maratonistas que larga na frente de todos os que estão ali apenas para participar. Mas, ao se alinharem os concorrentes, percebeu que está mesmo no pelotão de trás, sem o menor fôlego para tirar a diferença.

Desesperado, Geraldo Alckmin, que já governou São Paulo 4 vezes, resolveu desafiar Bolsonaro para uma corrida particular antes da maratona, tentando, com isso, ver se o público percebe pelo menos que ele participa da corrida, e se os organizadores da maratona lhe dão uma chance de pelo menos largar mais perto da faixa que separa os qualificados dos que estão apenas inscritos.

Deu com os burros n’água. Recorreu ao Twitter para desafiar Bolsonaro para um debate público sobre segurança:

Não conheço as propostas do Bolsonaro para segurança pública, mas faço o convite. Vamos debater sobre segurança?

Bolsonaro, até o momento, não usou o mesmo Twitter para dar o troco. Foi pela imprensa, numa declaração debochada que tornou Geraldo Alckmin ainda menor do que era antes de abrir o bico, assim reproduzida na chamada da matéria de O Antagonista:

Quando atingir dois dígitos ele liga pra mim, diz Bolsonaro sobre desafio de Alckmin.

A tática de provocar quem está por cima para pegar carona na notoriedade alheia é antiga, não foi inaugurada por Geraldo Alckmin, mas nem sempre funciona. Se a indiferença do eleitor já é estarrecedora, para quem precisa aparecer não há nada pior do que a indiferença de quem sabe que tipo de tática está sendo usada. Ou melhor, há, a humilhação de ser ignorado pela insignificância.

Uma tática muito comum usada por equipes em maratonas é escalar corredores de pouco fôlego que ao longo do percurso se revezam na liderança, forçando o ritmo dos favoritos para que o verdadeiro corredor do time assuma a ponta num determinado trecho com seus oponentes já cansados. O problema é que no time de Geraldo Alckmin só tem corredores cansados e cansativos, incapazes de servirem de “coelhos” para favorecê-lo no final.

A tentativa dos partidos de centro ao lançaram essa semana um manifesto em favor de uma candidatura única de centro é apenas retórica e ato de desespero, pois eles sabem quem são os “quenianos” dessa maratona, e sabem que não tem a menor chance de alcança-los.

Geraldo Alckmin não é unanimidade nem dentro do PSDB, o que dirá nos pseudo-partidos de centro que buscam um túnel para tentarem ter uma luz para encontrar.

Ainda acontecerá muita coisa no meio dessa maratona, inclusive alguns poucos bons samaritanos dispostos a entregar a ele copinhos d’água ao longo do percurso. Mas não passará disso.

Se Jair Bolsonaro vai, de fato, vencer a maratona, ainda não é possível saber. Mas é mais do que claro que Geraldo Alckmin não vai cruzar a linha de chegada porque deverá ficar pelo caminho. Se for esperto, simulará uma contusão e sairá de fininho no meio do público. E se for rápido na fuga, ainda conseguirá ver pela TV o prêmio de primeiro lugar sendo entregue ao campeão.

Tem certos favores que não se pede a ninguém, muito menos ao adversário.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.