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Que não precisemos das forças armadas. Mas eles vão pra porrada.

Que as forças armadas estejam mais do que prontas. Eles vão pra porrada.Não deu certo na década de 1960. As forças armadas interviram e dinamitaram um projeto de revolução que circulava pela cabeça de meia dúzia de 3 mil alucinados num país de cerca de 80 milhões de pessoas. Mas escaparam alguns, e como toda praga, basta que um foco fique vivo para que, em pouco tempo, comece a contaminar os outros.

Muitas vezes já foi dito e provado sobre as intenções dos que, hoje, se dizem defensores da democracia. Personagens como Fernando Gabeira, Vera Magalhães, Eduardo Jorge, Carlos Araujo, já disseram qual era a intenção dos revolucionários da época. É só clicar no nome deles e ouvir de suas próprias vozes, eles queriam implantar uma ditadura do “proletariado”, que na verdade significava eles mesmos no poder. Não deu certo.

Mas esse movimento, a tal praga, cresceu nas redações dos principais jornais do país, nas universidades federais, no meio artístico, invadiu o movimento sindical, foi para as fábricas, se infiltrou no ensino médio e depois no ensino fundamental. As “Bolsas Escravidão Ideológica” deram o acabamento. E o Brasil criou uma geração de seres não pensantes, incapazes de observar a realidade ao seu redor e reconhecer que as coisas estão piores do que eram antes. Asnos encantados.

Estamos presenciando o enfrentamento de um grupo originado naqueles 3 mil alucinados da década de 1960, mas vitaminado. O mesmo tipo de praga que Fidel Castro plantou nos camponeses antes de invadir Havana, a esquerda plantou nas camadas – mantidas – mais pobres da sociedade, e com ela formou milícias como a CUT, o MST, o MTST, outros líderes sindicais e rurais como José Rainha. E a praga também se instalou no congresso nacional, e há quem diga que até nas forças armadas.

Senadores e senadoras, deputados e deputadas federais, governadores e governadoras, prefeitos e prefeitas, representantes da população que incitam a violência diante de câmeras e gravadores de todos os representantes da mídia, falando em morte, em sangue, em conflito, em violência, afrontando a justiça de todas as maneiras impossíveis e incabíveis, e um STF conivente e acovardado, inclusive entre eles mesmos.

Eles querem a revolução que não deu certo. Eles querem a porrada. E é isso que acontecerá em Porto Alegre se as mais duras medidas de segurança nacional não forem acionadas para o enfrentamento do que as forças de esquerda preparam. Eles precisam de vítimas para legitimar o discurso, e arrumarão uma mesmo que seja promovida por eles mesmos.

Olhando agora para a década de 1960, parece piada que as forças armadas tenham dado um contragolpe num movimento que, comparado a hoje, não era muito mais forte que o movimento das donas de casa na década de 1980. Impressiona que essas mesmas forças armadas estejam observando os acontecimentos confiando em instituições que eles estão cansados de saber que são podres. E ainda são comandados por um comunista e foram por outros antes dele.

De onde virá o posicionamento duro que estabeleça que Estado de Direito diz respeito ao direito de todos e não de quem ser arvora de digno dele. Estão transformando Lula num mártir com a conivência do sistema judiciário, que não responde à altura o afrontamento de políticos que são réus em inúmeros inquéritos e processos, e que ainda irá proporcionar transmissão ao vivo pela internet do julgamento da apelação de um condenado a 9 anos e meio de cadeia.

Que a população de Porto Alegre esteja preparada para a guerra dos esfarrapados. Um exército de sanguessugas de dinheiro público invadirá as ruas da capital gaúcha, provavelmente assessorada por um exército de black blocks pronto para “tacar terror” naqueles que se dispuserem a ir às ruas para defender um Brasil justo, capaz de punir qualquer cidadão que tenha descumprido as leis, mesmo que ele seja um ex-presidente da república.

Os discursos de Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias, Guilherme Boulos, Alexandre Padilha, José Dirceu, são discursos de afrontamento, mas servem muito mais como senha para que a violência seja o pano de fundo para a criação de um fato político capaz de justificar uma fuga de Lula, ou até mesmo uma improvável e impraticável revolução do proletariado. Posso estar sendo pessimista, mas penso que a Brigada Militar terá muito trabalho para controlar essa guerra sozinha.

A acidez das palavras que serão usadas pelos políticos defensores de Lula nos próximos dias dará a dimensão do que poderemos esperar que aconteça no dia 24 de janeiro, quando o condenado Lula verá se a segunda instância confirma ou não confirma a pena de 9 anos e meio de cadeia sentenciada pelo juiz Sérgio Moro. E o resultado do julgamento nos dirá o rumo que está sendo dado ao Brasil nos bastidores da república.

Espero apenas que a justiça faça o que diz a constituição quando a define como poder: justiça. Que se confirme a condenação de Lula e que se mostre para o povo brasileiro, e especialmente para todos os políticos que respondem a inquéritos e processos, que não há ninguém acima da lei. E que, com ou sem forças armadas, a ordem pública seja garantida em Porto Alegre.

Se nada disso der certo, aí nós é que teremos que ir para a porrada, ou aceitar definitivamente que viveremos na república bolivariana do Brasil.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.