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ESTAMOS DEIXANDO DE SER O PAÍS DA PIADA PRONTA

E VIRANDO O PAÍS DO ESCÂNDALO PRONTO

Em poucos lugares do mundo, até mesmo em repúblicas bananeiras, um presidente da república tem a falta de vergonha que tem Michel Temer, Dilma e Lula – sem falar no séquito de corruptos que orbitam em volta deles, inclusive o mesmo séquito.

Temer faz pronunciamento ao vivo para desmentir o indesmentível, para contestar o incontestável, como se falasse para uma plateia de bananas de pijamas prontas para rir de seus malabarismos verbais.

Impressiona a quantidade de vezes que ele levanta mãos e braços para o alto em todas as suas falas e aparições. Parece que ele tem um “mãos ao alto” embutido nos ouvidos, que é acionado cada vez que uma desculpa ou mentira é dita. Não será surpresa se um dia desses ele já entrar em cena com as mãos levantadas.

Quando ataca o PGR com insinuações que fazem de Danilo Gentilli um amador, Temer não é Temer. É Dilma. Não, é Lula. Não é qualquer um deles, incluindo Aécios, Serras, Renans, Jucas, Gleises e outras figuras que putrefam no senado e na câmara a espera de reverter o irreversível, que, ainda que não seja cadeia, não dá para fazer o mal ganhar do bem.

O descaso com a população, com os eleitores, com os 14 milhões de desempregados, com a violência das ruas, não é exclusividade de Temer. Na verdade, o descaso é política de governo, de governos, federal, estaduais e municipais. Transforam cargos eletivos em desencargos efetivos.

A parte mais desagradável disso tudo é o povo descrente, leniente e desaglutinado. Todo mundo quer mudar tudo sem fazer nada. E os que fazem parecem se esquecer que a maioria das mudanças, pelo amor ou pela dor, levam pelo menos meio século para serem feitas e aculturadas. E pelo menos um século para se estabelecerem como padrão social.

A juventude dos 517 anos do Brasil até justifica muita coisa. O que não se justifica é que não permitam que o país saia da juventude, se torne adulto, pois o avanço acaba fazendo, aos poucos, uma seleção natural de quem vai ou fica. E não faltam modelos políticos e de gestão bem-sucedidos para servir de exemplo. Mas quem quer fazer coisas certas que dão certo?

Um ex-presidente, tão tampão como Temer, na ânsia de mostrar serviço e agradar o povo, num passo de modernidade, ressuscitou o Fusca. Tudo bem, ele criou o Real pouco tempo depois e o Fusca virou um meme que até ajudou a sedimentar sua popularidade. E que ficou ainda melhor quando sua acompanhante de palanque apareceu sem calcinha.

Quem sabe Temer, tão tampão quando o outro, não segue o exemplo e ressuscita a ficha telefônica? Porque Real ele não vai criar. As reformas, mesmo, não servem nem pra inglês ver. E a mulher sem calcinha… bem, essa caiu já caiu na rede faz tempo. E não aumentou em nada a popularidade dele. Só a dela.

 

 

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.