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Eleições 2018. Um circo sem palhaços no picadeiro.

Eleições 2018. Um circo sem palhaços no picadeiro.

Mais uma vez estão trabalhando para enganar você. A multiplicação de candidatos à presidência nas eleições de 2018 só serve para confundir ainda mais os eleitores.

A intenção é impedir que um determinado candidato, muito provavelmente Jair Bolsonaro, reúna em torno de si uma grande parcela do eleitorado.

A esquerda não tem como ressurgir das cinzas, porque ainda nem terminou de arder. E mesmo sabendo que Lula não terá a menor condição de ser eleito, ela vai investir em mantê-lo candidato até o último minuto.

O PT não quer ser dizimado nas eleições 2018, e sabe que corre esse risco no congresso e nas assembleias legislativas.

Isso tudo com a parte que lhe cabe do Fundão de 1,7 Bilhão, propositalmente calculado em cima dos tamanhos das bancadas atuais dos partidos.

Os políticos sabem que nomes como Marina Silva, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin não representam nada de novo. Cada um ao seu estilo, representa um modo velho de fazer política e ninguém acredita que algum deles possa se converter a probo do dia para a noite. Mas é o que eles tentarão mostrar.

Então surgem nomes como Guilherme Boulos, um cidadão que ninguém consegue entender porque não está preso e cujo MTST sempre foi braço do PT; e Luciano Huck, um apresentador de televisão que faz caridade com o dinheiro dos outros, que associa sua imagem à instituições bancárias, que tem laços de amizade com figuras como Aécio Neves e Joesley Batista e que teve com Adriana Ancelmo como advogada num polêmico caso de crime ambiental em Angra dos Reis, além de  ter o casal Sérgio Cabral em seu rol de amigos.

Tudo isso só serve para confundir quem está acordando agora para a realidade brasileira.

Nesse momento não há nenhum propósito eleitoral ou eleitoreiro em torno desses nomes para as eleições 2018. São imensas cortinas de fumaça. João Doria é uma delas. E ao que tudo indica mudará de partido, mas não é para disputar e ganhar. É para pulverizar preferências e assim ajudar Geraldo Alckmin. Doria não é só anti-Lula. Ele é também anti-Bolsonaro.

Da mesma forma funcionarão Marina Silva, Ciro Gomes e Guilherme Boulos. Se apresentarão apenas para que a esquerda que rejeita Lula não se disperse e se reúna em torno de Alckmin e, principalmente, não migre para Jair Bolsonaro.

Hoje, o inimigo a ser batido nas eleições de 2018 é Jair Bolsonaro e não Lula.

E tudo será feito, de todos os lados, para que ele não consiga crescer na preferência dos eleitores, e para isso novos fatos serão constantemente criados por seus opositores, e uma maneira de fazer isso é lançar novos nomes prematuramente.

No entanto, o espetáculo ainda não acabou.

Daqui até as eleições 2018 ainda surgirão no picadeiro muitos malabaristas, atiradores de faca, domadores de leões, mágicos, cavaleiros, amazonas e seus cavalos, domadores de tigres, de focas, de cachorros, a mulher gorila, a mulher barbada, engolidores de espadas, e, se tivermos sorte, até um circo de pulgas.

Atente para movimentos e nomes para 2018. Porque tudo que eles querem é continuar mantendo os palhaços na plateia.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.