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Eleições 2018. Um pleito de candidatos cegos e eleitores que votam às cegas.

Eleições 2018. Um pleito de candidatos cegos e eleitores que votam às cegas.Dizem que o pior cego é aquele que não quer enxergar. As eleições 2018 estão aí para provar que esse ditado faz sentido. Candidatos que não conseguem enxergar que o Brasil do futuro é outro, eleitores que não conseguem enxergar ninguém que consiga iluminar o caminho para esse futuro. E se a política nacional já está péssima, o que se aproxima consegue ser um pouco pior, vença quem vencer.
O Brasil de 2019 já começa ingovernável não importa quem será o novo presidente.

Não vale à pena ficar gastando letras e palavras para candidatos à presidência que não têm a possibilidade nem de surpreender. As eleições 2018 são verdadeiramente disputadas por apenas 3 nomes: Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin. É muita responsabilidade afirmar com 100% de certa qual o par que disputará o segundo turno, mas é quase certo que Bolsonaro será um deles.

Lula é carta fora do baralho, não importa o barulho que faça. E incapaz de plantar um poste nessa eleição. E me arrisco a dizer ainda que qualquer um que aceite receber seu apoio está arriscado a perder os votos que têm.

O que faz de Jair Bolsonaro um sério candidato ao segundo turno, e até mesmo a ganhar a eleição, é a capacidade que seus oponentes têm de queimar o próprio filme. Ciro Gomes com sua boca grande conseguiu espantar os aliados que tinha. Geraldo Alckmin está sendo espantado pelo fantasma da DERSA, cujo assunto começa a tomar maior densidade no pior momento possível.

O “Centrão” fugiu de Ciro Gomes e correu para os braços de Geraldo Alckmin. Traduzindo para o politiquês, não quiseram afundar com Ciro e resolveram afundar Alckmin, ou com ele, que já tem explicações demais para dar a justiça, sem contar a denúncia do ministério público no caso da DERSA, 14 pessoas, entre elas, e principalmente, Laurence Casagrande Lourenço, que sucedeu a Paulo Preto, e de quem era assessor, e que também está enrolado com a justiça até o pescoço. Alckmin tem reiterado firmemente seu apoio a Laurence, a quem atribui o status de cidadão sério e de ótima folha de serviços prestados ao estado.

Já Ciro Gomes está enrolado é com Ciro mesmo. Sua capacidade de falar bobagens por minuto só se compara a do presidiário. Mas está tentando ainda atrais o PSB e sonhando passar para o segundo turno e receber o apoio da esquerda. Resta saber se vai aceitar receber o apoio de Lula e do PT e correr o risco de morrer abraçado com eles.

Jair Bolsonaro está com dificuldade de fazer alianças. Podemos entender que é bom pelo lado da rejeição a qualquer compromisso espúrio. Mas como governar sem apoio? E como conquistar apoio depois sem um balcão de negócios? Como sobreviver na presidência com um congresso completamente dominado por uma oposição querendo seu fígado?

De fato, nenhum dos candidatos consegue representar um mínimo de coesão nacional, nem à esquerda, nem ao cento, nem à direita. Mesmo pensando nos atores menores dessas eleições 2018, e até nos inelegíveis, em nenhum momento houve um nome cogitado como um caminho comum aos diversos pensamentos de país. Ninguém serve por completo, e parece que nem pela metade.

Eleitores atentos tateiam um caminho para definir seu voto. Mas a grande maioria da população ainda é “guiada pela mão”, através da realidade fictícia que é apresentada nos noticiários diariamente. As pessoas mais simples, além de mais suscetíveis, precisam acreditar nas versões mentirosas dos criminosos, porque são justamente eles que há décadas exploram suas cegueiras.

Esse quadro não diz respeito apenas às eleições presidenciais, mas também senadores e deputados federais, governadores e deputados estaduais. Em todos estes cenários existem fartos escândalos de corrupção, e os principais candidatos, em todos eles, são exatamente os corruptos. Quanto mais inquéritos e processos, mais candidato o sujeito é.

Dizem que em terra de cego quem tem um olho é rei. Outros dizem que quem tem um olho é caolha. Na atual conjuntura brasileira, arrisco a dizer que, aqui, quem tem um olho é um sério candidato a cegueira, porque tudo está sendo feito para que ninguém enxergue nada.

Se der Bolsonaro, teremos tempos muito turbulentos. Se der Ciro, o Brasil regridirá mais 20 anos e o socialismo será implantado no Brasil. Se der Alckmin, o reino dos corruptos terá vencido as eleições, também teremos tempos turbulentos e a agenda socialista continuará sendo implantada sem que a maioria da população perceba para onde estaremos indo.

As eleições 2018 serão uma grande brincadeira de cabra cega.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.