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Eleição reta final. Vai chegando ao fim a eleição mais suja da história.

Eleição reta final. Vai chegando ao fim a eleição mais suja da história.Se você acha que já viu de tudo nessa eleição, espere pelos próximos 15 dias.

O PT já não se preocupa mais em ganhar a eleição presidencial porque sabe que é impossível virar a jogo a seu favor. Não estou dizendo com isso que não queiram, mas que sabem que não é possível.

A aposta do PT nessa eleição era um poste, mas descobriu que só conseguiu mesmo um toco de amarrar jegue.

O negócio agora é tumultuar e criar um ambiente de indignação em seus asnos encantados, que se perpetue nos próximos 15 dias, estimulando o máximo de conflitos que conseguirem, usando de todo tipo de mentiras e baixaria que tiverem e puderem inventar.

O maior objetivo, no entanto, é manter aguerrida uma militância que sairá perdedora na eleição, e que não pode de maneira alguma ser dispersada para os objetivos que o PT tem para o próximo ano, o partido precisará ter com quem contar e sabe que precisa criar já o ambiente que sustente seus interesses.

A imprensa noticia que dirigentes do PT já assumem a derrota sob sigilo, como se fosse necessário esse aval covarde para a realidade que há muito já se impôs.

Daqui até o dia 28 de outubro veremos as maiores baixarias e ataques ao candidato Bolsonaro, coisa muito mais rasa do que já vem sendo feito, e não me espantará se for produzido um defunto para ser levantado como troféu dessa intransigência. O PT não vai ganhar a eleição, mas precisa de um troféu.

Também não me espantaria se esse troféu, enquanto vivo, atendesse pelo nome de Adélio Bispo de Oliveira, um nome mais perfeito morto do que vivo.

O que o PT precisa agora é de um discurso que o coloque com alguma relevância na oposição, pois o partido que comprava deputados e senadores entrará vendido na próxima legislatura, encolhido não apenas numericamente, mas representativamente, vindo a ser, provavelmente, parte da minoria nas duas casas, uma vez que os demais partidos de centro deverão fazer parte da base de apoio do futuro governo de Jair Bolsonaro.

Portanto, cabe a todos manter a vigilância e o aguerrimento contra uma profusão ainda maior de notícias falsas, distorções de fatos, falsos atentados, manipulação de pessoas e, espero estar errado, situações de violência que tentarão induzir o eleitor a acreditar que partem dos eleitores de Bolsonaro e não do PT.

O falso atentado que resultou na suástica nas costa de uma moça no Rio Grande do Sul, de cuja denúncia à polícia ela mesma recuou após mostra-se contraditória em seu depoimento, ou a morte do professor de capoeira falsamente atribuída a uma briga política quando na verdade tratou-se de uma briga de bar na qual o assassino sofreu um ataque verbal de homofobia e racismo (foi chamado de “viadinho negro” antes de matar o sujeito) são exemplos claros de como não apenas o PT, mas a mídia em geral, estão dispostos a criar o máximo de factoides possíveis a fim de enganar o eleitor.

Estranho, inclusive, que relatos e vídeos de petistas agredindo pessoas, verbalmente e fisicamente, não ganham espaço na mídia.

Essa é a eleição mais carregada de ódio de toda a história da república brasileira, um ódio estimulado desde muito antes da disputa começar, porque o PT sempre soube, desde o impeachment de Dilma Rousseff, que não seria capaz de ganhar uma eleição presidencial. O recado, inclusive, já tinha sido dado pelo eleitor nas eleições municipais de 2016, quando o PT foi reduzido a substrato de pó de mico nas prefeituras e câmaras de vereadores em todo o país.

A derrota do PT era prevista desde sempre, o que explica o desespero de Lula para concorrer, pois além de ser a única opção que o partido tinha para pensar em poder ganhar, era também a única opção para que grande parte dos seus integrantes não tivessem que prestar contas de seus malfeitos à justiça.

Felizmente, a lógica prevaleceu. Lula continua preso e muitos integrantes do PT e de partidos aliados ficarão sem o foro privilegiado a partir de 1 de janeiro também deverão ser.

No futuro a história registrará que a eleição de 2018 terá sido a primeira – e esperemos única- eleição na qual um candidato sofreu uma tentativa de assassinato em plena campanha, à luz do dia, enquanto era carregado nos braços do povo. E registrará também que terá sido essa mesma eleição a última na qual Luís Inácio Lula da Silva exerceu alguma influência significativa, e de dentro da cadeia.

Não acredito, porém, que a ação do PT e da esquerda venha a se restringir ao debate parlamentar. O que mais me incomoda é o silêncio de movimentos sociais como o MST em plena eleição, as viagens pelo Brasil que José Dirceu vem fazendo a pretexto de “lançar o seu livro”, e no que tem sido articulado entre eles já visando um resultado adverso no próximo dia 28.

O perigo para a nossa democracia está nesses atores, e não no toco de amarrar jegue que se afundará no ostracismo do qual nunca deveria ter saído. O perigo está em quem está quieto, e disse: “E dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição.”

É bem provável que as delações premiadas de Antônio Palocci e Marcos Valério sejam divulgadas após a eleição, e o PT sabe disso, teme isso e fará de tudo para que o Brasil se torne um país ingovernável mesmo antes de Jair Bolsonaro tomar posse como presidente.

Assim, os próximos 15 dias serão o aperitivo. O que vem pela frente será algo que promete ser muito mais indigesto.

Que o povo brasileiro esteja realmente preparado para derrotar a esquerda muito além do voto.

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O ódio eleitoral aflorou em 2004. Não houve ódio em 1994, 1998 e 2002.

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.