0

É NO REINO DA DINAMARCA MESMO QUE TEM ALGO DE PODRE?

O STF vai gastar ao menos duas sessões para definir se o relator pode ser relator, se uma delação fechada e homologada pode ser fechada e homologada e se o procurador geral da república pode fazer o que deve fazer um procurador geral da república.

Um ministro do STF se insurge no pleno e questiona se o Ministério Público Federal pode ser o que se espera do Ministério Público Federal. Não só isso, chega deselegantemente atrasado para a sessão, data venia às favas interrompe o voto de outro ministro, fala o que quer, e deselegantemente levanta e vai embora.

Simultaneamente, o senado aprova uma proposta de emenda à constituição que cria o recall (uma consulta popular pela manutenção ou afastamento) do presidente da república por apenas 10% do eleitorado.

E enquanto isso acontecia, Joesley Batista falava mais do mesmo ao ministério público federal e o neo delator Lúcio Funaro entregava para os procuradores imagens e áudios de whatsapp enviados por Geddel Vieira Lima, o mesmo que queria que se mudasse a lei para ter um apartamento de frente para o mar em Salvador.

Acredite se quiser, no meio disso tudo Sérgio Moro recebia o depoimento de Renan Calheiros, reforçando apenas ser a alma mais honesta do país, talvez mais até do que Lula, e ele provaria isso facilmente se fosse necessário.

Do outro lado do mundo, Temer e Putin apertam as mãos e se declaram unidos no combate à corrupção, enquanto aqui, por ordem de Temer, a advogada geral da união está prestes a perder seu emprego e para o seu lugar o nome que circula pelos subterrâneos é ninguém menos que o do advogado de Eduardo Cunha.

É na Dinamarca mesmo? Tem certeza?

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.