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Antônio Dias Tóffoli. A cadeira mais mal ocupada do Supremo Tribunal Federal

Antônio Dias Tóffoli. A cadeira mais mal ocupada do Supremo Tribunal Federal

Na gravação clandestina que fez do José Sarney, o ex-senador e ex-manda-chuva da Transpetro Sérgio Machado colheu uma frase muito interessante da múmia da política brasileira: “a pior ditadura é a ditadura do judiciário.”

Quem naquele momento entendeu que isso significava risco para os políticos, se enganou completamente. O risco é todo do povo. E já estamos em plena ditadura.

O STF, usando do poder que lhe é conferido e contaminado por um grupo de ministros absolutamente compromissados com a proteção de corruptos, usa a justiça para garantir que o Brasil continue sendo um país injusto.

O ministro Dias Tóffoli era advogado do PT, o partido mais corrupto da história do Brasil. Depois advogado geral da União do governo mais corrupto da história da América do Sul. E sem nunca ter passado num concurso para juiz de primeira instância, foi nomeado para ocupar uma das onze cadeiras do Supremo Tribunal Federal.

Se o sujeito é advogado de bandido, ninguém deveria esperar que fosse um juiz diferente disso. É uma questão de índole e não de circunstância.

Dias Tóffoli é um ministro medíocre, tal qual era como advogado, porque é assim como ser humano. Ele não tem compromisso com a constituição, ele a usa, como faz Gilmar Mendes. Não tem compromisso com a justiça nem com a imagem do STF ou a de seus colegas, muito menos com o provo brasileiro.

O pedido de vista foi combinado em visita fora da agenda de Michel Temer. E para quem trata tudo isso como “mimimi”, a agenda de um presidente da república tem que ser pública, não é mera questão de querer. Nem o presidente da república pode tudo.

A desculpa de bastidores é que o pedido de vista tem o objetivo de dar tempo para que a Câmara dos Deputados vote o projeto já aprovado pelo Senado e assim tire das mãos do STF a obrigação de legislar em nome do parlamento.

Traduzindo: o STF ia fazer o que a Câmara não fazia, mas deu a ela um tempo para que fizesse. Só que ela não fez. E o STF teria que fazer. Como a Câmara começou a fazer, o STF deixou de fazer de novo para que ela faça. E o problema passa a ser o que ela vai fazer.

O projeto do fim da prerrogativa de foro, ou foro privilegiado, já passou pela CCJ da Câmara dos Deputados, considerada por eles constitucional. Até aí tudo bem. O problema começa agora quando o assunto vai para as comissões temáticas.

Entre os absurdos que circulam pela imprensa, o mais impressionante é a ideia da extensão do foro privilegiado para ex-presidentes da república, o que daria a Sarney, Collor, FHC, Lula, Dilma e Temer (esse quando sair do governo) o direito de ser lenientemente julgados pelo STF.

Outro que espanta é a ideia de que o fim da mamata só passasse a valer a partir de 2022.

A “ditadura do judiciário” decantada por José Sarney é responsável por tudo isso. Os ditadores atendem pelo nome de Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Antônio Dias Tóffoli, Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello, esse a depender do freguês.

Na falta de maioria no plenário para defender suas causas, utilizam a Segunda Turma do STF e o regimento interno da casa para impor suas vontades e defender seus compromissos, ou até mesmo livrar seus próprios rabos. Há quem diga que certas delações podem ser muito mais comprometedoras do que sem pensa. Não é difícil ser verdade.

Se a nação brasileira não encontrar meios de mudar esse quadro de forma significativa e definitiva, sairemos da ditadura do judiciário para cair definitivamente na ditadura da corrupção. Aí, não haverá exército ou Jair Bolsonaro que salve.

Se nada for feito a saída para o Brasil não virá pelas urnas, pois ministros do STF tem cargo vitalício e não são eleitos pelo povo, mas pelo presidente de plantão. E um dos membros desse STF sempre será o presidente do TSE, como era exatamente Dias Tóffoli na suspeitíssima eleição de 2014.

Ou o povo brasileiro cria coragem de parar esse país urgentemente, ou ninguém mais vai conseguir parar essa gente.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.