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A democracia deles está em risco. Querem dar o golpe do golpe em você.

A democracia deles está em risco. Querem dar o golpe do golpe em você.Em primeiro lugar, quem espalha isso, desesperadamente, é a esquerda. E o que pensa a esquerda sobre democracia?

“Venezuela é uma democracia tão democrática quanto a brasileira e a americana.” – Ciro Gomes na Jovem Pan.

“Venezuela: mais um exemplo de democracia e participação cidadã.” – Fernando Haddad no site do partido dos trabalhadores.

Esses são os dois candidatos com probabilidade de ficar com a vaga contra Jair Bolsonaro no segundo turno, se tiver segundo turno. E esses são os pensamentos de cada um deles sobre o que é democracia. Portanto, a única democracia que corre risco é a democracia deles, e não a nossa.

É vexaminosa essa campanha para levar o povo a pensar que estamos à beira de um golpe militar. Isso não é verdade.

Estávamos à beira de um derradeiro golpe socialista que fatalmente nos levaria ao estado de democracia que vive a Venezuela hoje. Alguém da esquerda nos explique o porquê de 2,3 milhões de pessoas terem fugido da “democracia” venezuelana em 2 anos?

E que não mintam dizendo que só os ricos fugiram, porque nossa fronteira com a Venezuela em Roraima mostra. Atualmente, só na capital Boa Vista já são mais de 25 mil venezuelanos, e o que se vê é miséria e não riqueza. Em abril, relatório da ONU apontava que já eram mais de 50 mil venezuelanos em terras brasileiras, fugindo da “democracia” venezuelana. E esse número significa só 2% dos total de pessoas que fugiram de lá.

A democracia que está em risco, portanto, é a democracia de Ciro Gomes e de Fernando Haddad. Ciro é um irresponsável com as palavras, fala qualquer merda que faça efeito. Mas Haddad teria que explicar a participação cidadã quando ela se dá através da fuga do país.

A imprensa propaga o medo de um golpe militar como se os tanques estivessem abastecidos no quartel esperando o General Villas Boas mandar tocarem as cornetas. Isso é ridículo, mas impacta. E impacta principalmente que cresceu ouvindo a recontagem da história que a esquerda fez nos últimos 33 anos. O maior radicalismo contra um hipotético e fantasioso golpe militar vem de jovens com menos de 25 anos, que não fazem ideia nem do que foi a seleção brasileira de 1982, quanto mais do que foi viver os 25 anos do regime militar no Brasil.

Mas esse não é um texto em defesa ou sobre o regime militar. O assunto aqui é a democracia que está em risco e a democracia que querem para você. E o que esses dois candidatos querem para o Brasil está expresso com todas as letras em seus programas de governo. Ciro que colocar juízes, ministério público e justiça “nas suas caixinhas.” Fernando Haddad, além de absurdos como esse, promete a regulação dos meios de comunicação, entre eles esse que permite que você esteja lendo esse texto. São conceitos do que eles entendem por democracia.

Até o presente momento o único golpe contra a democracia aconteceu no dia 6 de setembro passado, quando o candidato Jair Bolsonaro, democraticamente carregado nos braços da uma multidão que não ganhou pão com mortadela, foi esfaqueado por um declarado militante de esquerda, ex-filiado ao PSOL, que, definitivamente, não agiu por emoção ou por distúrbio mental, e, certamente, não fez isso sozinho.

Muitas são as teorias de conspiração surgidas nos últimos anos, refutadas por especialistas, imprensa, laudos, perícias. Mas o avião do candidato Eduardo Campos, àquela altura um oponente promissor contra Dilma e Aécio, caiu, como depois também caiu o avião onde estava o ministro do STF, que estava a dias de homologar a delação premiada da Odebrecht. Atos isolados. Assim como Adélio Bispo vem sendo considerado, além da insistência em afirmarem se tratar de um perturbado mental.

Não é a democracia que está em risco. Em risco estão os políticos envolvidos em escândalos de corrupção que querem desesperadamente interferir na Lava Jato. Em risco está Lula, de nunca mais sair da cadeia, pois outros processos estão em andamento e ainda esse ano deverá sair a sentença sobre o sítio de Atibaia, na qual, certamente será condenado.

Estão em risco também os senadores e deputados federais que enriqueceram roubando dinheiro do povo e não querem um governo que moralize a administração pública. Assim como correm risco também todos os cargos comissionados usados para aparelhar o estado nos últimos 15 anos, chegando mesmo até ao STF, onde muita gente também não quer que mude nada.

Os grandes riscos à democracia atendem pelos nomes de Ciro Gomes e Fernando Haddad, inimigos cordiais que dentro de 15 dias se tornarão, obrigatoriamente, amigos fraternos, se um dos dois conseguir passar par o segundo turno, caso tenha um.

Mas o maior risco de todos, mesmo, mesmo, mesmo, atende pelo nome de Luis Inácio Lula da Silva, e está encarcerado na sede da Polícia Federal em Curitiba, condenado em duas instâncias, perdedor de mais de 100 recursos nos tribunais superiores. Tanto Ciro Gomes quanto Fernando Haddad irão soltar Lula. Mais que isso, irão indultar Lula, o que significa a extinção da pena de seus crimes.

Lula sabe que se isso não acontecer, o risco de ser esquecido vai virar realidade, numa cela compartilhada no Complexo Médico Penal em Pinhais, junto de outros tantos parceiros de crimes e de criminosos comuns, assim como ele.

Para Ciro Gomes e Fernando Haddad, democracia significa “do Lula, pelo Lula, para o Lula”, algo um bocado diferente do significado de democracia criado na Grécia antiga.

Em uma última análise, cabe pensar ainda, que desde que a Lava Jato mostrou a que veio, quem mais tem colocado a democracia em risco é o STF nas figuras de ministros específicos. E eles não fazem isso com tanques de guerra ou canhões. Os maiores golpes à nossa democracia tem sido dados à caneta, pelas mãos de quem deveria, de ofício, defender nossa Constituição Federal ao invés de defender bandidos.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.