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Delação de Palocci deve terminar de derrubar o resto da republiqueta

Delação de Palocci deve terminar de derrubar o resto da republiquetaAs explicações do Ministério Público Federal para não fazer um acordo de delação premiada com Antônio Palocci nunca foram claras.  Não parece lógico ignorar uma delação desse calibre sob o pretexto de que ele não teria nada a acrescentar que já não fosse sabido. Não colou.

Se o MPF tivesse realmente tudo sobre tudo não haveria espaço para tanto esperneio, para tantos habeas corpus e para tantos notórios bandidos fora da cadeia, os que saíram dela e os que não entraram ainda.

Antônio Palocci não fez apenas uma delação premiada. Seus relatos são confissões de crimes e isso fica claro nos depoimentos que deu para o juiz Sérgio Moro, corroborando crimes, assumindo culpas e esclarecendo fatos, e fez isso sem nem ter em vista uma delação premiada. A partir daquele momento a expressão do rosto do ex grão petista assumiu ares de quem assumiu a derrota.

Mas Palocci não falou tudo. Aliás, não falou nem parte da parte.  Notícias falam em 50 anexos de delação (que não é pouco) só sobre os crimes que são investigados pela Lava Jato de Curitiba. Nada de judiciário, Lava Jato do Rio, Lava Jato de São Paulo, Lava Jato de Brasília. E, ao que tudo indica, só essa parte da parte já é suficiente para pôr abaixo as insistentes versões da horda petista que está envolvida até o pescoço nessa bandalheira.

Como o MPF não se interessou em esclarecer esses crimes? Foram feitos acordos de delação premiada com personagens infinitamente menos importantes que Antônio Palocci, e de cujo acordo pouco ou nada rendeu, tanto é que estamos vendo o STF promover verdadeiras desoperações Lava Jato, pondo na rua por insuficiência de provas, inconsistência de depoimentos, e até por falta de provas.

O STF cozinhou até onde pode o julgamento da permissão para que a Polícia Federal feche acordos de delação premiada, e bastou que aprovassem para que o Desembargador Gebram Neto pusesse seu jamegão e finalmente soltasse em definitivo a língua presa de Palocci.

Entretanto, o conteúdo mais interessante da delação premiada de Antônio Palocci não vem apenas da revelação de crimes financeiros. O ex-ministros revelou à PF como funcionava o esquema para manter a esquerda no poder, acordos com ex-presidentes FHC e Sarney, dinheiro roubado do INSS e uma versão fantasiosa de inviabilidade do sistema que escondia os bilhões roubados do povo brasileiro.

Palocci fala do projeto de poder para a América do Sul e como o dinheiro sustentou campanhas em outros países. Revela também como o BNDES era usado para desviar dinheiro e que a JBS era só uma, assim, menosprezando mesmo, laranja igual a muitas outras até maiores do que ela.

Agora leia esse trecho de artigo intitulado A delação de Palocci, publicado hoje na coluna de José Maurício Barcellos, no site Diário do Poder:

“Palocci contou, igualmente, que fraudar as urnas eletrônicas fazia parte do processo para implantação do socialismo no Brasil. O projeto acabou muito prejudicado pela reação das outras correntes ávidas por uma fatia do poder. Por conta destas ações os eleitos constavam de listas ajustadas com os outros partidos da base governista, em cada pleito, acrescentando que os políticos contemplados sabiam de antemão que teriam o dever de indicar funcionários comissionados federais, estaduais e municipais, também com o propósito de agir em prol da implantação do regime socialista.”

Seria impossível fraudar as urnas eletrônicas sem o conhecimento e a conivência do Tribunal Superior Eleitoral. O que Dias Tóffoli ficou fazendo trancado sozinho na sala de apuração nos 20 minutos finais da eleição de 2014? Por que Gilmar Mendes fez tudo o que pode para impedir o voto impresso? Por que o TSE não cassou a chapa Dilma/Temer dando à delação de Marcelo Odebrecht o status de “excesso de provas”.

Por que o Ministério Público Federal não se interessou por fazer uma delação com Antônio Palocci? Quem vai explicar isso? Rodrigo Janot? Raquel Dodge? Os procuradores que deviam ter se empolgado menos com a fama e se concentrado mais em formar acusações com mais consistência? Quem explica isso para o Brasil?

Antônio Palocci ofereceu provas à Polícia Federal. E precisa estar livre para obtê-las, assim como aconteceu com Marcelo Odebrecht. Delação premiada sem provas só serve aos acusados. Tem que haver consistência, materialidade. E, só para reforçar, ele não falou do judiciário e não falou das operações que correm fora de Curitiba, não apenas da Lava Jato.

Esperemos que a justiça e a PF protejam Antônio Palocci 24 horas por dia. O último que pretendeu abrir a boca assim foi encontrado com a “boca cheia de formigas” na estrada da Cachoeira, em Juquitiba, São Paulo, assassinado com 8 tiros, e era conhecido pelo nome Celso Daniel.

Ainda existem muitos escândalos a aparecer, mas é preciso que essa revelação sobre as urnas eletrônicas venha à tona antes das eleições. É imperativo que o sigilo da delação de Antônio Palocci seja retirado para que o povo brasileiro saiba de vez o verdadeiro propósito da esquerda para o Brasil. E a delação de Antônio Palocci esclarece com todas as letras em mais esse trecho da coluna de José Maurício Barcellos:

“O que de lá me chegou, com foros de veracidade, dá conta que essa roubalheira toda, nos últimos 30 anos e que precedeu os governos do PT, nunca visou somente ao enriquecimento pessoal de alguns políticos ou de grupos deles, mas efetivamente um projeto maior e muito mais ambicioso, que visa a implantar o regime socialista com um viés comunista no Brasil e na América Latina.”

Não é possível que haja dúvidas de que as representações das instituições democráticas estão podres.

Não é a democracia que está podre. É quem a representa. Esse apodrecimento foi um processo proposital, para desacreditar o sistema e assim facilitar a implantação de um regime socialista de viés comunista, que no fundo começou lá atrás, na Constituição Federal de 1988, e avançou com os Bolsas Tudo, que escravizaram a população pobre sem que ela saia do lugar.

Confirmada a delação de Antônio Palocci, só nos resta sair às ruas com picaretas nas mãos. Se a republiqueta não cair sozinha, ou não for derrubada por alguém que tenha algo mais poderoso que picaretas, teremos que derrubar nós mesmos.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.