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TV Gazeta – Debate de presidenciáveis. Ausentes Bolsonaro e o debate.

TV Gazeta - Debate de presidenciáveis. Ausentes Bolsonaro e o debate.Que a TV Gazeta se esforçou é inegável. Palco bonito, púlpitos modernos, bom som, boa imagem. Mas, além de Jair Bolsonaro, o que faltou foi o debate. Mais uma vez vimos uma troca de candidatos que falam o que querem em cima das perguntas que não querem responder.

Certamente a circunstância da ausência de Jair Bolsonaro colocou algumas rédeas no processo do debate, fazendo com que os oponentes concentrassem as baterias entre eles mesmos, sem ataques ao candidato esfaqueado, e terá sido essa a única diferença. Não fosse o ataque ao agressor, ao invés de poupado Bolsonaro teria servido de palanque para quem não tem nada a oferecer.

O debate da TV Gazeta evidenciou o vazio da política brasileira e a urgente necessidade de darmos outros rumos aos nossos destinos. O que se viu no debate da TV Gazeta foi a exibição do pior que existe em pensamento político, seja pela fragilidade dos candidatos, pela presunção que todos têm de serem os salvadores da pátria ou pela impossibilidade técnica e matemática de que alguns deles possam fazer alguma coisa do que prometem.

O critério para levar um candidato ao debate é mais um ingrediente para embaralhar as cabeças dos eleitores. O que fazem num debate figuras como Guilherme Boulos, Henrique Meirelles e Álvaro Dias? Eles não têm representatividade em pesquisas para tomar o tempo dos eleitores com discursos vagos e alucinados.

Que credibilidade tem um invasor de propriedades alheias que prega o estatismo e o fim do agronegócio? O quem tem a dizer um banqueiro que se dispões a pôr 70 milhões de reais do próprio bolso em nome do amor ao Brasil? O que acrescenta um senador que só agora no fim da carreira resolveu se indignar com os males com os quais compactou ou no mínimo fez vista grossa por mais de 30 anos? O que trouxe de novo em seu discurso a “sonhática” dos seringais? O que propôs de crível o chuchu paulista? O que agregou o gogó do “coroné” de Sobral além de repetir o mantra do “tiro seu nome do SPC”?

A ausência de Bolsonaro, e em especial o momento em que ela acontece, obrigou que os candidatos mostrassem ao povo brasileiro como são medíocres, e temos que agradecer a TV Gazeta por ter esse debate previsto para esse momento. Não tendo que atacar eles ficaram sem parâmetro, sem bússola, sem condições de, com suas próprias propostas, mostrarem alguma coisa que pudesse motivar alguém a acreditar que um deles é realmente capaz de mudar os rumos do Brasil.

Com 6 candidatos disputando uma única vaga no segundo turno das eleições, o Debate da TV Gazeta foi o ápice da mediocridade da política brasileira exibido ao vivo e a cores, em cadeia nacional. A outra vaga já pertencia a Jair Bolsonaro, e todos os candidatos sabem disso; e talvez seja esse o motivo de ele estar internado se recuperando de uma tentativa de assassinato, sabe-se lá arquitetada por quem.

Em função de sua recuperação, Jair Bolsonaro também não deverá estar nos próximos debates promovidos pelas emissoras de TV. Mas seus oponentes estarão, e já num momento menos delicado da saúde do capitão, e ainda mais desesperados para definir quem ficará com a outra vaga no segundo turno, partirão novamente para o ataque, porque todos eles precisam desesperadamente de Bolsonaro para suas candidaturas terem algum significado, ou pelo menos parecer que tem.

Quem perdeu o debate não perdeu nada. Nem o debate apareceu por lá.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.