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CINCO MINUTOS PARA FALAR DA CARREIRA DE LINDBERGH FARIAS

A VITÓRIA DE LULA EM 2002 PERMITIU QUE ELE ASPIRASSE POR UMA GRANDE CARREIRA POLÍTICA. E DEU NO QUE DEU.

Não é de hoje que o destempero de Lindbergh Farias causa tumulto e constrangimento ao senado. Até mesmo senadores enrolados em diversas operações da Polícia Federal se sentem constrangidos com o comportamento do ex-cara pintada.

O senador petista/bolivarianista trata o senado federal como se fosse o quintal da sua casa, e trata seus pares não petistas e não adeptos ao lulopetismo como se fossem idiotas e palhaços que estão ali apenas para fazer plateia para seus shows particulares.

Dois terços dos membros do Senado Federal são alvo de algum inquérito no STF ou já respondem como réus a algum processo. Basta ver o ex-presidente da casa Renan Calheiros com 13 processos investigativos. Fora ele, senadores de expressão nacional como Aécio Neves, Romero Jucá, Gleisi Hoffmann e o próprio Lindbergh. Todos por corrupção e recebimento de propina.

As cenas protagonizadas ontem por Lindbergh Farias no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do senado mostraram ao Brasil – e ao mundo – mais uma vez que não se trata de uma pessoa normal, ou que pelo menos não se apresenta em seu estado normal nessas ocasiões.

Por mais de uma vez insinuações sobre o comportamento de Lindbergh levantam suspeitas sobre a forma como age nesses momentos e sobre os motivos que o deixam agressivo, raivoso, beligerante e com as pupilas dilatadas. O senador Ronaldo Caiado, inclusive, já falou isso durante uma sessão plenária.

Lembremos que a carreira do senador Lindbergh começou no movimento dos cara-pintadas que pediu e apoiou o impeachment do então presidente Collor. De lá para cá Lindbergh passou pela prefeitura de Nova Iguaçu deixando um rastro de indícios de corrupção, tendo inclusive sendo condenado. Só que, afinal, estamos no Brasil e nada acontece.

Lindbergh Farias foi protagonista de cenas ridículas durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, sempre a reboque das senadoras Gleisi Hoffmann, Vanessa Grazziotin e Fátima Bezerra, tendo como companheiro de cena o não menos ridículo Roberto Requião. E assim será até o momento em que o terço de senadores não comprometidos com a justiça tome alguma providência. Ou as urnas em 2018.

É preciso pôr um fim nessa carreira. Nessa e nas outras carreiras que se assemelham em comportamento e comprometimento com corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, recebimento de propinas, roubo de estatais, lavagem de dinheiro…

Se nada fizerem e Lindbergh Farias for reeleito ou eleito para outro cargo nas próximas eleições, a coisa vai cheirar mal. Muito mal.

 

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.