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Cesare Battisti. O terrorista que virou pizza.

Cesare Battisti. O terrorista que virou pizza.

Cesare Battisti entrou no Brasil em 2002. Foi preso em 2007. Desde então os governos brasileiros zombaram dos governos italianos, sempre com a decisiva ajuda do poder judiciário.

O terrorista italiano, que a mídia insiste em tratar como ex-ativista, provavelmente já não está no Brasil. E já deve ter mais de um mês que o amigo e protegido do petismo e da bandidagem brasileira, deu no pé.
Teria sido, provavelmente, nas semana seguinte a eleição de Bolsonaro, que já tinha deixado claríssimo que ia mandá-lo de volta pra Itália.

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A verdade é que pouca diferença faz há quanto tempo Cesare Battisti fugiu. O que importa é que ele fugiu do Brasil. Para onde, ninguém sabe, ninguém viu.

Cesare Battisti foi condenado à revelia pelo assassinato de 4 pessoas. Fugiu da Itália quando a coisa ficou feia, foi para o México, para a França, e por fim veio parar no Brasil, entrando no paraíso da bandidagem com documentos falos.

Na Itália foi condenado à prisão perpétua com restrição à luz do sol – nem precisava tanto, bastaria a perpétua. Teve sua condenação ratificada por todas as instâncias da justiça italiana e até pela corte europeia de direitos humanos. Mas como seu advogado não é Cristiano Zanin, não recorreu à ONU.

Já depois de preso, no apagar das luzes do governo Lula, o próprio STF reconheceu que Battisti é um condenado pela justiça italiana e não um perseguido político. Mas deixou para Lula a decisão de extraditar ou transformar um terrorista em gente de bem. Convenhamos, Lula é bom em fazer terrorista parecer gente decente. 

Assim, por 12 anos, o Brasil sacaneou a Itália como pode, com Lula, Dilma e Temer. Nem mesmo o gesto de boa vontade da Itália, quando prendeu e extraditou Henrique Pizzolato, foi levado em conta, e no caso um cidadão italiano, já que Pizzolato tem cidadania italiana. Battisti tem um filho brasileiro, mas não é cidadão brasileiro, e um filho “encomendado”, sabendo que, nesse caso, a lei favorece quem tem um filho brasileiro. 

O STF ajudou a fazer tudo parecer dentro da lei, tudo normal, tudo constitucional, e fez o que pode para parecer que ajudava mas só ajudou o italiano ficar no Brasil. E se não o fez propriamente por Battisti, fez pelo “compromisso” que parte dos ministros dos tribunais superiores tem com os governantes que os indicaram.

É muito estranho que as decisões de Fux e Temer tenham acontecido só agora, aos 150 minutos do segundo tempo e que ninguém tenha a menor ideia do paradeiro de Battisti. Seria trágico se não fosse cômico, porque em Brasília ninguém mais se importa com o que é crível ou não para o povo brasileiro. Os políticos, o judiciários, eles apenas riem das nossas caras.

Em outubro de 2017 Cesare Battisti foi preso em Corumbá tentando entrar na Bolívia. Foi preso mas libertado pelo STF 2 dias depois. Usou tornozeleira eletrônica até abril de 2018, quando o STJ, por autoria do ministro Néfi Cordeiro – que não deve ser de Deus – mandou retirar a tornozeleira eletrônica e ainda liberou Battisti para andar pelo Brasil por onde bem entedesse. E daí em diante nem a Polícia Federal monitorou mais ele.

A fuga de Battisti não era uma hipótese remota, especialmente após a eleição de Bolsonaro, que já tinha avisado que ia mandar ele de volta para a Itália. Era uma fuga anunciada, e está mais do que claro que foi uma fuga facilitada.

Durante 12 anos o Brasil fez hora com a cara dos governos italianos. E nesse “gran finale”, o Supremo Tribunal Federal brasileiro e o presidente Michel Temer fizeram os italianos de palhaços. Impediram que Bolsonaro pudesse cumprir sua promessa de campanha e efetivamente extraditar Cesare Battisti. E jogaram na mídia um cenário de ficção, mandando prender e extraditar alguém que, sabidamente, não estava mais no Brasil para ser preso ou extraditado.

É até irônico, mas o que os italianos não sabem é que no Brasil até terrorismo acaba em pizza.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.