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Candidatos e anti-candidatos. Cuidado com cheque em branco.

Candidatos e anti-candidatos. Cuidado para não assinar cheque em branco.Qualquer semelhança entre o cardápio de candidatos à presidência do Brasil e o cardápio de maconha de um coffee shop de Amsterdã não é mera coincidência. Ambos são repletos de drogas, uns alucinam mais do que outros, alguns são fraquinhos e custam mais barato, e o processo de abastecimento é feito à base de ilegalidades. No caso da maconha, a diferença entre uma e outra é a concentração do princípio ativo. No caso da maioria políticos, falta inclusive algum tipo de princípio.

Uma das definições da palavra candidato no dicionário diz que são “o que solicita votos para ser eleito para um cargo“. Mas aqui na realidade, candidato, de verdade mesmo, é aquele que tem condições de disputar um pleito. O resto é feito de figurantes que desejam apenas atrapalhar “o que solicita votos para ser eleito para um cargo“.

Qual a chance de João Amoedo, Guilherme Boulos, Manoela D’Ávila, Marina Silva e Ciro Gomes serem eleitos presidentes? Na minha opinião, zero. Mas qual a chance de eles herdarem votos que seriam de Lula e, com isso, impedir que esses votos sejam direcionados a candidatos que realmente tem chance? Muitas. Portanto não são candidatos, porque eles só precisam tirar votos de outros candidatos que mereçam ser chamados assim.

Temos que tomar muito cuidado com as ilusões, inclusive com as ilusões de quem se ilude ao pensar que realmente tem chance de ser eleito.

Teremos cerca de 20 candidatos à presidência em outubro, mas quantos deles realmente tem chance? 4? 5?

Com Lula impedido de concorrer – e a lei tem que valer – o PT não consegue emplacar um nome para substituir o maledito. Continuam apostando em mantê-lo candidato até o limite e contam com que esse limite seja o suficiente para que o nome dele não possa mais ser trocado nas urnas, e, aí, quem sabe, se beneficiar com os votos dos asnos fiéis que escolheriam outro candidato sem a fotinho dele aparecendo antes do “confirma”.

Candidatos, mesmo, podemos falar de Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin, Álvaro Dias… e mesmo tendo dito acima 4 ou 5, não consigo pensar em alguém que reúna condições de estar nessa lista de possibilidades. Há quem queira colocar nela o nome de Henrique Meirelles, Joaquim Barbosa e Rodrigo Maia, mas, pessoalmente, não os vejo com condição de pleitear nada além de roubar votos de quem tem chance. E Collor só está no páreo para se contrapor a Bolsonaro e “usufruir” do fundo partidário – sabe-se lá como e com que propósito.

Outra questão de extrema importância é que ainda não existem alianças formalizadas, e mesmo os candidatos que tenham condições de disputar a presidência precisam mostrar com quem pretende se aliar ou de quem pretendem aceitar o apoio, pois isso dirá muito sobre como deverá ser um eventual governo de qualquer deles. Não existe almoço grátis e todos sabemos disso. Vejam vocês PT e MDB fazendo aliança, o golpeado agarrado no golpista a fim de sobreviver.

Nesse momento, sem saber quem serão os aliados de cada um deles, a decisão de apoio irrestrito a qualquer candidato é assinar cheque em branco sem saber que irá ao banco descontá-lo, pois seja quem for o presidente eleito, seu sucesso dependerá muito de quem vai representar seus pensamentos no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e nos governos estaduais.

A higienização da política brasileira não pode aceitar mais nenhum tipo de vírus ou bactéria que se espalhe depois de instalado.

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