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Brumadinho e Jean Wyllys. Chega de conviver com essa lama.

Brumadinho e Jean Wyllys. Chega de conviver com essa lama.

Não deve haver no mundo alguém que assista incólume as imagens da tragédia de Brumadinho. Desde a última sexta-feira, em todos os cantos do planeta, as pessoas assistem pasmas nossa incompetência em legislar, fiscalizar e punir responsáveis por esse tipo de tragédia – que não é a primeira e é a mais grave de todas.

Dado o nosso tamanho continental, além dos danos ecológicos, humanos, materiais, morais e financeiros, o resultado dessa tragédia causa ao país estragos institucionais também irreparáveis. Não dá para explicar ao mundo esse tipo de tragédia.

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Imaginem que se algo semelhante às tragédias de Mariana e Brumadinho acontecesse em qualquer país da Europa, cujas dimensões são, muitas vezes, menores do que as de Minas Gerais, a economia do país inteiro iria à falência. Seria um colapso sem precedentes, pois enquanto o Brasil tem centenas, talvez até milhares rios e afluentes, muitos países europeus tem um único rio, vital para sua economia.

A lama que escorre em Brumadinho tem DNA, e nele estão gravados os nomes de todos os políticos que administraram o Brasil nos últimos 34 anos, tenha sido por ação ou omissão. Mas, os genes dominantes atendem pelas siglas MDB, PSDB e PT. Essas 3 facções criminosas, juntas ou separadas, são as principais responsáveis pela lama que o mundo vê destruir vidas e sistemas ecológicos inteiros.

É importante que as pessoas pensem numa coisa. Quando Dilma Rousseff baixou o decreto que transforma crime ambiental e desastre natural, alegando que isso facilitava a retirada do FGTS pelas vítimas, em quem ela estava realmente pensando, no povo ou nas mineradoras? Se estava pensando no povo, porque não revogou o decreto após a finalidade cumprida?

Graças a Dilma Rousseff, o maior desastre ambiental do Brasil, a tragédia de Brumadinho é um mero desastre natural. E o congresso nada fez contra isso.

Querer ver a punição dos responsáveis é pouco. Temos é que querer não ver cenas assim nunca mais. Mas para que isso aconteça não basta tratar da lama despejada na natureza pela Vale. Temos que tratar da “lama” que escorre pelos vertedouros das câmaras de vereadores, assembleias legislativas e congresso nacional.

Há 34 anos, os políticos com vêm causando tragédias ecológicas, humanas, materiais, morais e financeiras, mas que não geram imagens espetaculosas com as tragédias de Mariana e Brumadinho, mas matam muito mais. Basta citar a impressionante cifra anual de 60 mil homicídios recorrente nos últimos 16 anos.

Mas o que tem Jean Wyllys a ver com Brumadinho?

Não importa a teoria de conspiração que explique a renúncia dele ao novo mandato – e são muitas, e são graves – Jean Wyllys foi escalado para continuar espalhando lama na imagem brasileira. Com a falsa retórica de que vive sob ameaça (quem no Brasil não vive), ele se retira da cena nacional para falar mal do Brasil no exterior.

Jean Wyllys é o rejeito da política brasileira. Não teria sido eleito caso não existisse o vergonhoso quociente eleitoral. Foi eleito com 17 mil votos na carona do não menos “lama” Marcelo Freixo.

O agora ex-deputado vai para o autoexílio se dizendo exilado político, como se tivesse sido expulso do país ou fugido dele por perseguição política. Usará sua condição homossexual para ser no exterior a vítima de perseguição política que Lula não conseguiu ser porque foi preso. E se uma das teorias de conspiração foram confirmadas, terá ido embora enquanto ainda tinha imunidade parlamentar, porque se ela teria o mesmo destino de Lula.

O problema de Jean Wyllys no Brasil não é e nunca foi sua opção sexual. E aqui vale um parêntese. O povo brasileiro nunca foi homofóbico até o PT chegar ao poder. E não estou dizendo que a homofobia não existia. Se não havia uma aceitação natural de relações homossexuais, não havia também nenhuma perseguição a gays. Quem se lembra de ter visto alguma vez alguém protestando contra Clodovil, Cazuza, Ney Matogrosso, Rogéria (quem nunca riu com Rogéria?), Renato Russo… todos gays, assumidos.

O problema de Jean Wyllys é, acima de tudo, falta de caráter, compromisso com uma ideologia que mata centenas de milhares de pessoas todos os anos, de fome, de falta de assistência médica, e vitimadas pela violência urbana, afinal o cidadão comum não tem direito a escolta policial e carro blindado pagos com dinheiro público.

Muita lama ainda há de passar debaixo da ponte, e até arrastando a ponte. O que temos que decidir é até quando vamos admitir conviver com ela e que preço estamos realmente dispostos a pagar para mudar os rumos do Brasil.

Se depender do PT e da esquerda, o Brasil será um eterno mar de lama.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.