0

O Brasil virou algo pior que uma republiqueta. Será que tem?

O Brasil virou algo pior que uma republiqueta. Será que tem?O substantivo feminino ‘republiqueta” é sempre utilizado quando se pretende diminuir a importância de uma república, como o Brasil nesse momento. Um dos mais conceituados dicionários, o Michaelis, define assim a palavra republiqueta:

1 – Pequena república; república insignificante.

2 – República em que as instituições jurídicas legais são constantemente ameaçadas, seja pela corrupção de seus representantes seja pela violação dos direitos dos cidadãos.

O Brasil se encaixa com perfeição nas duas definições. Se nunca antes na história desse país fomos protagonistas mundiais de algo além de futebol, vôlei e Fórmula 1, nunca antes também fomos tão insignificantes na geopolítica mundial. Durante os 13 anos petistas só andamos de mãos dadas com marginais da política mundial.

Quando o chanceler israelense se referiu ao Brasil como um “anão diplomático”, ele estava certíssimo. E só chamou de anão porque não teve coragem de chamar de republiqueta.

Nossas instituições nunca estiveram tão ameaçadas, e me refiro ao que elas representam dentro do que foi projetado na Constituição Federal e não às pessoas que hoje ocupam cargos nelas. O patrimônio moral do executivo, do legislativo e do judiciário foi completamente perdido. As pessoas não protestam mais, elas agridem, elas esbravejam, elas se indignam. Só não aprenderam ainda que tudo isso fora da internet faz muito mais efeito.

Ninguém mais duvida que haja corrupção nas altas cortes do nosso judiciário. E ainda que não haja (duvido) corrupção que envolva dinheiro, há uma muito pior, que é quando a moral e a ética foram corrompidas. O Supremo Tribunal Federal se utiliza da mesma técnica da esquerda brasileira, finge que fala em nome do pobre e da igualdade para proteger o rico e a desigualdade.

A corrupção se espalhou por todas as esferas da administração pública. Quem pesquisar verá que durante os governos do PT todos os ministérios e estatais tiveram casos de falcatruas ou corrupção revelados. Não escapou nenhum. E nem todos os ministérios e estatais eram geridos pelo PT, ou seja, diversos partidos participaram, pela frente ou por trás dos panos.

O combate à Lava Jato entrou numa reta decisiva. A Segunda Turma do STF resolver “cagar” na cabeça do resto dos ministros e tomar decisões que contrariam o entendimento que foi adotado no plenário da corte e que passou a ser adotado por todo o sistema judiciário.

Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Tóffoli estão fazendo o serviço sujo sem constrangimento. Na Segunda Turma essa maioria faz o que quer e ninguém desfaz. No plenário, com a providencial colaboração de Marco Aurélio Mello, tumultuam as sessões introduzindo assuntos que não dizem respeito à causa em questão, ironizam colegas, atacam juízes de primeira e segunda instância, agridem e acusam fatos graves envolvendo o Ministério Público Federal.

O que pretendem esses ministros? Aonde querem levar o Brasil essas pessoas? Buscariam provocar uma revolta popular? Não, eles não acreditam que sejamos cidadãos o suficiente para promover uma revolução civil, sabem e apostam que somos os bundões que realmente somos. Brasileiros não fazem revoluções.

Buscariam, então, esses ministros do STF provocar uma intervenção militar no Brasil? Claro que não, eles sabem que a categoria de bundão se alastrou por toda a sociedade, tanto que estão desfazendo um primoroso trabalho da justiça de primeiro grau, da polícia federal e do ministério público federal sem a preocupação de serem contestados.

Em nome de seus protegidos, e também em seus nomes, eles estão apavorados. O país da Lava Jato não é o Brasil que interessa aos que se assentam nas mais importantes cadeiras do país. Nesse Brasil não tem lugar para eles.

Continua cabendo a nós, “os bundões”, mudar o rumo dessa situação. Ninguém vai fazer nada. A esperança verde prefere ficar amarela de vergonha, tem medo de parecer vermelha ao manifestar a nossa raiva.

Em uma relação de 43 países, feita pela Austing Rating, que monitora os resultados dos países com as maiores economias do mundo (aqui), o Brasil ficou na posição 40. Os principais rankings que estamos nas primeiras posições são de pobreza, desigualdade, violência, acidentes de trânsito, dengue, Zica, e até o sarampo anda voltando.

Mas, o que importa é que o Brasil ganhou da Sérvia, ficou em primeiro no seu grupo e vai enfrentar o México na segunda-feira. Afinal, dane-se a pobreza, a desigualdade, a violência, os acidentes de trânsito, a Dengue, a Zica e até o sarampo. Somos o único pentacampeão mundial e mesmo que sejamos eliminados, ninguém nos alcança, porque a Alemanha, que poderia, foi embora mais cedo.

Os ministros do STF que fiquem atentos. Se o Brasil ganhar do México deve dar para soltar até o Lula. A republiqueta dos bundões estará preocupada com coisa mais importante. O Brasil virou uma ditadura das altas cortes do judiciário. E quem diria que isso tudo começou com um metalúrgico de esquerda.

Você pode gostar de ler também

O Caixa 2 na Constituição Federal e da Constituição Federal

 

 

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.