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Brasil! A que ponto nós chegamos! A que ponto poderemos chegar?

Brasil! A que ponto nós chegamos! A que ponto poderemos chegar?A 20 dias da eleição, ainda não sabemos o Brasil que queremos, e nem o que teremos.

Nos ameaçam com o perigo da esquerda, com o risco da direita, mas ninguém é capaz de apresentar um caminho ao centro que nos permita ver que há pelo menos um túnel para que possamos acreditar que tem um fim.

Dia após dia o Brasil é bombardeado com a revelação de mais um escândalo, e outro, e mais outro, e um novo, dois no dia seguinte, e assim vivemos há mais de 4 anos vermos cessar o descobrimento de novos crimes. E não são apenas esquemas antigos, mas crimes que vêm sendo praticados enquanto todas as operações da Polícia Federal e do Ministério Público estão acontecendo. Crimes novos. Atores novos.

Os corruptos continuam agindo como se nada de diferente estivesse ocorrendo no Brasil. E contam com as leis que eles mesmos colocaram na Constituição Federal e com os juízes que eles colocaram nos assentos que ocupam.

Todos os ex-presidentes da república, assim como o atual, tem denúncias de corrupção. Todos. Um perdeu o mandato, a outra perdeu o cargo, nenhum deles perdeu a vergonha, e a justiça superior perdeu sua já pouca credibilidade.

Estamos conseguindo descobrir que chegar ao fundo do poço não passa mesmo de uma expressão. O poço não tem fim.

Ter um mero bacharel em direito ocupando o cargo mais alto do poder judiciário do Brasil poderia até ser visto como mérito, não seria impossível existir alguém notável o suficiente para isso. Porém, a única coisa de notável que existe nisso é a desfaçatez com que Dias Tóffoli foi colocado no Supremo Tribunal Federal sem que ninguém, verdadeiramente, falasse algo contra.

Os mais importantes cargos do estado brasileiro vêm sendo ocupados por um bando de vagabundos e ladrões. São quadrilhas e mais quadrilhas roubando em todos os setores onde existe dinheiro do contribuinte. Centenas de milhares de pessoas tem suas vidas ceifadas pelos efeitos da corrupção. E eles continuam se revezando no poder.

Senadores investigados, deputados federais investigados, governadores investigados, deputados estaduais investigados, juízes delatados, investigados, suspeitos, candidatos delatados, investigados, suspeitos, presos. Um candidato vítima de tentativa homicídio no meio da multidão, em plena luz do dia, diante das câmeras.

Doenças erradicadas como paralisia infantil e sarampo voltam a afetar a população, dengue, Zica, chikungunya. Mais de 50% da população não tem esgoto canalizado. Roubam merenda, roubam vidas, roubam futuros. E são de todas as ideologias, de todos os partidos, de todos os estados, de todos os municípios.

Que Brasil nós queremos? Que Brasil cada um desses candidatos pode nos oferecer? Que Brasil estamos dispostos a aceitar? Qual é o Brasil possível que nos levará ao Brasil que queremos? A coisa é muito maior do que candidato A, B ou C, de esquerda, centro ou de direita.

Queremos eleger um presidente denunciado na justiça que terá que passar anos se explicando por tantas acusações?

Queremos eleger um presidente que tem na promessa de indulto a um condenado pela justiça sua maior promessa de campanha?

Queremos eleger uma sonhadora que acredita que fará do Brasil o mundo do Mágico de Oz?

Queremos eleger um presidente que é líder de um movimento que invade propriedades?

Queremos eleger um presidente que será teleguiado da cadeia por um condenado em segunda instância que chantageia o país?

Que Brasil nós teremos com essas opções? E elas estão espalhadas pelos candidatos ao senado, à Câmara dos Deputados, aos governos dos estados, às assembleias legislativas. São milhares de pilantras que não querem sair contra milhares de pilantras querendo entrar. E, em tese, somos nós quem fazemos as escolhas.

O principal ator da campanha presidencial foi tirado de cena. Queria tirar da campanha, mas faltou competência. Esperemos então que a Polícia Federal tenha a competência de chegar a todos os responsáveis por esse, sim, crime político que teve a declarada intenção de alterar o rumo das eleições de 2018.

O Brasil está contaminado por duas pragas fatais para que uma nação se desenvolva: dirigentes corruptos e povo leniente. Por isso não sabemos explicar como chegamos aqui, e, desunidos, não conseguimos ainda aonde é que isso tudo vai dar.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.