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Bolsonaro ou a venezuelização do Brasil. Esse é a verdadeira escolha.

Bolsonaro ou a venezuelização do Brasil. Esse é a verdadeira escolha.Todos os argumentos racionais e irracionais foram usados nessa eleição. Mais do que isso, a irracionalidade se traduziu em uma facada em Jair Bolsonaro. Só que, por sorte dele e azar de quem deu, a facada só foi fatal para os mentores da ideia. Ao invés de matarem a democracia deram a ela um elixir da juventude. Nunca antes na história desse país os brasileiros quiseram tanto uma mudança radical em seus destinos.

Portanto, não há mais muito espaço e tempo para argumentação e mudança de votos, não importa qual político ou famoso declare voto ou antipatia a um ou a outro. Os votos recebidos pelo candidato do PSL no 1° turno são votos cristalizados, que não encontraram nesses 21 dias motivos para mudar de posição. Pelo contrário. O comportamento e desespero dos adversários serviram para reforçar a certeza do que não queremos mais.

Não queremos mais o PT. Muitos, inclusive, optaram por Bolsonaro enxergando nele um preço a pagar para impedir que o PT pudesse voltar a presidência. E isso sim é racionalidade, não importa o que digam políticos e famosos que aceitam se ajustar à sujeira na vã tentativa de não ser varrido por quem está em busca da limpeza.

O que Fernando Haddad trouxe de novo ao debate? Escondeu o vermelho e a bandeira do PT? Tirou a imagem de Lula das propagandas eleitorais? Passou a não falar o nome de Lula nos comícios? Usou e abusou da velha e conhecida arma de subversão comunista do “acuse-os do que você é, acuse-os do que você faz”? Escondeu o apoio explícito do PT ao regime comunista do genocida Maduro?

Fernando Haddad não só mudou os sinais visuais e auditivos de sua campanha, mas também, como quem troca o pneu com o carro em movimento, foi mudando o programa registrado pelo PT quando Lula era candidato e retirando dele tudo o que era oposto ao programa de Bolsonaro, tentando discursar o mesmo discurso para roubar eleitores. Claro que não deu certo. Nem ele tem competência ou carisma para isso.

Fernando Haddad é Lula e vai morrer Lula. Lula está preso por corrupção passiva, lavagem de dinheiro. Haddad responde a 32 processos na justiça, entre eles alguns por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, muitos deles planejados pelo PT e por Lula. Eles são indissociáveis e só tem apoio de quem compactua intelectualmente, criminalmente ou moralmente das ideias deles. E esse caminho todos sabemos que termina na Venezuela de Maduro.

Na imaginação petista, projetada sobre o eleitorado, a vitória de Bolsonaro implicaria num 1° de janeiro de 2019 com tanques de guerra nas ruas, militares assumindo o poder, pessoas sendo arbitrariamente presas e torturadas, milícias espancando e matando gays e negros, a decretação do machismo e da definitiva submissão das mulheres. Isso é mais que fantasioso, é ridículo, apelativo, desesperado, ameaças que não encontram ressonância nem mesmo nos toscos discursos de Bolsonaro, nem nos apoios que ele recebe de gays, negros e mulheres, pois nem as forças armadas o apoiam declaradamente e já reiteraram centenas de vezes que seguem a constituição e não o presidente em exercício, mesmo que ele seja Jair Bolsonaro.

No dia 1° de janeiro, o PT não poderá falar de tanques de guerra nas ruas porque não estarão lá. Verão um militar reformado na presidência colocado lá pelo voto. Não poderão falar em prisões arbitrárias e torturas, não poderão defender gays, negros e mulheres que não estarão sofrendo nada de diferente do que já sofrem hoje em dia, e para as vidas dos quais em quase 14 anos de poder o PT não criou nada que pudesse mudar seus destinos.

Se houver violência no dia 1° de janeiro ela não partirá da direita, nem de militares. Partirá de quem perdeu e não aceitou perder.

Quando Lula tomou posse em 2003, quem não era petista, lulista ou esquerdista, gostando ou não, enfiou sua viola no saco e se resignou ao fato da maioria tê-lo escolhido para comandar o país. E assim ficou até que o mensalão surgiu e com ele os indícios de que a roubalheira estava correndo solta, o que ficou comprovado com a Lava Jato. É assim também que a esquerda deveria se comportar. Mas sabemos que não vai.

Penso que confirmada a eleição de Jair Bolsonaro o processo de revanche da esquerda começa imediatamente. Eles não aceitarão o resultado e já deram mostras disso desde o início da campanha, até mesmo na forma de uma tentativa de homicídio do candidato líder das pesquisas. Da eleição à posse entendo que poderemos viver dias muito estranhos e imprevisíveis.

Não custa lembrar que o MST conta com aquele tal “exército do Stédile” propagado por Lula. Boatos falam que seriam mais de 60 mil homens, armados. Falam também que se incorporariam a esse tal exército haitianos, africanos e até cubanos. Mas de fato, como número concreto, encontrei apenas uma informação em uma matéria da Folha de 2003 que falava que o MST tinha 1 MILHÃO E MEIO de integrantes. Ambos são números que amedrontam.

Todos sabemos que contra fatos não há argumentos, mas há respostas que não tem a civilidade dos argumentos, que se traduzem em violência desde que os black blocks invadiram os movimentos de junho de 2013 e espalharam terror para dissipar o justo protesto de quem estava insatisfeito com o governo e com os políticos. E a ação desses black blocks foi tão intensiva e incisiva que afastou as pessoas das ruas, tendo ainda como aliada uma tese que se propagou e que dizia que ir para as ruas era trazer Lula de volta.

Acontece que “Lula está preso, babaca!” – E foi Cid Gomes (irmão do derrotado Ciro Gomes que hoje declarou voto hipócrita em Haddad) em evento do PT que disse isso.

Porém, a melhor explicação para a derrota do PT veio também de outro petista estragador de festa, Mano Brown, que em um acesso de lucidez ou estupidez falou a frase que poderia ser colocada na lápide do PT: ““Se em algum momento a comunicação do pessoal aqui falhou [do PT], vai pagar o preço porque a comunicação é a alma. Se não está conseguindo falar a língua do povo, vai perder mesmo”.

Quando o PT perde, a democracia ganha, e nossa escolha é entre a democracia e o aprofundamento do socialismo bolivariano que mata venezuelanos pela opressão ou pela fome, representado nesse momento por Fernando Haddad.

Amanhã, 28 de outubro de 2018, não estaremos escolhendo um presidente e sim um regime de governo. Ou a democracia através de Jair Bolsonaro ou a ditadura socialista bolivariana através de Fernando Haddad.

Quem é capaz de esconder a bandeia e a cor do seu partido, fingir que não recebe ordens da cadeia, mudar os fundamentos do programa de governo do seu partido desdizendo bandeiras fundamentais, como a convocação de uma nova constituinte, a redução dos poderes do STF, do MPF, da Polícia Federal, o controle mídia e da internet, a legalização do aborto, a descriminalização das drogas, é capaz de qualquer coisa se chegar ao poder, pois se há uma coisa com a qual o PT jamais teve compromisso foi com a verdade.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.