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Bolsonaro e Moro versus o antigoverno do PT. Assim será 2019.

Bolsonaro e Moro versus o antigoverno do PT. Assim será 2019. Foi assim contra Sarney, Collor e Fernando Henrique. Porque seria diferente com Bolsonaro?

Antes da prática de corrupção se tornar sua maior especialidade, o PT era especialista em antigoverno. Da redemocratização em 1985 até o dia da posse de Lula, tudo que o PT fez foi para tumultuar o ambiente político: criar instabilidades, provocar greves, protestos, criar celeumas no Congresso Nacional, votar contra tudo que não viesse da esquerda, apresentar seguidos pedidos de impeachment, se recusar a assinar a constituição, votar contra o plano real, destruir reputações.

“Si hay gobierno, soy contra!” Essa frase, atribuída a Che Guevara, na verdade não pertence a ele. “Na verdade, a origem da máxima estará na historieta anedótica do anarquista vítima de naufrágio que, ao chegar à praia de um país desconhecido, logo proclama perante os seus acolhedores habitantes: “Obrigado por me salvarem! Mas se há Governo, sou contra!” Mas ela é pouco para o PT. A frase que melhor define o partido seria “si hay gobierno que no sea mío, soy contra” (se há governo que não seja meu, sou contra).

O PT já se preparava para ser antigoverno Bolsonaro. Não engoliria uma derrota para ninguém, muito menos para Bolsonaro. Mas ele ganhou. E o cenário, que já era ruim, com Sérgio Moro no Ministério da Justiça ficou muito pior. O maior combatente que a corrupção já teve em toda a história do Brasil, profundo conhecedor de todos os meandros desse câncer na política brasileira, e algoz de Lula, vai comandar a justiça.

Assim, já não bastará mais ao PT ser apenas antigoverno. O partido terá que se assumir também antijustiça, o que Gleisi Hoffmann já começou a fazer. Segundo o site O Antagonista, “Gleisi Hoffmann apresentou um projeto para sustar o decreto de Michel Temer que cria uma força-tarefa de enfrentamento ao crime organizado.” É isso mesmo, um projeto que combate o enfrentamento ao crime organizado.

Mas não ficou nisso. Antes mesmo disso, após a reunião da executiva nacional do PT, Gleisi Hoffmann informou que “o partido sugere proteção física e retaguarda jurídica” para os grupos MST e MTST, em contraponto ao projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados para qualificar como terrorismo as ações desses grupos ao invadir propriedades privadas.

Sem a maioria que durante os governos petistas, alimentada por mensalões e petrolões, permitia que o partido aprovasse ou barrasse o que quisesse, o PT não vai poder contar apenas com os gritos de Maria Rosário, as caras e bocas de Gleisi ou a verborragia cínica de “Paulos Pimentas” e “Josés Guimarães”. Sabem que o antipetismo também frequenta as bancadas do congresso nacional.

Penso que 2019 veremos um embate entre corruptos e anticorruptos como nunca se viu antes na história desse país. Mas penso também que no final dele os mocinhos prevalecerão sobre os bandidos, e poderemos, então, em 2020 ter um clima político que possibilite ao Brasil traçar com mais assertividade o rumo do seu futuro.

Entretanto, enquanto a posse não vem, o PT e a esquerda farão de tudo para melar o jogo como for para tentar impedir até que Jair Bolsonaro tome posse em 1° de janeiro de 2019. Não à toa, hoje mesmo, o general Sérgio Etchegoyen disse para o Estadão: “O GSI não comenta detalhes de sua responsabilidade com a segurança presidencial, mas confirma que existem ameaças contra Jair Bolsonaro que efetivamente preocupam”.

É preciso que venham à luz, urgentemente, o resultado das investigações sobre a tentativa de assassinato de Bolsonaro por Adélio Bispo de Oliveira, assim como o teor das delações premiadas de Antônio Palocci e Marcos Valério. O povo brasileiro precisa conhecer essas verdades, que além de elucidar o sistema de corrupção criado pelo PT em seus governos, vai retirar da boca de muita gente os discursos hipócritas que insistem em sustentar.

O PT voltará a ser o que sempre foi, um partido antidemocracia, sem a menor vocação para conviver com a alternância de poder. Ser antigoverno passa a não ser apenas estratégia, mas também sua única saída, enquanto os 30 de seus 62 eleitos são apenas investigados ou réus, pois do jeito que esperamos que a justiça funcione, corre o risco de boa parte desses investigados ou réus adquirirem o status de presos.

De verdade mesmo, o PT será o que sempre foi, um partido interessado apenas em si mesmo, em suas ideologias, em sua manutenção no poder a qualquer preço, lícito ou ilícito (com preferência para a segunda hipótese), e antiBrasil, porque só participa e endossa aquilo que vem dos seus ou que condiz com seus interesses.

E depois não entendem de onde veio o antipetismo.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.