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Adélio Bispo. As duas farsas de um criminoso e da justiça.

Adélio Bispo. As duas farsas de um criminoso e da justiça.

Hoje saiu o laudo dos psicólogos e psiquiatras definindo que Adélio Bispo é doente mental e sofre de Transtorno Delirante Permanente-Paranoia. Isso porque, entre outras coisas, ele insiste em dizer que não cumpriu sua missão e que vai matar Jair Bolsonaro quando (?) sair da cadeia. O laudo foi assinado por peritos (Quem são eles? Gostaria de saber seus nomes) indicados pela justiça federal. Como se pudéssemos confiar na justiça federal.

Essa tese poderia ser aceita se Adélio Bispo não tivesse tantas outras provas e evidências de ligações com o PSOL, com a esquerda. Mas não é o caso. Podem dar o laudo que quiserem, dado seja lá por quem for, porque o problema não estará no laudo, mas na farsa que responde pelo nome de Adélio Bispo.

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Os caros advogados que imediatamente acorreram para defender Adélio Bispo não foram defender uma pessoa que tem transtorno mental, mas um assassino. E não foram contratados às pressas pela família ou por amigos, mas por gente que estava mais preocupada em se proteger do que ele poderia falar do que com os possíveis problemas mentais que ele teria.

Adélio Bispo de Oliveira definitivamente não estava sozinho! (vídeo)

A verdade uma hora virá à tona, e todos saberemos que Adélio Bispo pode até ser doido – afinal quem tenta matar um candidato à presidência com a popularidade de Jair Bolsonaro, no meio da multidão, tem que ser doido e suicida. Mas a doideira dele não foi motivada por transtornos mentais e sim por pagamento de um serviço, do qual esperavam que ele não saísse vivo.

Adélio Bispo foi rapidamente tirado de Juiz de Fora pela justiça e isolado num presídio federal com a desculpa de proteger sua integridade. Só que foi tirado de circulação para que ninguém mais tivesse acesso a ele e assim pudessem orientá-lo para que pudessem constatar sua loucura. Adélio foi treinado para ser ou parecer louco, mesmo que o leitor possa achar que o louco aqui sou eu.

Se prestarem atenção, os advogados de Adélio Bispo disseram inicialmente que estavam cuidando de Adélio de graça, e que aceitaram o caso como estratégia de marketing.

Para quem não conhece, indico o filme As duas faces de um crime, protagonizado por Richard Gere e Edward Norton. Diz a sinopse do filme:

” Em Chicago, um arcebispo (Stanley Anderson) assassinado com 78 facadas. O crime choca a opinião pública e tudo indica que o assassino um jovem de 19 anos (Edward Norton), que foi preso com as roupas cobertas de sangue da vítima. No entanto, um ex-promotor (Richard Gere) que se tornou um advogado bem-sucedido se propõe a defendê-lo, sem cobrar honorários, tendo um motivo para isto: adora ser coberto pela mídia, além de ter uma incrível necessidade de vencer.”

Se prestarem atenção, os advogados de Adélio Bispo disseram inicialmente que estavam cuidando de Adélio de graça, e que aceitaram o caso como estratégia de marketing.

A história do jovem Aaron (o assassino da história) apresenta um jovem de 19 anos que tem transtorno mental e que teria praticado o crime por ter sido abusado pelo arcebispo que era pedófilo (a resenha completa do filme você pode ler inteira clicando aqui). A seguir vou replicar apenas alguns trechos e volto ao assunto.

” Alegando que foi abandonado pelo seu pai, ter lapsos de memória e ser vítima de maus tratos, Aaron, desperta Roy, seu alter-ego, oposto a sua personalidade. Enquanto Aaron é tímido e inseguro, Roy tem voz firme, olhar ameaçador e postura corporal intimidadora. Após a descoberta do distúrbio pedofílico de Rushman, Vail fica receoso em divulgar a notícia e ter a reprovação do júri, envia o material à promotora para que a mesma tenha aborde o fato no tribunal, algo que facilitaria com que Vail convencesse o júri. A seu favor, Vail descobre que seu cliente é portador deTranstorno dissociativo de identidade, um distúrbio que faz com que o portador aflore múltiplas identidades (geralmente duas). Com essa prerrogativa, Vail pode requerer a internação de seu cliente perante os jurados, uma vez que o mesmo possui doença que tolhe o discernimento.”

” A estratégia dá certo e Aaron é livrado do corredor da morte. Porem ao visita-lo na prisão afim de dar a notícia, Vail tem uma surpresa desagradável. Aaron na verdade o manipulou o tempo inteiro e sua personalidade verdadeira era a que o mesmo chamava de Roy. Percebe-se pela atuação do Richard Gere que Vail fica sem chão com a descoberta e sente-se traído e assim termina a estória.”

Pois então. Será que só a mim parece que a história de Adélio Bispo se parece com a estória do personagem Aaron? Será que sou eu um alucinado inventando teorias da conspiração?

Adélio Bispo de Oliveira é um criminoso frio, que calculou meticulosamente cada passo até chegar à fracassada tentativa de assassinar Bolsonaro. E não planejou sozinho, não recebeu depósitos em suas contas de si mesmo, não tinha aquele arsenal de celulares e notebook comprados com dinheiro próprio, não viajava com dinheiro próprio e nem frequentou o Congresso Nacional e gabinetes de esquerda porque tinha Transtorno Delirante Permanente-Paranoia.

A tentativa de enquadrar Adélio Bispo como doente mental não é original e nem explica o trancamento das investigações a respeito do caso.

Era para Adélio Bispo deveria ter morrido e não morreu. E também não morreu na cadeia porque se morresse as teorias de conspiração deixariam de ser meras teorias.

Se inicialmente pensou-se na esquerda, PSOL, Jean Wyllys, PT e outros personagens secundários como possíveis mandantes, a conclusão que temos que chegar agora é que muita gente muito mais graúda está por trás da tentativa de assassinato de Jair Bolsonaro, e tenho até medo de dar chutes a esmo. Mas é gente de primeira grandeza, de primeiro escalão, e não se resume à esquerda. Pode ser até que vista roupa preta.

A classificação de Adélio Bispo como doente mental, atestada por uma justiça corrupta, talvez hoje, após a Lava Jato, o poder mais corrupto no Brasil, é uma tentativa de liquidar o assunto, acabar com as investigações e dar uma satisfação à sociedade, em especial aos 52 milhões de brasileiros que votaram em Jair Bolsonaro.

Adélio Bispo é uma das maiores farsas da história recente do Brasil, e o desfecho que estão tentando dar ao caso é uma farsa ainda maior.

Insisto para que as pessoas assistam o filme As duas faces de um crime e cheguem às suas próprias conclusões sobre a similaridade entre Adélio Bispo e o personagem Aaron Stampler, brilhantemente interpretado por Edward Norton. Insisto porque tal qual Adélio, Aaron foi extremante brilhante ao convencer o júri de que era doente mental. E tiveram 6 meses para preparar Adélio para convencer psicólogos e psiquiatras a assinarem um laudo conferindo-lhe o status de inimputável.

A investigação da tentativa de assassinato de Jair Bolsonaro não pode terminar assim, da mesma maneira que Adélio Bispo não pode terminar essa história num manicômio judiciário. É preciso inclusive que o Desembargador Néviton Guedes explique porque mandou suspender as investigações. Que poder é esse que a OAB tem que interfere na investigação de um crime enquadrado na Lei de Segurança Nacional?

O povo brasileiro tem que pressionar a justiça para continuar a investigação e manter a quebra de sigilo bancário e telemático dos advogados que tão rapidamente abraçaram sua causa, contratados por “um pagador caridoso”.

Se há mesmo gente muito graúda nessa história nós precisamos saber, e essas pessoas precisam ser punidas, pois são as mesmas que vêm tornando o Brasil o paraíso da impunidade.

Mais do que revelar as duas faces de um criminoso, já passou da hora de revelar as duas faces da justiça brasileira, e daqueles que são responsáveis por fazer que ela seja feita.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.