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A Lava Jato acabou. Michel Temer deu o golpe de misericórdia.

A Lava Jato acabou. Michel Temer deu o golpe de misericóridia.

Agora só uma intervenção divina salva a Lava Jato. Quem espera por uma intervenção militar para terceirizar a resolução dos problemas civis da nação devia começar a pensar num plano B, porque, apesar dos discursos, a hipótese continua sendo ínfima.

Os apelos do juiz Sérgio Moro e dos procuradores de Curitiba não era mera encenação, nem mesmo campanha antecipada pensando nas eleições de 2018, porque nenhum deles deverá ser candidato. Eles falavam muito seriamente sobre a necessidade da manifestação do povo nas ruas, convocando os cidadãos para dar seu aval fazendo ao único barulho que político tem medo.

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A população se deu por satisfeita com a queda de Dilma Rousseff, como se ela fosse o único grande mal que havia nesse país.

O ministro Torquato Jardim, com ajuda, apoio e incentivo do ministro Gilmar Mendes, entrou com a missão de enterrar a Lava Jato por todos os meios possíveis e “legais”. E ele fez. Logo no início do ano Temer já havia cortado os recursos da Polícia Federal em 40%, afetando diretamente a Lava Jato, com a redução de pessoal da força tarefa em Curitiba e paralisação de investigações, muitas sequer foram iniciadas.

Enquanto isso, na Segunda Turma do STF, Gilmar Mendes, Dias Tóffoli e Ricardo Lewandowski foram sabotando as decisões dos juízes de instâncias inferiores, soltando deliberadamente políticos presos preventivamente, e até condenados como José Dirceu.

Meses depois veio a troca de comando da PGR, tendo sido escolhida Raquel Dodge por indicação e aval de Torquato Jardim e Gilmar Mendes. Um bom exemplo do que ela foi fazer no comando do Ministério Público Federal foi a recusa da delação premiada de Antônio Palocci, que agora tenta um acordo com a equipe do MPF de Curitiba.

E para colocar a cereja em cima do bolo, a troca do comando da Polícia Federal, com Fernando Segovia no lugar de Leandro Daiello. E em menos de 24 horas ele já disse a que veio. Está trocando o comando da PF em Curitiba, e o indicado deverá ser o delegado José Alberto Iegas, exatamente o mesmo que armou a escuta clandestina na cela de Alberto Youssef logo no começo da Lava Jato.

O STJ arquivou mais da metade das denúncias do MPF contra governadores de estado. A Câmara arquivou duas denúncias contra Michel Temer. O senado devolveu o mandato ao senador Aécio Neves, suspenso do cargo pelo STF.

Sérgio Moro avisou. Os procuradores de Curitiba avisaram.

As ações e reações de Michel Temer demonstraram. Juízes do STF, TSE e STJ arbitraram. Senadores votaram a Lei de Abuso de Autoridade debaixo de nossos narizes. A Câmara dos Deputados aprovou o escandaloso fundo bilionário para financiar a política. E o projeto que estingue o foro privilegiado parou na câmara e no STF.

E nós não fizemos nada. E não faremos. E daqui há um ano estaremos votando nas mesmas urnas eletrônicas viciadas e sem o comprovante impresso como manda a lei aprovada e sancionada pelo presidente da república.

Antônio Palocci pode ser solto daqui há uma semana, Eduardo Cunha poderá ser solto no dia 28/11, e que ninguém se espante se a ministra Carmem Lúcia pautar – no apagar das luzes de dezembro – o tema da prisão após condenação em Segunda Instância.

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HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.