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2018. UMA CHANCE HISTÓRIA PRA MUDAR A CARA DO SENADO.

Desde que foi criada pelo regime militar, a vaga para um terceiro senador de cada estado – naquela época biônico, indicado pelos militares – foi mantida pela Constituição de 1988. Não fosse isso, teríamos apenas 54 senadores.

Outra anomalia, ou não, ligada a esse fato é que a cada 4 anos o senado é renovado parcialmente. Em 2014 foram 27 senadores eleitos, um por cada estado, e agora em 2018 serão novamente os 54 senadores que representariam o número original antes da mão dos milicos.

No meio dessa panaceia que vive o Brasil de 2017, poder trocar 54 senadores chega a ser inspirador, tantos são os delatados, investigados, denunciados, afastados e apavorados. Mas pode ser ainda melhor.

Das 54 vagas que serão renovadas, 16 pertencem ao PMDB, 7 ao PT, 7 ao PSDB e 6 ao PP. Exatamente os partidos mais implicados em todo o esquema de corrupção. 66,66% das vagas.

Dos 27 senadores que permanecerão na casa até 2023, o PMDB manterá 6, o PT 2, o PSBD 3 e o PP apenas 1.

Seria desonesto afirmar que todos os senadores desses partidos têm envolvimento com corrupção. Mais é honesto dizer que tem um bocado de desonestos nesses números, tanto nos que vão disputar novas eleições, quanto nos que ficam. E nomes importantes.

Partidos como PSDB, PT, PP, PR, REDE e outros, podem quase que desaparecer caso não façam um número mínimo de senadores. E quem não fizer ficará com uma bancada inexpressiva.

O norte e o nordeste continuam sendo as bancadas mais expressivas do PMDB, respondendo juntos por 10 das 16 vagas que o partido ocupa hoje, ao contrário do PSDB que tem uma bancada com maioria concentrada no Sudeste e no sul. E é essa a estratégia que tem que ser pensada.

O maior perdedor deverá ser mesmo o PT. Da atual bancada de 7 senadores constam nomes que já cogitam disputar uma vaga para deputado federal porque sabem que não tem mais chance no senado. E talvez nem na câmara se a rejeição for maior que a intenção de voto.

Por fim, se o país conseguir chegar inteiro até lá, mais do que a cara do senado, podemos começar a pensar na cara que o Brasil precisa ter.

Eleições da câmara fica para outro artigo.

 

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