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PREPARADO PARA NOVOS IMPOSTOS? O GOVERNO TEM FOME.

VEM AÍ O PROGRAMA DE REDUÇÃO DE RENDA DE MICHEL TEMER

As reformas não foram suficientes. Mesmo que aprovadas, quase todas chegaram para a sanção presidencial mutiladas em coisas que não poderiam, ou acrescidas de coisas que não deveriam. Porém, mais que o corporativismo e o cinismo por trás de qualquer mudança, tem o realismo do presidente Michel Temer. Ou concorda, ou perde o resto do prestígio que o microscópio ainda lhe permite enxergar.

A ideia básica era que ao aprovar e sancionar essas reformas – diga-se de passagem importantes para o país – o presidente pudesse gozar de algum fôlego e prestígio, pelo menos de seus aliados. Mas não foi o que aconteceu.

A Câmara dos Deputados está com a faca no pescoço de Michel Temer, o senado golpeia-lhe o fígado sempre que pode, a PGR enche sua cara de tapas em público e o STF, manipulado por uns ou mais, tenta limpar-lhe o traseiro a cada vez que a titica apodrece os ares do Brasil. E sobrevive a ameaça de conspiração e traição para apeá-lo do cargo.

O aumento dos combustíveis já é, por si só, equivalente a um aumento de impostos. Quase tudo que se consome no Brasil é transportado por via rodoviária, de modo que o preço do combustível impacta no preço de tudo, até mesmo no custo de produção e distribuição dele próprio.

No país do desemprego, cujas reformas deveriam servir para resgatá-lo, o que se vê é a retroalimentação da desesperança, do descrédito dos cidadãos e dos empresários. O momento não permite, nem garante, certezas que durem 24 horas, o que dirá uma política de longo prazo para reencaminhar o país pelos trilhos do desenvolvimento.

O que falta ao povo brasileiro e ao investidor estrangeiro é confiança no governo Michel Temer, e na pessoa de Michel Temer. E a única reforma capaz de resolver isso é uma carta de renúncia, acompanhada de um discurso patriótico de abnegação, abrindo espaço para que o Brasil comece a resolver seus problemas como deve ser resolvido.

Não há que se culpar a esquerda ou Joesley Batista pelos acontecimentos. Quem recebeu Joesley Batista no subterrâneo as 10 horas da noite foi Michel Temer. A conversa foi apenas entre Joesley Batista e Michel Temer. Se foi armado ou não armado, o diálogo está lá gravado, é uma prova de prática de crime, e tem que manter isso, viu?

O que não dá mais é para a população brasileira pagar pelos desvios de caráter e de dinheiro público dos políticos de plantão.

O PT quebrou o país com a falsa justificativa de redistribuição de renda. Michel Temer está criando o programa de redução de renda. E há quem defenda isso até 31 de dezembro de 2018.