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ENTENDA A REALIDADE FINANCEIRA DOS ESTADOS ATRAVÉS DE SEUS SENADORES

 

“OS JAGUNÇOS LUTARAM, ATÉ O FINAL, DEFENDENDO CANUDOS, NAQUELA GUERRA FATAL”

Desde que me conheço por gente, ouço e leio sobre a penúria dos estados do Nordeste. Não saberia nem dizer de quantos planos, instituições, bancos, verbas, projetos e incentivos ao nordeste já ouvi falar nos meus 53 anos.

O título do post é pretensioso, porque não é apenas isso que explica os péssimos resultados financeiros de alguns estados. Além de senadores, temos ainda deputados federais, governadores e deputados estaduais. Mas espero pelo menos que contribua para entender melhor os personagens que compõe essa fábula da seca sem fim.

Informações podem até ser maquiadas, mas matemática não há como maquiar. Dois mais dois tem que dar quatro seja qual for a veracidade das informações.

Venho propagando, aqui pelo site e pelas redes sociais, a importância da urgente revisão do pacto federativo. Pouca gente ainda se importa com isso com profundidade, inclusive e especialmente o congresso, onde as coisas são estudadas por dezenas de comissões, subcomissões e equipes temáticas que não tem o menor interesse e compromisso em concluir nada.

Para ilustrar meu pensamento, fui buscar algumas informações e encontrei dois sites que me ajudaram com números preciosos.

No site  https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/09/20/A-carga-tribut%C3%A1ria-brasileira-em-4-gr%C3%A1ficos, uma das maiores preciosidades:

Dados de 2015 indicavam que a União concentra 68,26% dos tributos, enquanto aos estados cabiam 25,37% e aos municípios 6,73%, o que não deve ter mudado nos últimos dois anos.

Durante vinte anos, meu trabalho só não me levou a conhecer o Norte do Brasil. Do Nordeste ao Sul posso dizer que conheço capitais e principais cidades, além de poder ter apreciado muitas outras nos deslocamentos. Vi a riqueza e a miséria de um país que tem tudo para ser apenas rico.

É inimaginável que 14 estados, todos do Norte/Nordeste, não consigam arrecadar juntos mais do que 17,75% do que São Paulo arrecada sozinho. Ou contribuir para a União com mais do que 7,87% da arrecadação total.

Enquanto isso, 12 estados contribuem com 82,75% do que se arrecada de impostos no Brasil.

Para piorar ainda mais essa disparidade absurda, gerada pelo atual pacto federativo, os 14 estados do Norte/Nordeste que menos contribuem com a arrecadação de tributos do país são os estados que tem conta superavitária, porque eles recebem de volta da União mais do que contribuem.

Na outra ponta da tabela, os estados que mais contribuem são todos deficitários, porque recebem muito menos do que pagam.

Para ficar num único exemplo, São Paulo recebe apenas 7,99% do total que arrecada.

Nos quadros abaixo ilustro isso em números, e aproveito para entrar na questão dos senadores, sem que precise tecer comentários para isso, pois basta que as pessoas vejam quem são e façam a ligação de seus nomes com os diversos escândalos do país. Como eu disse, matemática não mente.

Deixo os dois quadros para as conclusões pessoais de cada um.

Os dados foram obtidos no site

http://rothbardbrasil.com/o-seu-estado-e-um-pagador-ou-um-recebedor-de-impostos-federais-dados-atuais/ não contemplam o Distrito Federal, e são de 2015.

Boa leitura e análise. E pegue um lenço.

 

 

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.