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COM A REFORMA TRABALHISTA O IMPOSTO SINDICAL CAI OU NÃO CAI?

SOMENTE 19,5% DOS TRABALHADORES BRASILEIROS SÃO LIGADOS A AGLUM SINDICATO. OS OUTROS 80,5% SUSTENTAM ESSA FARRA COMPULSORIAMENTE

Michel Temer é um de palavra, mesmo que a palavra dita hoje seja diferente da que foi dia ontem.

Com o fim do imposto sindical obrigatório proposto na reforma trabalhista, Michel Temer apalavrou-se com os líderes sindicais e pretende facilitar a vida dos sindicalistas via Medida Provisória. Se a reforma for aprovada como está pelo congresso, a MP de Temer vai criar a Contribuição Negocial, um substituto que é um tapa na cara dos trabalhadores.

A Contribuição Negocial pretende fazer com que os trabalhadores paguem uma taxa maior do que se paga hoje (1 dia de salário por ano), sendo que a mesma aprovada em assembleia na qual bastarão 10% dos empregados. Mesmo com esse quórum pífio, os trabalhadores – sindicalizados e não sindicalizados – terão que pagar o novo valor.

As centrais, confederações e demais organizações criminosas ligadas ao sindicalismo estão brigando por uma taxa que pode chegar a até 13% do salário anual dos trabalhadores. Isso não é apenas uma sacanagem, como é também um salto arrecadatório. Em 2016 a arrecadação sindical foi de 3,53 BILHÃO de reais, e com a nova taxa esperam que esse valor possa subir para até 10,2 BILHÃO de reais.

O que não dá para entender nessa situação toda é como ainda tem trabalhador que além do imposto sindical obrigatório ainda paga, voluntariamente, contribuição assistencial e pagamentos federativos, dando, espontaneamente, em troca da ilusão de ser representado, até 20% de um salário.

SERÁ QUE TRABALHADORES QUE SE RECUSAREM A PAGAR ESSA NOVA CONTRIBUIÇÃO CONSEGUIRÃO EMPREGO OU SE MANTER NO EMPREGO? A ADESÃO A ESSE NOVO IMPOSTO NÃO É UM NOVO CRITÉRIO DE SELEÇÃO PARA ARRUMAR EMPREGO?

O Congresso Nacional já está em franco movimento na busca de aprovar a reforma trabalhista contando com a palavra de Michel Temer de que editará a Medida Provisória que regulamentará a cobrança. No fim das contas, o que era ruim e a reforma trabalhista pretendia corrigir pode se tornar ainda pior se Michel Temer realmente editar a prometida MP.

Desde seu início, a reforma trabalhista já sofreu diversos cortes e desvios da ideia original. Mesmo que seja aprovada ela não resolverá os gargalos que levam 3 milhões de pessoas à justiça trabalhista todos os anos muito menos resolverá a questão complexa da existência da própria justiça trabalhista.

A indústria do garantismo trabalhista só serve a si mesma. Os efeitos práticos são empresários que quebram por dívidas impagáveis e enriquecimento de advogados, que chegam a cobrar até 40% de honorários.

Para os trabalhadores, fica apenas a ilusão do ganho de causa e o dinheiro que recebem, pois por trás de cada advogado rico tem um juiz condescendente e um empresário fechando as portas dos seus negócios por falta de condições de pagar dívidas trabalhistas que não prescrevem e impedem que esse empresário empreenda novamente.

Ao contrário dos crimes do colarinho branco, dívida trabalhista não prescreve nunca. E a maioria delas é contraída sem o cometimento de crime.

Como eu disse, Michel Temer é um homem de palavra. Resta saber qual e quando ela vale alguma coisa.

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.

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