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O falso moralismo do Facebook

O que é mais imoral, idiotizar as pessoas ou bloquear a publicação de conteúdo que alerta sobre a idiotização?

Num momento em que vemos dinheiro da Lei Roaunet, dinheiro dos contribuintes, sendo desviado para exposições que pregam valores imorais, independente do viés ideológico que se possa ter, é ridículo sofrer esse tipo de censura de uma rede social.

O motivo desse bloqueio foi o compartilhamento do meu artigo “Afinal, o que querem fazer com as nossas crianças?”, no qual teci críticas à apresentação de Wagner Schwartz no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no qual ele se apresentou nu e era tocado por crianças, com incentivo dos pais.

Para ilustrar meu artigo utilizei a foto abaixo, considerada atentatória aos pudores Facebookianos, por mostrar um homem nu e crianças tocando nele.

Em que mundo estamos vivendo? Não falemos apenas de Brasil, mas de mundo.

Uma performance ridícula, sem um propósito maior que não seja o de chocar pela explicitude e pela inutilidade que se apresenta. E na cabeça doentia do performático, do patrocinador, e de quem expõe e incentiva os filhos a interagir com isso, é arte. Arte moderna. Arte conceitual.

E então, eu uso a rede social para fazer o meu protesto veemente sobre o fato, interagindo com grupos que compartilham a mesma visão que eu sobre o tema, e sou bloqueado pelo Facebook, como se fosse eu o pedófilo, como se fosse eu o disseminador de ideias pervertidas de como perverter as mentes das crianças.

As redes sociais nos querem, mas nos querem pasteurizadamente. O mundo caminha para a tentativa de um enquadramento comportamental ditado por regras e algoritmos incapazes de avaliar detalhadamente os acontecimentos, e troca João por Gibão e coloca tudo no mesmo saco, porque é lá que nos querem.

Não somos cuidadosos o suficiente para avaliar o poder que damos a quem nos cede espaço, mas que pode exercer o controle sobre o que se pode ou não falar ou fazer, e faz isso de maneira subjetiva e que pouco contribui para exaltar o que é bom e excluir o que é efetivamente ruim.

Já a violência é exposta no Facebook sem restrição alguma, não sendo difícil encontrar cabeças explodindo, acidentes de carro, moto, ônibus, avião, imagens de traficantes em favelas, de soldados em guerra, pessoas machucadas, assaltos e tudo o que choca e expõe a crueldade do ser humano.

Só não pode falar de política, falar de ministros do STF, de senadores, de deputados federais, de corrupção. E nem ser contra ideias pedofílicas e esquerdopáticas que assolam mentes de pseudoartistas e pais que expõem seus filhos ao constrangimento público de tocar num homem adulto completamente pelado, em nome da arte, e com a grana da Lei Roaunet.

Parabéns Facebook. Parabéns Marck Zuckerberg. Sou um ninguém dentro de sua rede. Mas cuidado, sou um ninguém insatisfeito. Deve haver muitos outros.

HS Naddeo

Brasileiro escrivinhador de ofício, palpiteiro, cheio de opinião, jornalista, publicitário, administrador, marketeiro, anti-petista, anti-corrupção e anti-burrice.